Entre maio e agosto o teatro vai ser o destaque na agenda cultural da Oficina, em Guimarães, com a “afirmação da pluralidade” dos Festivais Gil Vicente e “uma especial preocupação” de abrir à comunidade as principais casas de espetáculos vimaranenses. 

Pela primeira vez em mais de 30 edições os Festivais Gil Vicente vão durar três semanas — em vez das habituais duas —, uma vez que este ano haverá uma semana dedicada ao teatro amador, de que já te tínhamos falado neste artigo, em fevereiro. 

“Vai ser a primeira vez em mais de 30 edições que os Festivais Gil Vicente vão durar três semanas em vez das habituais duas, porque este ano haverá uma semana dedicada ao teatro amador, abrindo um novo ciclo de afirmação da pluralidade, de várias formas de relação com o teatro, uma celebração forte e em camadas”, explicou numa conferência de imprensa no dia 28 de abril o programador artístico do Centro Cultural Vila Flor, Rui Torrinha.

“Sopro” de Tiago Rodrigues e “Para vós” de Carla Andrade estão entre os destaques da programação da Oficina, que destaca ainda a celebração do Dia Internacional dos Museus com “visões prerrogativas”, destacando-se a de Nuno Preto, que abre as portas “normalmente fechadas” de lugares expositivos como o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e a Casa da Memória de Guimarães. 

“Temos aqui uma pequena utopia, mas relativamente fácil de pôr em prática, que é partilhada por toda a gente que faz teatro em Guimarães, em palco, incluindo os alunos da licenciatura em teatro da Universidade do Minho”, disse, destacando o apoio dado a esta arte performativa pela cidade. O programador da Oficina acredita que “há um potencial enorme de teatro neste território (…) que não está consumado”. 

No final de 2018, foi apresentado um Plano de Apoio à Criação, explicou o responsável, que está a dar frutos, incluindo coproduções, residências artísticas, cujo resultado faz parte da programação dos próximos meses, e bolsas de criação, com destaque para a vinda a Guimarães de “Parlamento Elefante”, uma criação de Eduardo Molina, Marco Mendonça e João Pedro Leal, distinguida com a bolsa Amélia Rey Colaço, lançada pelo Teatro D. Maria II em parceria com o Centro Cultural Vila Flor e o Espaço do Tempo.

Ainda que o teatro seja o destaque, a programação da Oficina também inclui um concerto de Jorge Palma, a 10 de maio, e outro de Aline Frazão, a 20 de julho. Sabe mais sobre os Festivais Gil Vicente, aqui

A Oficina foi fundada em 1989 por iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães com o objetivo de criar uma estrutura capaz de valorizar, promover e divulgar as Artes e os Ofícios Tradicionais de Guimarães. Já o Teatro Oficina, a companhia de teatro da Oficina, foi fundada em 1994. Sabe mais aqui

Texto de Lusa e Carolina Franco
Fotografia de Monica Silvestre via Pexels

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