O escritor angolano Ondjaki edita neste verão o livro ilustrado A estória do sol e do rinoceronte e o romance O livro do deslembramento, num ano em que se assinalam duas décadas da sua estreia literário.

O primeiro livro, A estória do sol e do rinoceronte, será editado já este mês de julho. Trata-se de uma fábula sobre um rinoceronte de grande porte “que tinha no peito uma tristeza que quase nunca o deixava”, pedindo conselhos ao sol para afastar aquela melancolia.

Com selo da Alfaguara, esta história de empatia e perseverança ambientada na savana, conta com ilustração da autora colombiana Catalina Vásquez, a estrear-se no panorama literário português.

Já em agosto, pela Editorial Caminho, o autor angolano lançará o mais recente romance, O livro do deslembramento, novamente ambientado em Luanda, ensombrada pela guerra civil.

A narrativa decorre “no período em que, após os acordos de Bicesse, a guerra civil parou, e houve eleições em Angola pela primeira vez. Mas em pouco tempo reacende-se a guerra civil”, lê-se na sinopse.

O novo livro sai numa altura em que Ondjaki assinala os 20 anos da estreia literária, em 2000, quando lançou o livro de poesia Actu Sanguíneu.

Ondjaki, pseudónimo literário do escritor angolano Ndalu de Almeida, 43 anos, é autor de mais de duas dezenas de obras literárias, entre poesia, romance, teatro, contos e vários títulos para a infância e juventude, alguns recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.

Está traduzido, por exemplo, em francês, espanhol, inglês e mandarim e acumula vários prémios literários, entre os quais o Prémio Saramago 2013 com o romance Os transparentes.

A tradução deste romance para inglês, está indicada para o Prémio Literário Internacional de Dublin 2020, que distingue obras escritas ou traduzidas para aquela língua.

Texto de Lusa e Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Jessica Ruscello via Unsplash

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