OPERAFEST LISBOA, o novo festival de ópera, continua, dando palco à segunda metade da Maratona Ópera XXI nos dias 3 e 4 de setembro, pelas 21h30, no jardim do Museu Nacional de Arte Antiga. Esta é a maratona em que sete jovens compositores portugueses apresentam óperas inéditas.

As sete obras, em criação absoluta, são apresentadas na sua forma final de espetáculo, avaliadas por um júri misto, composto por personalidades de várias áreas artísticas e ainda pelo público, afastando assim a ideia de ópera para um nicho especializado, sendo atribuído o prémio Carlos de Pontes Leça no valor de 5000 euros, à ópera vencedora, sob forma de uma nova comissão. O objetivo do concurso é estimular a composição de novo repertório, a emergência de novos talentos e um fortalecimento da relação da ópera de hoje com o público de hoje.

A concurso estão Esta Ítaca que não encontro, de Diogo da Costa Ferreira; Nunca fomos tão novos como agora, de Fábio Cachão; Eco/Arquipélago, de João Ricardo; O Tesouro, de Miguel Jesus; Contos da criação: Adão, de Pedro Finisterra; Margarida, de Sara Ross; e Não sei quantas Almas tenho, de Tiago Videira. 

Nos dias 3 e 4 de setembro serão apresentadas as três últimas óperas em estreia absoluta:

NUNCA FOMOS TÃO NOVOS COMO AGORA EP.1
Música Fábio Cachão
Libreto Miguel Castro Caldas
Duração 25'
"Ana e Fernando estão na sua sala de estar. Acompanhados por uma TV, o casal viaja sobre a sua vida procurando respostas ao que os levou até àquele momento. Tentando fugir, as personagens acabam por embater na sua própria realidade ao serem revelados factos ocultos. O episódio origina uma acesa discussão que coloca tudo em causa."

MARGARIDA
Música e Libreto Sara Ross
Duração 25'
"Olá. Eu sou a Margarida Depais e já encontrei o amor da minha vida - sorte desgraçada porque infelizmente parece que não vai dar. E agora? Estamos com Margarida neste seu acto último. Margarida esgota-se em palavras. Mas Margarida sabe que qualquer fim é um falso fim. Margarida canta."

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO...
Música e Libreto Tiago Videira
Duração 20'
"Fernando e Ofélia, sozinhos. Cada um no seu quarto, smartphone na mão. Não se vêem, nem ouvem, a dividi-los, um espelho duplo devolve apenas a imagem de si mesmos. Procuram amor, querem comunicar, atravessar o espelho que os bloqueia. Mas isso traz ansiedade, tensão, desespero. Por breves momentos pensam que vão conseguir superar-se, mas, no fim, o medo é mais forte..."

Os bilhetes podem ser comprados, aqui.

Com a direção geral e artística da soprano Catarina Molder e produção da Opera do Castelo, o OPERAFEST LISBOA nasce num ano atípico, mas de alma e coração , de 21 de agosto a 11 de setembro, no jardim do Museu Nacional de Arte Antiga e nas Carpintarias de São Lázaro, com uma programação variada e abrangente que vai dos grandes clássicos à ópera de vanguarda, ao encontro de todos os públicos. Sabe mais sobre este festival, aqui.

Texto de Andreia Monteiro
Fotografia disponível no site do OPERAFEST LISBOA
O Gerador é parceiro do OPERAFEST LISBOA
gerador-operafest