A partir de dia 1 de Março, a Gafanha da Nazaré recebe mais de duas dezenas de espetáculos de robertos e marionetas: paradas de rua, teatro, oficinas, música e uma exposição são as sugestões do Palheta para toda a família.

Aquela que era, desde 2013, a “Mostra de Robertos e Marionetas” transforma-se, este ano, em Palheta, simultaneamente o nome dado à placa metálica que confere o som estridente à voz dos Robertos e o ato de estar “na palheta”, na conversa. A Gafanha da Nazaré, de onde era natural Armando Ferraz, prestigiado bonecreiro, continua a ser o palco privilegiado deste festival, que se alarga nesta edição a diferentes espaços da cidade: a Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré, jardins e ruas, a Casa da Música e a Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré.

Destacam-se o lançamento do novo disco dos Linda Martini, num concerto com a participação especial das Marionetas Mandrágora e que já se encontra esgotado, “Aurora” e o alerta ambiental das Marionetas de Mandrágora através de animais e criaturas imaginárias criadas em materiais reciclados, “Payassu – O verbo do Pai Grande” numa recriação do “Sermão de Santo António aos Peixes” na Igreja Matriz da Gafanha da Nazaré e “Cindy”, uma versão atual da “Gata Borralheira” que espelha a cada vez mais supérflua natureza das relações humanas.

Ao longo dos cinco dias de Palheta, há ainda uma exposição sobre a história dos robertos e marionetas (patente até dia 3 de abril, na Fábrica das Ideias), teatro Dom Roberto com “A Tourada” e “O Barbeiro”, “O Nabo Gigante”, “Manusear”, a nova criação de EZ, oficinas de construção de robertos e uma parada de rua marcada para sábado à tarde e que conta com a participação dos Crassh e de EZ.

Alguns dos espetáculos requerem bilhetes e estão disponíveis nas bilheteiras dos espaços 23 Milhas. Todo o programa pode ser consultado no site do 23 Milhas.