Margarida Vila-Nova, atriz, é uma cara conhecida do grande ecrã desde pequenina. Participou em várias telenovelas portuguesas e já fez parte do elenco de vários espetáculos de teatro, sendo que agora volta aos palcos com “O Novo Mundo” dos Possessos. Para além disso, é uma apaixonada pelo mundo, desejando viajar por todos os seus cantos. Há coisa de sete anos, arriscou ir viver para Macau, entretanto já nos brindou com muitos projetos em Portugal e não tarda podem vê-la em palco!


Na Culturgest, antes de ir para mais um ensaio, encontro-me com a Margarida Vila-Nova. Decidimos sentar-nos num banco esverdeado que tem como pano de fundo dois cartazes do espetáculo em ensaios, “O Novo Mundo” dos Possessos. Este é um espetáculo que promete inovar juntando em palco um elenco de 17 atores e um músico, assim como 6 escritores. É neste projeto que Margarida tem vindo a trabalhar no último mês, um espetáculo que nos fala de um novo mundo onde tudo é mais fácil porque não há tempo, ou pelo menos não este tempo que nós conhecemos. Perto da estreia, no dia 27 de junho, e em cena até dia 30 do mesmo mês, a Margarida ainda arranja um tempinho para um jogo. Sentamo-nos e explico-lhe as regras da Pergunta da Sorte. A Margarida lança o dado e avançamos 4 casas indo parar à casa do Sê Criativo, a casa que lança um desafio que o convidado tem de resolver de forma criativa. Começamos em beleza com a Margarida a virar a carta que revela a primeira pergunta, numa das casas mais divertidas deste jogo.

Sê Criativo: Pensa no teu maior defeito. Agora desenha-o e eu adivinho qual é.

Margarida Vila-Nova (MN): Ok, vou tentar. Eu para o desenho, está bom, está!

Embora hesitante, a Margarida lá começou a desenhar. Começou por traçar uma menina a rir, depois duas pessoas ao pé dela. De seguida, duas caras maiores. Por entre risos decidiu passar para o canto superior esquerdo da folha.

Andreia Monteiro (AM): Ris-te em momentos inoportunos?

Ela indica-me que o caminho pode ser por ai. Vai descendo na folha e começa a desenhar um carro, um sinal de proibido e um carro que o passa.

AM: Gostas de passar os limites.

A Margarida ainda não está totalmente satisfeita com a resposta. Desenha um relógio onde dá destaque ao número 4.

AM: Não tens tempo. Andas sempre muito apressada. Tens urgência em fazer muitas coisas e sentes que não tens tempo suficiente.

MN: É muito difícil desenhar isto! Não é uma coisa linear.

AM: Não permites que te imponham limites? Queres sempre ultrapassar as barreiras. Ou seja, és…

A Margarida fica expectante agora. Mas sem desistir que eu chegue à palavra que ela procura volta a desenhar. Escreve dois nãos e dois sins e aponta para as caras que tinha desenhado inicialmente. O desenho fica completo, resultando na ilustração que podes ver em baixo:

Desenho do maior defeito por Margarida Vila-Nova

AM: És teimosa!

MN: Yeyyyyy! (risos) Eu sou teimosa, por isso também não ia desistir do desenho enquanto não acertasses!

Voltamos a lançar o dado e sai o número 3, que nos leva à casa Carreira, onde as cartas revelam perguntas sobre a vida profissional da artista.

Carreira: O que podemos esperar do projeto em que estás a trabalhar agora?

MN: Ufa! Finalmente posso falar (risos). É um projeto novo, fresco, é um espetáculo onde vamos encontrar sete jovens atores. Na sua essência é uma peça coletiva sob o olhar atento, generoso e preciso do João Pedro Mamede. É um espetáculo rico em movimento, em cor, em som, mas sobretudo é um espetáculo fresco em que a proposta é mostrar um novo mundo, que é o nome do espetáculo, pela mão de um elenco jovem. É um espetáculo curioso, divertido… é fresco! Bem, já estou quase a mudar de linha.

A Margarida tem toda a razão. Resta saber se o dado é generoso connosco ou não e nos manda diretos à próxima linha do tabuleiro. Sai o número 6 que nos leva à casa do Pessoal, onde as cartas fazem perguntas sobre a vida pessoal da artista.

Pessoal: Qual é o teu talento escondido?

MN: Huuum (risos). O meu talento escondido? Fugindo assim à resposta óbvia, não sei especialmente cantar, não sei especialmente dançar, não sou especialmente boa cozinheira, mas, segundo os meus filhos, sou boa a encontrar coisas (risos)! Por isso, acho que a consequência de ser boa a encontrar coisas é que também sou boa a arrumá-las. Tenho um sentido de arrumação e organização muito sofisticado.

Agora o dado faz-nos andar mais devagar, mas não nos dá muita sorte. 2 casas à frente vamos parar ao número 14, onde nada acontece. A Margarida volta a lançar o dado e sai o número 4, que nos leva ao número 18, onde mais uma vez nada acontece. Que maré de azar! Lançando o dado uma vez mais este leva-nos a avançar 6 casas e parece que nos saiu a sorte grande ao ir parar a mais um Sê Criativo.

Sê Criativo: Pensa no teu número da sorte. Sem falar, conta-nos uma história em x passos.

A Margarida começa por me revelar que o seu número da sorte é o número 8 e decide que me vai contar uma história através de um desenho.

AM: É engraçado, porque és a primeira atriz que escolhe contar uma história através de desenhos, em vez de fazer mímica.

MN: Não quer dizer que eu em mímica seja pior, mas como não posso usar a palavra é complicado. Eu não sei se alguma vez vão perceber o que é isto, mas…

Mas lá vamos nós! Vê, em seguida, o desenho que a Margarida fez:

Desenho em 8 passos por Margarida Vila-Nova

Ao começar o desenho a Margarida começa a rir-se.

AM: São ovelhinhas?

MN: Não, mas podiam ser!

É então que a Margarida decide escrever o número 3 no canto superior esquerdo do seu primeiro desenho para me dar mais uma pista.

AM: São os três porquinhos?

MN: Sim! (risos)

Posteriormente, a nossa artista desenha o lobo mau. Mais à frente, começa a desenhar porquinhos e surge a dúvida de se os porcos têm orelhas. Naquele momento nem eu conseguia visualizar a imagem de um porco e estava incerta, mas com a impressão que tinham de as ter. Finalmente, a Margarida lembra-se que se come orelha de porco, pelo que têm de ter orelhas! Como nos pôde escapar tal traço anatómico? É altura de os porquinhos fugirem das suas cantorias ao avistarem um lobo que a Margarida afirma ser, cada vez mais, outra coisa qualquer. Com o avançar dos desenhos, a Margarida começa a melhorar o seu desenho dos porquinhos, que, segundo a mesma, começam cada vez mais a parecer porcos, eureka! Por outro lado, considera que o lobo já passou a ser um homem, mas não faz mal, é apenas um lobo esquisito. De seguida, é altura de desenhar um panelão onde o lobo queima o rabo na água a ferver, debaixo da chaminé. Entretanto os porquinhos estavam a cantar, um toca piano, outro flauta e outro uma coisa qualquer que a Margarida não se lembrou. Finalmente, o lobo foge pela chaminé e os três porquinhos ficam felizes e, por isso, tem de se acrescentar as notas musicais, visto serem um indicativo de felicidade.

AM: Já não me lembrava destes pormenores todos da história.

MN: A sério? Isto é porque eu tenho dois filhos pequenos e de vez em quando tenho de lhes contar. Primeiro ele tinha de soprar a casa de palha, depois a de madeira, até chegar à de tijolo.

Depois desta bela história ilustrada, o dado manda-nos avançar 3 casas e vamos parar a mais uma casa Pessoal.

Pessoal: Qual foi a coisa que te disseram que mais te marcou até hoje?

MN: Estas são canja ao pé das outras! Acho que as coisas me marcaram de diferentes maneiras. Lembro-me que quando o muro de Berlim caiu tinha uns seis anos, estava em casa dos meus avós e eles chamaram-me dizendo, “Margarida tens que assistir a este momento que vai mudar a história da Europa”. Na altura, não percebi o que é que a queda do muro representava. O canal das notícias sempre esteve ligado na minha casa, ou na televisão, na RTP, ou era a rádio francesa. Como se chama? Acho que era a Paris Lisboa. Ou então era na TSF. Acho que a minha vida foi marcada por alguns acontecimentos. Acho que foi a primeira vez que percebi que havia fome em África, o que era um desequilíbrio social, o que era um país em guerra. Isso foram notícias que me marcaram e que acho que fizeram a minha curiosidade pelo mundo, de saber o que se passa à minha volta, ter curiosidade por outros países, outras culturas, outras políticas. Desde muito cedo que cresci rodeada de informação. Agora em termos pessoais talvez tenha sido o dia em que fui pedida em casamento, que dura até hoje. É uma pergunta que me marcou há dez anos atrás e que, dez anos depois, ainda marca o curso pessoal da minha vida, porque ainda estamos casados.

AM: É muito engraçado teres falado primeiro das notícias, porque é uma coisa que à partida não é pessoal, mas com o teu gosto pelas viagens e de dar a volta ao mundo…

MN: Sim, sim, mas é verdade. Ainda esta manhã estive a estudar história com o meu filho que vai ter teste, porque desde pequenina que me interessei por outros assuntos que envolvem o meu país, ou a Europa em que eu vivo. Até porque eu acho que a história tem ecos e repercussões. A forma como vivemos hoje em Portugal é consequência da situação atual europeia e por ai fora. Acho que é sempre curioso pensares até onde chegaste, quem és tu e se fores estudar a história para trás vês a quantidade de vezes que a história se repete, como o faz e como vamos assistindo.

Voltando a lançar o dado, avançamos 3 casas indo parar a uma Pergunta da Sorte, em que posso fazer a pergunta que escolher na altura.

Pergunta da Sorte: Fala-me de uma coisa que tenhas ganhado durante uma viagem e que te tenha marcado até hoje.

MN: Aquilo que eu ganhei a viajar, no sentido do que me enriqueceu pessoalmente, é as viagens reduzirem-me à minha insignificância. Às vezes é preciso atravessarmos o mundo para percebermos o quão insignificantes somos. Mas ao descobrirmos esse confronto com a realidade, também torna a nossa vida mais simples. Saber separar o essencial do supérfluo, sabermos onde estamos e para onde queremos ir, o que queremos ser, ajuda a perceber o quão frágil somos, a afastarmo-nos do nosso ego, dos nossos caprichos, do nosso conforto, dos nossos mimos. Esse confronto com a realidade torna a nossa vida mais simples. Eu acho que a minha vida ficou mais simples e mais fácil de cada vez que fui viajar. E tal como na história, é cíclico. É preciso ir viajar, é preciso confrontarmo-nos com a realidade, percebermos quem somos, o que queremos, para onde estamos a ir, voltarmos a confrontarmo-nos com o que é essencial e o que é supérfluo, voltar a definir e traçar metas e prioridades. Porque uma prioridade há dez anos não é a mesma que dez anos depois. Quando nos reduzimos à nossa insignificância e estamos perdidos no meio de uma montanha, onde apenas o silêncio e a estação pairam à nossa volta, percebemos o que é verdadeiramente importante na vida e torna as nossas escolhas mais simples. Acho que às vezes é difícil o exercício de pura e simplesmente existir. Respirar, comer e dormir. Às vezes, combinar estas três coisas tão simples no nosso dia-a-dia, contaminados pelos projetos profissionais, pelas insatisfações, pelas inseguranças, pelos egos, pelos compromissos financeiros, económicos, políticos e sociais, que nos consomem-nos faz com que não saibamos já existir, pura e simplesmente – comer, dormir e respirar. Acho que este exercício às vezes é bom para repensarmos as prioridades. Falo bué, não é?

AM: Não, mas identifico-me imenso com o que acabaste de dizer, porque o ano passado fiz um interrail de 24 dias, com mochila às costas e senti isso tudo. Mesmo no sentido de descomplicar as coisas e, de repente, fez-me confusão voltar à minha cama, por exemplo. Como assim tenho uma cama fofinha? Isto não faz sentido. Foi incrível e o bichinho fica.

MN: Estou a preparar-me e daqui a dois mesinhos vou outra vez!

Voltamos a viajar pelo tabuleiro da Pergunta da Sorte e o dado manda-nos avançar 4 casas, indo parar ao número 34, onde nada acontece. Voltamos a lançar o dado e, desta vez, avançamos 3 casas indo parar a outro Sê Criativo.

MN: Ai meu Deus! Como é que é possível?

Sê Criativo: Tens aqui 8 formas. Podes usá-las e repeti-las da maneira que quiseres e não tens de as usar todas. Em dois minutos cria uma imagem artística.

Sob uma folha branca a Margarida começou a compor a sua imagem artística com 6 formas.

Composição com seis formas por Margarida Vila-Nova

Depois de mais um momento super criativo é altura de voltar a lançar o dado. 6 casas à frente vamos parar ao número 43, onde nada acontece. Voltamos a lançar o dado e, 4 casas à frente, deparamo-nos com o número 47. De repente, parece que o jogo ganhou pressa e já nos encontramos na última linha do jogo. Vamos ver se nesta reta final ainda temos a sorte de fazer mais perguntas à Margarida. Desta vez, o dado manda avançar 1 casa e vamos parar a uma Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: O que é que a tua personagem em “O Novo Mundo” já te fez descobrir sobre ti mesma ou já te acrescentou?

MN: “O Novo Mundo” trouxe-me um novo processo, permitiu-me trabalhar numa criação coletiva. Não quero chamar-lhe uma criação coletiva, porque pode ser injusto. Mas este processo de trabalho é novo para mim. Foi a primeira vez que trabalhei ao lado dos meus colegas, a Filipa Mata, a Nídia Roque, a Catarina. É a primeira vez que sou dirigida pelo João Pedro Mamede. Foi um processo muito prazeroso, rico e novo para mim. Há quatro anos que não fazia teatro, então este redescobrir e reinventar-me como atriz foi um grande desafio durante este mês de ensaios, porque vou esgotando a minha criatividade e recursos a cada projeto. Às vezes são precisos novos estímulos, projetos, colegas, encenadores, viagens que nos tragam para um novo mundo. Este foi o grande caminho que tive ao longo do processo, de me reinventar, encontrar um novo personagem, descobri-lo através das palavras. Era um texto arrojado, dinâmico, que me obrigou a explorar outros caminhos e versatilidades que eu desconhecia que tinha. Quando iniciamos um processo e as dúvidas se colocam, a descoberta é diária nos ensaios e vamos descobrindo novas formas e cores e isso dá um sentido à nossa profissão, ao nosso personagem e até à nossa vida. Estive num processo televisivo muito cansativo, que durou um ano, e este novo mundo trouxe uma nova leveza à minha vida, um novo sentido ao meu trabalho. Trabalhar com colegas novos e onde todas as propostas eram frescas e importantes. Ao longo deste processo todos tinham uma palavra, todos tinham um papel dentro da construção do espetáculo e isso foi importante. Este trabalho resulta de algo coletivo em que todos contribuem com a sua experiência, visão, olhar e sensibilidade. Este personagem fez com que me reinventasse como atriz.

Cada vez mais perto do final, avançamos 3 casas e vamos ainda a tempo de mais um Sê Criativo. Parece que esta casa gosta muito da Margarida!

MN: Não estou a acreditar!

AM: Acho que ninguém calhou nesta casa tantas vezes!

MN: Como é que é possível? (risos)

Sê Criativo: Faz o trecho de uma música com as 5 palavras que te vou dizer.

Inspirando-me no ambiente em que se desenrolou este jogo escolhi as seguintes palavras: viagem, mundo, teatro, verde e Possessos. Antes e nos cantar a sua melodiosa composição, a Margarida escrevinhou a sua letra:

Letra da música escrita pela Margarida Vila-Nova

Podes ouvi-la aqui:

Prova superada, faltam apenas duas casas para chegarmos ao final. A Margarida volta a lançar o dado e sai o número 1, indo parar à casa Pessoal.

Pessoal: Qual é a primeira coisa que fazes ao acordar? E a última ao deitar?

MN: Normalmente são os meus filhos que me acordam, porque se enfiam na minha cama. Por isso, acho que a primeira coisa que faço ao acordar é encher de beijos os meus filhos. Depois, gosto de um grande pequeno-almoço com uma grande caneca de café! A última ao deitar… acho que faço sempre um check do dia seguinte. Tenho sempre uma lista de notas no iPhone que corro sobre as coisas que tenho de fazer no dia seguinte. Faço uma passagem pela app da TSF das notícias, verificar se não me entrou nenhum email, consultar o whatsapp, garantir que tenho dois despertadores para o dia seguinte, just in case. Depois adormeço.

O dado torna-se nosso amigo e decide deixar-nos agarrar todas as oportunidades! 1 casa à frente ainda temos tempo para mais uma  Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: A decisão de ires para Macau teve mais de assustador ou de tranquilizante por rejeitares o comodismo?

MN: Eu tomei a decisão de ir para Macau um ano antes de ir, então durante um ano fui-me preparando para esta viagem. Durante esse ano parecia-me tudo claro e super objetivo, super resolvido, encaixado, organizado. Tinha tudo tratado, mesmo em termos práticos e logísticos da casa, do carro, da escola das crianças. Acho que só me dei conta da decisão que tinha tomado um mês antes de ir embora (risos). Foi ai que percebi, ah… vou-me embora e agora não posso voltar atrás com a minha decisão! Imagina, perante mim e toda a gente eu tinha tomado uma decisão e agora não podia voltar atrás. Um mês antes foi assustador e confrontei-me com o porquê de ter tomado esta decisão. O que é que vou fazer? Acho que quando tomei a decisão foi inconsequente, não percebi a dimensão da decisão que estava a tomar, que podia mudar a minha vida. Mas havia uma grande urgência em mudá-la. Um mês antes de me ir embora, acho que foi a primeira vez que me confrontei com a decisão que tinha tomado e que era irreversível. Sem dar parte fraca, nem sequer a mim própria, fui em frente com uma folha em branco do que seria a minha vida dali para a frente. Tanto que o balanço é feito agora, sete anos depois. É curioso perceber as mudanças, as consequências práticas pessoais e profissionais e acho que o balanço é positivo.

A testar a amizade que o dado nos tem ainda o lançamos mais uma vez. E não é que nos manda avançar 1 casa, a conta certa para calharmos na Casa Gerador, a casa final do jogo, onde a entrevistada irá responder a uma pergunta da convidada anterior e deixar uma pergunta para o próximo. Ainda se lembram da pergunta da Filomena Cautela? “O que é que comeram ontem à noite ao jantar?”. Podes rever a pergunta da Filomena aqui.

Vê o vídeo em baixo para saberes qual a resposta da Margarida e a pergunta que deixou para o próximo convidado da Pergunta da Sorte! Vemo-nos em breve! ;-)

Entrevista por Andreia Monteiro