No passado dia 21 de novembro, Pedro Florêncio fez estrear a sua longa-metragem “Turno do Dia” no Cinema City Alvalade, localizado em Lisboa. Trata-se de um um documentário observacional que nos traz os rostos, os gestos, os procedimentos e os dramas de um turno diurno na central telefónica da linha 112, na sede do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) de Lisboa.

“Este filme representa um espaço social que, até à data, continua em funcionamento sob as mesmas (ou muito semelhantes) condições”, diz-nos o realizador. “Com isto, pretende-se aludir à importância cívica de ser dar atenção a uma serie de informações culturalmente relevantes que o filme revela”, conclui.

Vê a notícia que o Gerador fez sobre o filme “Turno do Dia” aqui.

Pedro Florêncio tem 30 anos, é natural de Lisboa e faz do cinema um modo de vida. Para além de ser realizador, também lecciona “História do Cinema” na licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa. Também é investigador no CEC (Centro de Estudos Comparatistas) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Quando o questionámos sobre projetos/acontecimentos que o tenham marcado, o realizador referiu a transmissão televisiva dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, bem como a sessão do filme “No Home Movie” (2016), de Chantal Akerman, no Doclisboa.

Realizou, em 2011, a curta-metragem “Banana Motherf*cker”, que recebeu diversos prémios internacionais. Em 2014, realizou “Onde o meu amigo pintou um quadro”, exibido em vários festivais nacionais e internacionais desde então. Em 2017, realizou a média-metragem “À Tarde”, que recebeu o Prémio Especial do Júri na Competição Nacional do DocLisboa 2017. “Turno do Dia” é a sua primeira longa-metragem e estreou no DocLisboa 2018.

“À Tarde”, de Pedro Florêncio

Pedro Florêncio aceitou a proposta Geradora e deu-nos sugestões para acalmar o rebuliço natalício:

Um livro

História da Fotografia: ao encontro das imagens, de Luís Mendonça

Um CD

Chove na Sala, Água nos Olhos, de Maria Reis

Um filme

Mutant Blast (2018), de Fernando Alle

Um evento cultural a não perder

Sherlock Holmes Jr., de Buster Keaton, na Cinemateca Júnior (em Lisboa), no dia 21 de Dezembro. Sabe mais sobre a Cinemateca Júnior aqui.

O que não te pode faltar na mesa de Natal?

“Tudo aquilo para que houver fome até antes do início do enjoo.” Tivemos de apertar com o Pedro para que nos desse uma resposta concreta, um doce, um salgadinho… Sairam as “Rabanadas!”

Texto de Maria Costa
Fotografia – cortesia de Pedro Florêncio

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