O projeto cultural Territórios de Pedra lançou uma Open Call para artistas plásticos, nacionais e internacionais, que queiram ser desafiados a intervencionar a pedra de características endógenas dos municípios de Ansião, Figueiró dos Vinhos e Pombal.

Até ao dia 11 de junho, escultores de todo o mundo podem candidatar-se ao Open Call promovido pelo Territórios de Pedra. O desafio é simples: trabalhar a pedra dos municípios de Ansião, Figueiró dos Vinhos e Pombal. O projeto considera a pedra como "contexto aglutinador, enquanto elemento distintivo e identitário" dos territórios selecionados.

Segundo o regulamento, o projeto Territórios de Pedra irá criar uma rota de escultura contemporânea, a partir das obras dos artistas vencedores, com a produção de oito peças escultóricas singulares, de oito artistas emergentes, criando uma ligação direta com a comunidade dos locais de intervenção e, sendo ainda complementada por ações de mediação e workshops temáticos. As restantes peças a produzir no decurso do concurso irão distribuir-se pelo território dos três municípios parceiros, "valorizando áreas de baixa densidade, prioritárias de intervenção/valorização de acordo com a estratégia territorial local e que se incluam em potencial percurso paisagístico intermunicipal".

O painel de jurados será composto pela Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ansião, Cristina Bernardino, Marta Brás, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Ana Cabral, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Pombal, e pelos escultores Pedro Figueiredo e Fernando Freire. Todos os artistas plásticos, sem limitação geográfica e "sem restrições de base de formação ou de experiência prévia", poderão participar no concurso, sendo a única obrigatoriedade a capacidade de intervencionar pedra de características endógenas do território.

O concurso terá 8 artistas vencedores que irão receber um prémio no valor de 14.000€. As candidaturas estão abertas até dia 11 de junho 2021 e são formalizadas no site da marca Territórios de Pedra.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia disponível via Unsplash

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