A conferência-performance da residência de longa-duração da artista Marta Wengorovius que acontece dia dia 30 de julho, encerra a temporada 2020-2021 do Teatro do Bairro Alto. Depois de uma programação dedicada ao discurso, que contou com debates em formato digital e conferências presenciais, focando a logística com Sandro Mezzadra, a descolonização vista por Suely Rolnik e ainda a obra de Mark Fisher, chega um novo olhar que questiona as diferentes áreas do conhecimento.

Um, Dois e Muitos, criada por Marta, baseia-se na intuição de que a génese do movimento parte da acentuação entre o Um (a Singularidade), o Dois (a Cumplicidade), e o Muitos (a Comunidade), e está presente em todas as coisas vivas.

A artista visual tem vindo a desenvolver desde 2011 uma obra-metodologia a partir da pergunta "O que pode significar em todas as coisas vivas o um, o dois e o muitos?", que coloca a diferentes áreas do conhecimento. Sob um ponto de vista aparentemente formal, Wengorovius propõe três momentos em que cruza a sua metodologia com as propostas do TBA.

Um é o segundo dos três encontros propostos. Após Dois, que acompanhou as três peças criadas por pares – Sofia Dias & Vitor Roriz, João Fiadeiro e Carolina Campos e Sara Anjo e Teresa Silva –, segue-se a conferência-performance Um, por ocasião da peça Solo de Teresa Coutinho.

Local: Teatro do Bairro Alto;
Horário: no dia 30 de julho pelas 18horas;
Preço: Entrada livre (mediante inscrição prévia para o e-mail bilheteira@teatrodobairroalto.pt)
Fotografia da cortesia do TBA