Ema e Priscila são um casal, mas confessam que continuam a ser alvo de olhares de recusa e rejeição. Carolina fala de um tempo em que não podiam fazer nada em relação aos piropos, por isso levavam alfinetes de dama para o liceu como estratégia para picar onde calhasse. Sofia revela conhecer um caso de violência doméstica em que a mulher acabou por dizer que era ela quem tinha a culpa. Alexandra fala de um comentário da sua filha que a chocou por dizer que uma amiga sua era uma porca, porque tinha tido muitos namorados. O seu marido, Tiago, acrescenta que para um homem que tenha muitas namoradas a situação é diferente. Estes são alguns dos testemunhos incluídos na reportagem do Expresso, a propósito do Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado no dia 4 de setembro, em que Bernardo Mendonça e Marta Crawford saíram à rua para falar de direitos sexuais e dos silêncios que importa quebrar.

A proposta do dia 4 de setembro como o Dia Mundial da Saúde Sexual surgiu em 2010, pela World Association for Sexual Health (WAS), com o objetivo de promover uma maior consciência social sobre a saúde sexual ao redor do mundo. Mas o seu trabalho no que diz respeito à promoção da saúde sexual por toda a vida e em todo o mundo através de ações de desenvolvimento, promoção, e apoio à sexologia e aos direitos sexuais para todos começou bem mais cedo. Sabias que existem 16 direitos sexuais proclamados desde 1997 e aprovados desde 1999 baseados nos direitos humanos universais? A declaração de direitos sexuais da WAS foi originalmente proclamada no 13º. Congresso de Sexologia em Valencia, Espanha, em 1997 e, em 1999, uma revisão foi aprovada em Hong Kong pela Assembleia Geral da WAS e reafirmada na “Declaração WAS: Saúde Sexual para o Milênio (2008)”.

A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (SPSC) juntou-se à WAS há 8 anos, voltando a celebrar este dia com a extensão da sua comemoração pelo resto do mês e ano. O slogan escolhido pela WAS, este ano, foi: “Saúde Sexual e direitos sexuais são fundamentais para o bem-estar”.

“Sabias que existem 16 direitos sexuais proclamados desde 1997 e aprovados desde 1999 baseados nos direitos humanos universais?”

Esta comemoração traz a novidade da formação de uma Comissão para o Dia Mundial da Saúde Sexual, com o objetivo de dar visibilidade ao que está por fazer e ao que está feito, originando e inspirando iniciativas que se juntem às celebrações que se desenvolvem por todo o mundo. Patrícia Pascoal, Presidente da SPSC, escreve numa reflexão para o site do Dia Mundial de Saúde Sexual que: “Em Portugal os indicadores de saúde sexual são globalmente positivos, mas há ainda um conjunto de conquistas a promover e a consolidar, bem como de outras a implementar.” Aponta ainda a insuficiência da formação em saúde sexual no nosso país, assim como o papel dos media na transmissão de informação em torno das questões de saúde sexual, defendendo que: “As mensagens vinculadas nos media podem e devem ajudar a inverter o desconhecimento e a perpetuação de conceitos equívocos acerca da saúde sexual”.

A Comissão é coordenada por Marta Crawford (terapeuta sexual e familiar) e tem a colaboração de Bernardo Mendonça (jornalista do Expresso) e Paulo Côrte-Real (economista e ativista dos direitos LGBTQI+). O Gerador foi falar com a Marta para ficar a saber mais sobre a saúde e direitos sexuais.

Marta começa por revelar que este ano os três elementos da Comissão tiveram pouco tempo para pensar em iniciativas, uma vez que a comissão só foi criada no final de julho deste ano. Porém, sendo a primeira vez que existe uma comissão para celebrar este dia, quiseram criar algum tipo de atividades para desenvolver nos próximos anos. “A Comissão, no fundo, vai durante o ano criar atividades para implementar o dia 4 de setembro, fazer um certo buzz nesse mês e dia e alertar as pessoas”, esclarece Marta.

O vídeo em parceria com o Expresso em que 9 portugueses quebraram o silêncio

Uma das iniciativas que decidiram desenvolver foi o vídeo feito com uma parceria entre o Expresso e a SPSC para assinalar a comemoração do Dia Mundial da Saúde Sexual. Ao longo de nove entrevistas fala-se de temas como o assédio, violência doméstica, machismo, homofobia, direitos e saúde sexual. “Decidimos que era muito interessante ouvir as vozes das pessoas, com um vox pop. Se bem que isto não é um vox pop tradicional, porque acabou por ficar com 23 minutos. Fomos literalmente para a rua questionar as pessoas sobre os vários temas. São temas que as pessoas não estão habituadas a falar por um lado, e por outro lado, é um tema que muitas vezes as pessoas têm dificuldade em falar”.

Marta realça que todas as pessoas entrevistadas tinham uma opinião e todas tinham situações para contar. “Foi interessante perceber que as pessoas, mesmo não sabendo quais eram os 16 direitos sexuais, de alguma forma, através das suas respostas iam dando as suas opiniões. Não que cada uma delas tivesse referido os 16 direitos, mas uma das repostas engraçadas é que nós, no final, perguntávamos às pessoas – ‘Conhece os seus direitos sexuais?’ – e elas, – ‘Mas há direitos sexuais?’ ”. Todas estas pessoas receberam, de seguida, um postal com os 16 direitos sexuais, dos quais escolhiam os que mais lhes faziam sentido, baseados na sua própria experiência, numa reflexão em via pública.

Temos 16 Direitos Sexuais que é preciso conhecer

No Príncipe Real recolheram três depoimentos, no Cais do Sodré outro, seguindo-se dois em Campo de Ourique e dois em Cascais. “As nove pessoas foram encontradas nestas zonas, em que íamos para a rua tentar angariar as pessoas. Algumas pessoas aderiam, mas claro que não são todas as pessoas que falam sobre estes temas. Foi muito intenso, porque foram dois dias e meio de gravação. Algumas diziam que não para o vídeo, mas depois convidamos as pessoas a escrever textos para o site”.

O site do Dia Mundial da Saúde Sexual foi outra das iniciativas criadas e lançadas no dia 4 de setembro. Neste site, para além de estar disponível toda a informação sobre a iniciativa, podemos encontrar textos e vídeos com mais testemunhos de situações em que as pessoas sentiram que foram lesadas nos seus direitos. Marta confessa que nem sempre é fácil conseguir estes testemunhos, porque apesar da abertura que movimentos como o Me Too nos Estados Unidos veio trazer, muitas vezes as pessoas sentem-se culpadas e “a sociedade não é muito apoiante das vítimas. As pessoas não se querem expor, se calhar também pelo trajeto de vida ou profissional”.

A partilha destes testemunhos tem como objetivo  “que as pessoas vejam isto e não fiquem a sentir-se vítimas, deem a sua voz, percebam que são direitos que as pessoas têm e que não podem aceitar determinado tipo de situações. Existem muitas histórias por contar e muitos silêncios por quebrar”.

O papel do contexto cultural na vivência da sexualidade

Todas as pessoas entrevistadas são portuguesas e revelam consciência do impacto que a cultura teve nas suas vidas, principalmente as pessoas mais velhas. “Falam de como as coisas eram no seu tempo – arranjar um homem para casar e ter filhos, sexo não interessava. A cultura tem impacto na forma como as pessoas apreciam e fazem os seus comentários, ou mesmo a educação particular de uma pessoa”.

Marta aproveita o exemplo de Alexandra e Tiago para explicar que esta mãe partilhou que, “no tempo em que ela tinha quinze anos, as meninas que tinham mais que um parceiro eram apelidadas de tudo mais um par de botas, mas a surpresa dela era ver a filha a fazer um comentário completamente retrógrado, na sua perspetiva. Se uma rapariga tiver uma série de parceiros, hoje em dia, continua a ser considerada como leviana e o seu meu filho (como diz no vídeo), se tiver muitas namoradas continua a ser considerado o garanhão. Sempre foi assim e depois é difícil mudar este contexto. Somos mais livres. Por exemplo, na questão da virgindade já não há a necessidade de esperar pelo casamento. As mentalidades, os machismos, a questão da homofobia, do achar que o papel feminino é um e o masculino é outro, e que não se cruzam, isso ainda está muito enraizado. Temos os nossos próprios preconceitos”.

“As mentalidades, os machismos, a questão da homofobia, do achar que o papel feminino é um e o masculino é outro, e que não se cruzam, isso ainda está muito enraizado. Temos os nossos próprios preconceitos”.

O contexto cultural português é um em que se fala de culpa e dos deveres femininos e masculinos, com papéis muito bem estipulados para cada um, explica Marta. “A questão da sexualidade é uma questão que tinha um fim único, que era a questão da procriação, não do prazer, não o lado lúdico. Os nossos pais viveram um bocado com esse conceito. Eles tinham incutido aquilo que o país tinha incutido na maior parte das famílias. A nossa sociedade é vítima deste sistema cultural”. Marta defende que as coisas têm de mudar, mas admite que a mudança das mentalidades é algo que leva tempo.

No entanto, um primeiro passo para a mudança é a formação. “A questão da formação sexual é importante para as pessoas fazerem as escolhas que acham melhores para si. No meu tempo achava-se que a educação sexual era estar a explicar aos meninos como é que o menino se abre sexualmente mais cedo do que era suposto. É ridículo. A informação faz com que as pessoas façam as melhores escolhas. Se se querem iniciar, façam-no com a informação toda para poderem decidir o que quiserem”. Por isso, é importante desfazer alguns preconceitos que existem em torno da sexualidade e que condicionam as estatísticas.

É preciso trabalhar a responsabilidade – “ O preservativo é o melhor amigo do homem e da mulher”

Na rubrica 2:59 do Expresso sobre saúde sexual é possível ver algumas estatísticas sobre os portugueses na intimidade. Um dos dados revelados é que 62,3% dos jovens têm relações sexuais sem preservativo e Portugal está no 6º lugar dos 28 países da União Europeia no que diz respeito ao número de novos casos de infeção por VIH. Marta afirma que é importante ter sexo com prazer, mas acima de tudo com responsabilidade.

Como se combatem estas estatísticas? “É voltar a falar muito do preservativo. De vez em quando há campanhas do preservativo, mas depois desaparecem. Já não me lembro da última campanha. É quase como se houvesse uma ideia bizarra de que as pessoas todas sabem que existe o preservativo, que se protegem nas relações, seja ocasionais, seja uma primeira ou segunda vez. É um pressuposto que está completamente errado. É o novo tabu. É achar que com o acesso livre à internet e todas as formas de informação, as pessoas estão todas protegidas, então não é preciso protegê-las a falar sobre a proteção. O que é errado”.

Responsabilidade na Sexualidade

Uma das hipóteses que Marta coloca para justificar as estatísticas relativas ao uso do preservativo é o consumo de drogas ou álcool. Um terço dos jovens assume ter tido relações sexuais sobre o efeito de substância psicoativas, sendo o álcool o mais comum (30%). “De facto, estes números são assustadores e há qualquer coisa que não está a chegar aos jovens”, declara Marta. Por outro lado, a informação pode não estar a chegar às pessoas de forma suficientemente interessante.

É preciso continuar a explicar a importância do preservativo e tornar essa explicação mais apelativa. “O preservativo é uma coisa que as pessoas acham ser uma grande chatice usar. Alguns dizem que tira a ereção, outros dizem que depois é muito rápido, outros não sei o quê. Costumo dizer que o preservativo tem uma vantagem para os homens bastante interessante. Como faz uma certa pressão na raiz do pénis quando se coloca o preservativo, até ajuda que a ereção se mantenha por mais tempo. Ao contrário daquilo que é o boato, em termos práticos, aquilo até é uma vantagem, desde que as pessoas saibam que aquilo é uma vantagem. O preservativo é o melhor amigo do homem e da mulher, sem dúvida, e é o único que nos protege de uma gravidez e de uma infeção sexualmente transmissível. E, no fundo, ainda pode ajudar na própria performance masculina, porque tem essa compressão que faz na raiz do pénis, tem lubrificação e protege-nos. Portanto, se as pessoas conseguirem interpretar o preservativo como uma coisa divertida, quase como se fosse um objeto sexual, que as pessoas acham muita piada quando vão a uma sex shop, se olharem assim para o preservativo, se calhar tinham muito mais prazer, divertiam-se mais, com muito menos doenças e muito menos complicações”.

O prazer também é um direito sexual – “Não é porque é um ato sexual, ou há penetração, que tem de dar prazer”

As experiências sexuais prazerosas são um dos direitos sexuais, porém não somos educados a falar do prazer e confundimo-lo com a vivência do orgasmo. “Normalmente as pessoas associam a sensação de orgasmo ao prazer. Mas o orgasmo pode ter-se de várias maneiras, como o roçar de uma mão, várias formas. Em muitas dessas formas estou só a libertar energia, não são propriamente de grande prazer. São quase como um espirro ou um arroto. É libertador, sabe bem, mas em termos emocionais não é assim tão gratificante e não nos faz tanto querer repetir”.

A noção de prazer contempla uma experiência que permita ter intimidade, bem-estar com a outra pessoa, ter liberdade e usufruto. “Portanto, muitas vezes as motivações para ligar duas pessoas ao ato sexual ou à intimidade nem sempre são tendo em conta o bem-estar. É preciso pensar que o prazer é uma coisa que, de facto, é determinante para o bem-estar de todos nós. É uma parte essencial da nossa vida que faz com que as pessoas se sintam bem e ter uma sexualidade que dá prazer, dá satisfação às outras coisas da vida também”.

Direito ao Prazer

Marta partilha que o prazer é ainda um tema tabu e que muitas pessoas não falam daquilo que são as suas preocupações relativamente ao sexo. “O tema da sexualidade vale 80% da vida da pessoa quando existe um problema. Quando não existe uma disfunção sexual as pessoas, regra geral, não se preocupam com a sua sexualidade. Quando corre bem não é uma preocupação e o bem estar-estar com outra pessoa faz parte do bem-estar geral. Daí, quando se fala no direito ao prazer, não tem só a ver com o lado sexual. Não se confunda. Não é porque é um ato sexual, ou há penetração, que tem de dar prazer. Toda a ação e intimidade com a pessoa tem de ser um ato de prazer e não se pode confundir. Eu até posso ter um orgasmo, mas não ter uma sensação geral de prazer. É uma coisa difícil de diferenciar, mas é uma realidade. O direito ao prazer tem a ver, não só com a performance sexual, mas com o conceito de intimidade, liberdade e bem-estar na relação com o outro”.

Pressão Social – “Continuamos a fazer algumas coisas, não tanto pela convicção interior, mas porque achamos que já é tempo”

Existe pressão social em torno das decisões que tomamos acerca da nossa sexualidade? Marta defende que, regra geral, somos muito influenciados por aquilo que achamos que os outros pensam ou que é suposto. Pensemos na pressão que existe para ter filhos quando alguém se casa, quando se tem um filho para ter o segundo, se se tem um namorado existe a pressão social para casar, se não se tem um relacionamento estável há pressão para estabilizar e se não te inicias sexualmente quando todos os outros já o fizeram algo não é normal. “Nós somos muito influenciáveis por aquilo que os outros pensam, pelas estatísticas das revistas, que os jovens não têm problemas, que os adultos supostamente têm mais problemas, que os homens estão sempre prontos e disponíveis para ter sexo, que o sexo só se faz havendo ereção e penetração. Isto são ideias antigas, mas atuais. Continua a ser assim. Um homem vai a um consultório e está muito infeliz, porque não consegue ter ereção e a vida dele está acabada, porque acredita que só é válido se tiver ereção, de resto morreu para a sexualidade. E não é verdade. O sexo não é a ereção dele ou o pénis dele, é muito mais do que isso”.

Pressão Social na vivência da Sexualidade

Marta diz que todos estes preconceitos são movidos pela pressão social que existe da parte dos nossos pares diretos, das nossas famílias, da expetativa relativamente à orientação sexual, dos parceiros que são escolhidos e que esta pressão existe em todas as faixas etárias. “Apesar de toda a informação que existe, continuamos a fazer algumas coisas, não tanto pela convicção interior, mas porque achamos que já é tempo, porque a maior parte das pessoas que conhecemos já traçou aquele caminho, ou já fez aquele percurso”.

Assédio Sexual – “Assédio é sempre que alguém impõe o seu poder com uma ação e tenta invadir um espaço que não pode invadir”

Quando interrogada de qual foi o direito que apareceu mais vezes lesado nos testemunhos recebidos, Marta confessa achar que todos foram representados de alguma forma. No entanto, talvez o assédio tenha surgido com mais frequência, seguido pela questão da maternidade e o direito a não ter esse apelo.

Marta coloca a hipótese de durante muito tempo se ter achado que o assédio, que era maioritariamente exercido pelo homem em relação à mulher, não era um problema, para explicar a frequência da sua ocorrência. No entanto, “nestas questões do assédio há uma linha ténue que separa uma situação em que eu estou a seduzir e posso, porque se não queres podes dizer que não, e o momento em que essa sedução passou a assumir um papel de assédio”.

Assédio Sexual

Para fazer esta distinção é fundamental estar atento à comunicação do outro, pelo que a Marta diz que “assédio é sempre que alguém impõe o seu poder com uma ação e tenta invadir um espaço que não pode invadir, e quando o outro diz não ele continua, ameaça e tenta manipular a pessoa para conseguir os seus fins de uma forma que não é suposto acontecer”.  A noção de assédio não pode, no entanto, ser confundida com situações em que “pessoas se dispõem a dormir com o chefe para subir na carreira”.

O B-A-BÁ da saúde e dos direitos sexuais

Percorrendo todos os testemunhos que foram chegando e ocupando a sua pegada no site do Dia Mundial da Saúde Sexual não restam dúvidas de que “em Portugal, continua a ser essencial a luta para que os direitos sexuais, que são direitos humanos, sejam respeitados e defendidos”, como inclui Patrícia Pascoal ainda na sua reflexão. Parte desta realidade está relacionada com a falta de conhecimento das pessoas acerca dos seus direitos. “Nem sempre as pessoas têm a perceção dos seus direitos, estão muito centradas em si próprias, e até ao momento em que não lhes aconteceu nada ou a alguém muito próximo, as pessoas estão um bocado alheias àquilo que são direitos de todos nós. O que nós queremos é que todos tenham, independentemente da sua idade, orientação sexual, raça, ou seja o que for, direitos e que sejamos capazes de viver e respeitar os direitos uns dos outros, e não haver alguém que abafe ou limite esses direitos. Mas ao mesmo tempo as pessoas também têm de ter consciência que existem direitos que elas têm de reivindicar. É um trabalho mútuo de consciência”, explica Marta.

Recordando o mote escolhido pela WAS para este ano, a “Saúde Sexual e direitos sexuais são fundamentais para o bem-estar”, é fundamental salvaguardar os nossos direitos de acesso à saúde sexual e acompanhamento em questões de planeamento familiar, disfunções sexuais, questões clínicas ginecológicas e urológicas. Deste modo, como mensagem fundamental acerca da saúde e dos direitos sexuais, Marta diz que “a felicidade também depende muito da forma como estamos informados sobre as coisas e a compreensão de que temos direito a ela. Se todos tivermos essa consciência podemos lutar nesse caminho de concretização do bem-estar geral. Sendo fundamental para o bem-estar temos de falar e lutar sobre isso”.

Texto de Andreia Monteiro
Ilustrações de Priscilla Ballarin

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