A exposição “Amália e os Média – Um Ensaio” estreou no dia 18 de setembro e ficará patente, ao público, até 7 de dezembro na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa. A ideia passa por acompanhar a carreira da fadista, seguindo as tecnologias de comunicação e os meios de gravação, desde a década de 1940.

“Os visitantes poderão testemunhar a evolução dos meios de gravação da voz de Amália Rodrigues, e conhecer a tecnologia que serviu e permitiu difundir pelo mundo inteiro a intérprete conhecida como ‘A Voz de Portugal’”, lê-se na apresentação da mostra.

Desenvolvida em diversos “atos”, o percurso expositivo “inicia-se com uma assemblage de recortes de jornais, no sentido de mostrar ao público a dimensão de Amália na imprensa (nacional e internacional)”.

Seguem-se equipamentos utilizados nas gravações de estúdio por Amália, aparelhos audiovisuais, fotografias, edições discográficas, que incluem alguns inéditos, cartazes de espetáculos, entre outros materiais dedicados à sua carreira.

Dois concertos de homenagem a Amália estão também previstos para esta sexta-feira à noite.

Em Castelo Branco, na praça Manuel Cargaleiro, no âmbito do Festival Sete Sóis, Sete Luas, Custódio Castelo e Jorge Fernando, dois artistas que lidaram de perto com Amália Rodrigues, partilham música e histórias, que fazem deste duo uma parte da biografia de Amália.

Em Lisboa, no Jardim da Quinta da Alfarrobeira, Valéria Carvalho, acompanhada por Ricardo Parreira, em guitarra portuguesa, e Miguel Silva, em viola, dedicam a Amália Rodrigues o programa de hoje do projeto “Candlelight Open Air”.

A exposição “Amália e os Média — Um Ensaio” faz parte da programação do centenário do nascimento de Amália Rodrigues. Recorde-se que a fadista morreu a 6 de outubro de 1999, aos 79 anos.

Texto de Lusa e Isabel Marques
Fotografia disponível via Flickr