O regresso da 15ª edição do Festival Souto Rock está marcado para os dias 11, 12 e 13 de julho, em Roriz, Barcelos.

O Festival de Roriz em por matriz a divulgação e o reconhecimento de bandas locais e nacionais. Nos anos anteriores passaram pelo palco bandas como Glockenwise, Sensibles Soccers, Repressão Caótica, e ainda Indignu e 800 Gondomar. “Mais de 50% do cartaz é feito com bandas de Barcelos. Isto representa uma vontade da organização em dar palco a estas bandas, mas, acima de tudo, por reconhecermos o valor delas. Se são boas o suficiente para percorrer os melhores festivais nacionais, porque não estarem no Souto Rock também?”, diz Leonel Miranda, da organização do festival, em comunicado.

Manuel Melo, radialista local e autor de um dos programas de rádio mais antigos do país, Sinfonias de Aço, na Rádio Barcelos, estará encarregue de abrir o festival no dia 11 no Largo do Apoio, no centro histórico da cidade, com um DJset especial onde só passaram músicas de bandas que passaram pelo festival, de modo a celebrar a 15ª edição.

Souto Rock 2018 pela lente da ©Ana Fonseca

No segundo dia do festival, o palco de Roriz recebe Insdomena, Quadra, Johnny Sem Dente & os Jatfodo e ainda Solar Corona, que vão, não só apresentar o primeiro longa duração saído este ano, como ainda encerrar a noite.  A madrugada ficará ao cargo do DJset dos locais Bubaloo’s.

No domingo à tarde, o último dia do festival é na Poça da Veiga, novo palco que se junta ao festival pela primeira vez, “o que vai permitir os festivaleiros aproveitaram para conhecer um dos cantos mais especiais do Minho”, acrescenta Leonel Miranda. Será o cenário do início do  terceiro dia do festival, que começará pelas mãos de Burney Relief e DJ Vassouras.

Contudo, na hora de Mr Mojo, Gator, the Alligator, Mr. Gallini & the Eggz e Putan Club, “dupla franco-italiana que são extremamente teatrais, pesados e não deixam ninguém indiferente”, o festival regressa à base para acabar em grande com um set da label Lovers&Lollypops seguido de Dedos Bionicos.

A 15ª edição do festival minhoto celebra-se de maneira diferente. Apesar da entrada do festival ser livre, todas as receitas angariadas com o evento serão revertidas a favor da formação de jovens ciclistas integrados na Associação Cultural e Recreativa de Roriz, entidade que está por detrás da organização do festival. Para Leonel Miranda, “o grande destaque desta edição é o cariz solidário que o festival vai ter. (…) Ao fim de 15 anos ao serviço da comunidade, a promover a cultura num meio rural, quisemos também contribui para uma escola que diz muito a todos os habitantes de Roriz e do concelho em geral.”

Texto de Rita Matias dos Santos
Fotografia de Ana Fonseca

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