Terminou no passado dia 19 de outubro o Family Film Project, o festival de cinema cujos pilares-base são arquivo, memória e etnografia. No total foram seis os filmes distinguidos na competição jurada por Jaimie Baron, Cristina Mateus e Filipe Martins.

O Prémio Porto Fonseca de Melhor Longa Metragem foi atribuído a Camp on the Wind’s Road, um filme de Nataliya Kharlamova que resulta de um levantamento etnográfico “no qual os sujeitos assumem o controlo total da sua própria representação”. A também longa-metragem de Assaf Ehrenreich, Retirement Party, recebeu uma menção honrosa declarada pelo mesmo júri. 

Maelstrom de Misja Pekel recebeu o Prémio de Melhor Curta-Metragem, com uma narrativa que resulta na “apropriação poética dos materiais de arquivo” e “oferece uma visão convincente de um lugar que não existe mais, juntamente com uma impressão comovente das experiências interiores daqueles que deixaram a sua terra natal para trás.” 

As menções honrosas de curtas-metragens foram atribuídas a Yo Fui Anderssen / I Was Anderssen de Raúl Riebenbauer, uma “declaração de amor do cineasta ao seu pai morto”, O Mar Enrola na Areia de Catarina Mourão, um filme que “conta a história do “homem do apito”, que pode ter sido uma figura real ou um mito” e, por último, The Place From Where I Write You Letters de Nikolina Bogdanovic, “uma série de imagens estáticas aparentemente banais acompanhadas de texto retirado de cartas escritas pela tia-avó do cineasta.”

O Mar Enrola na Areia conta com Joana Gama, Luís Fernandes, Ricardo Jacinto e Bruno Pernadas na banda sonora

A oitava edição do Family Film Project teve como artista convidada a cineasta portuense Cláudia Varejão. Podes recordar a entrevista a Né Barros, codiretora do festival, aqui

Texto de Carolina Franco
Still de O Mar Enrola na Areia de Catarina Mourão disponível via Facebook

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