A 28.ª edição do Guimarães Jazz está marcada para os dias 7 a 16 de novembro e conta com Charles Lloyd, Eric Harland, Joe Lovan e outros sólidos nomes do jazz.

A programação do festival que acontece há quase trinta anos não tem “outro critério senão a integridade e a qualidade da música e dos músicos que nele se apresentam”, explica a organização em comunicado, propondo “uma visão baseada não em passadismos inconsequentes, nem em futurismos estéreis e já ultrapassados, mas na estrita pulsação do presente, convocando assim o público para uma experiência que se pretendes menos especulativo, e logo mais distanciada e contida, da música contemporânea.

Este ano, destaca-se numa programação que traduz um grande equilíbrio nas suas escolas, tentando alcançar “o máximo de amplitude possível na representação das diferentes gerações e estilos que marcam o jazz do presente”, o regresso a Guimarães do saxofonista Charles Lloyd, que atuará a 7 de novembro  no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor. Lloyd faz-se acompanhar por um quinteto de músicos notáveis, como o baterista Eric Harland. A 13 de novembro, Joe Lovano, traz consigo dezassete anos depois da primeira vez que tocou em Guimarães, Marilyn Crispell, e ainda o percussionista Carmen Castaldi.

A organização destaca sobretudo a predominância de bateristas no alinhamento da 28.ª edição do festival, como Han Bennink que, no dia 11 de novembro, se fará acompanhar da ICP Orchestra. A presença dos norte americanos Rudy Royston, a 15 de novembro, e do notável Antonio Sánchez, a 8 de novembro, pela banda-sonora oficial do filme Birdman, reconhece a afirmação do jazz norte-americano na cena internacional.

Ao já confirmados, juntam-se Vijay Iyer, Craig Taborn, que atuarão no dia 9 de novembro, e ainda no dia 16, o compositor Andrew Rathbun, que leva até à cidade berço, as suas Atwood Suits, inspirado de Margaret Atwood (atualmente reconhecida pela série televisiva The Handmaid’s Tale), a quem se junta Geof Bradfield. Juntos marcam uma sólida presença de músicos nascidos na década de 70, o que retrata uma forte afirmação desta geração no jazz atual. Para além da atuação a solo do quinteto de Bradfield no última dia do festival, os cinco elementos dirigirá, no dia 10 de novembro, os jovens músicos da Big Band e do Ensemble de Cordas da ESMAE. Poderemos ainda encontrar o músico americano a conduzir as jam sessions e as oficinas de jazz.

Realçando uma vontade de alargar os horizontes sonoros e geográficos, a edição deste ano do Guimarães Jazz destaca a presença da vocalista e compositora sueca Lina Nyberg, que no dia 14 de novembro, juntamente com a Orquestra de Guimarães, interpretará “o último capítulo de uma trilogia musical que é também um comovente, extraordinariamente criativo e politicamente pertinente manifesto em defesa da natureza”.

Resultante de uma nova parceria, o coletivo de músicos e construtores musicais Sonoscopia marcarão presença no dia 12 de novembro, e serão um dos treze concertos num festival cuja aposta principal é a “divulgação do jazz em todas as suas dimensões”.

Texto de Rita Matias dos Santos
Fotografia de Spencer Imbrock disponível via Unsplash

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