Que Alvalade chama por eles, já nós sabíamos. Por isso, fomos até lá para os encontrar, sem dias contados, n’A Invenção do Dia Claro. A tarde estava soalheira, e a hora do encontro aproximava-se. Caminhando pelas ruas de Alvalade, chegámos a um antigo armazém, que, de há uns tempos para cá, tem vindo a ser a sala de ensaios dos Capitão Fausto. Ao fundo, víamos um sofá que fitava uma série de teclados, colunas, mesas de mistura e até um manequim que usava uma máscara de cavalo e, de plumas amarelas ao pescoço, ostentava orgulhosamente um cachecol de Portugal. Tomás Wallenstein e Domingos Coimbra estavam na sala ao lado.

Teclados na sala de ensaios, em Alvalade, dos Capitão Fausto, fotografia de Diana Mendes

A banda, que se apresentou com a sua urgência das canções juvenis em Gazela, seguiu para Pesar o Sol, onde se afirmou como uma das propostas mais originais em Portugal. Depois, Capitão Fausto Têm os Dias Contados, contando-nos as suas histórias de vida. Chegou a altura d’A Invenção do Dia Claro, o novo disco que a banda editou no passado dia 15 de março.

Quarto álbum de originais dos Capitão Fausto, A Invenção do Dia Claro

Gravado nos Red Bull Studios São Paulo, por Rodrigo “Funai” Costa, assistido por Alejandra Luciani e Fernando Ianni, o novo registo foi produzido e misturado em Alvalade pela própria banda. Assim, Tomás Wallenstein, Salvador Seabra, Manuel Palha, Francisco Ferreira e Domingos Coimbra, apaixonados por Cartola, samba e choro, foram até ao Brasil decididos a reinventar-se. O resultado é o renascer dum novo disco, de quem quer construir uma carreira sólida sem o torpor do deslumbramento, que pede o nome emprestado ao livro de José de Almada Negreiros.

Capitão Fausto: Francisco Ferreira (teclas), Tomás Wallenstein (voz, guitarra e teclas), Domingos Coimbra (baixo), Manuel Palha (guitarra e teclas), Salvador Seabra (bateria)

Em jeito de antecipação do concerto gratuito no Largo 5 de Outubro, em Oeiras, no dia 25 de abril, o Gerador foi falar com o Tomás e o Domingos para ficar a conhecer melhor o novo disco da banda, desde os processos, à viagem ao Brasil e até às recordações e pensamentos que as músicas lhes suscitam. Na sala ao lado, onde se destacavam dois teclados, as tábuas de madeira e um sofá que fazia conta certa para duas pessoas, Tomás e Domingos recebem-nos descontraidamente. O mote para a conversa fica lançado.

Tomás Wallenstein e Domingos Coimbra em entrevista ao Gerador, em Alvalade, fotografia de Diana Mendes

Para este disco revelam-nos que se reinventaram da mesma forma que o fizeram para os outros discos, pois estes surgem naturalmente como resposta aos anteriores. “Depois de estar algum tempo a fazer músicas novas, depois de as gravar, de as ensaiar e tocar durante muito tempo, quando entramos na fase de um novo disco, como já tocámos muitas coisas, há um momento em que ficamos mais saturados das coisas que estávamos a fazer e, por isso, a reposta é essa. Ou seja, se calhar não é propositada, mas naturalmente saem-nos coisas diferentes”, explica Domingos. Em relação ao disco anterior, Capitão Fausto Têm os Dias Contados, o novo disco tem a semelhança de ter sido feito em Alvalade. Tanto Pesar do Sol, como Gazela, tinham sido feitos na sala de ensaios antiga. “Se calhar, alguns processos foram emprestados. Houve coisas em que quisemos ter uma abordagem parecida, mas depois acho que as músicas foram uma resposta. São bem diferentes. É a nossa reinvenção. É uma coisa bastante natural. Não sentimos, a cada disco que fazemos, que chegámos a uma fórmula que vamos querer aplicar sempre. Para nós, é um bocadinho mais entusiasmante a ideia de ir à procura. Se calhar, falhar mais vezes, mas no final ficarmos mais satisfeitos com as coisas”, continua Domingos.

Se falarmos de liberdade para fazerem a música que querem e dos constrangimentos que possam existir, Tomás afirma que os constrangimentos que sentem são os seus próprios. Ou seja, “os nossos constrangimentos são as nossas limitações”, clarifica Domingos. Tomás acrescenta ainda que existe também o gosto de cada elemento da banda, “em que se encontra um compromisso entre o que está toda a gente a gostar. Toda a gente dá ideias boas e toda a gente dá ideias más.” Quando estão a trabalhar em músicas novas gostam de se fechar em si próprios a trabalhar para não terem a preocupação, a priori, com aquilo que os outros vão achar. “Sobretudo porque isso é meio caminho andado para as coisas não resultarem muito bem. Se não formos nós as pessoas que gostam mais, que somos quem vai defender aquilo com mais garra, não vamos conseguir convencer ninguém, também. Acho que, desde muito cedo, percebemos isso. Fazemos sempre à nossa imagem”, acrescenta Tomás. Quanto às eventuais pressões da indústria musical para uma música sair numa determinada altura, Domingos confessa que sempre puseram à frente a satisfação que sentem relativamente ao que está a ser feito, ao invés da necessidade urgente de seguir o mercado.

Na partida para o Brasil, já levavam consigo as músicas do novo disco praticamente feitas. Tomás conta que as músicas ficaram, mais ou menos, como as tinham imaginado antes. “A influência de irmos para lá gravar foi, não só o facto de estarmos lá, mas também o facto de sabermos que íamos para lá. Desde o início que imaginámos que numa determinada música era giro ter um cavaquinho e um bandeiro numa parte e que podia ter piada. Até experimentámos coisas cá, antes. Ou seja, ele foi todo imaginado como o disco que íamos gravar ao Brasil.”

No entanto, não foi por levarem as músicas já alinhavadas para o Brasil que não tiveram surpresas, como nos conta Domingos. “Acho que a ‘Certeza’, por exemplo, foi uma surpresa, porque tínhamos imaginado que aquela música ia ter uma carga maior, mas depois o resultado final foi diferente do que tínhamos imaginado. Essas coisas acontecem. Acho que teria sido perigoso termos ido para lá sem grande coisa. Aí, sim, íamos sentir-nos pressionados, porque tínhamos um estúdio pago para ir gravar e, se não tivéssemos assim tantas coisas, era um bocado perigoso. Por isso, acho que fizemos um equilíbrio. Deixámos coisas em aberto.”

Descobriram que uma das maiores influências que trouxeram do Brasil foi a capacidade de cantar coisas tristes de forma alegre. Foi Tomás quem o confirmou. “Não nos tínhamos apercebido disso até há pouco tempo, até começarmos a falar mais sobre o disco, porque a música continua a ser feita à nossa maneira e não deixámos que se contaminasse muito com o estilo da música de lá. Olhando para trás e para o resultado final, e a partir do momento em que começámos a falar sobre isso, é que chegámos a essa conclusão. Se calhar, a parte mais brasileira deste disco todo é justamente isso – cantar angústias e alegrias sempre com o mesmo entusiasmo.”

Tomás e Domingos na sala de ensaios em Alvalade, fotografia de Diana Mendes

Já em Portugal, o processo foi o de rever tudo e montar o puzzle. Mas como é que se montam as peças do puzzle musical nos Capitão Fausto? Como nasce uma canção, como é que ganha vida própria em cada fase e espaço por onde viaja?

Domingos revela que varia sempre um pouco, mas, regra geral, é irem para o Minho, para a casa da família do Manuel, em Vascões, para terem as primeiras ideias e trabalharem sobre elas. É nesses ensaios que começam a tocar qualquer coisa, embora haja também tempo entre concertos em que decidem que é altura de tentar fazer músicas novas. “Aí, das duas uma, ou alguém tem umas ideias em que estava a trabalhar em casa, ou as coisas são feitas de raiz. Diria que essa é a primeira parte.” Tomás acrescenta que é um processo feito por camadas, ou seja, vai-se gravando por cima e regravando. “. O ponto de partida é sempre igual – sentamo-nos os cinco a tocar. Seja com uma ideia de alguém, ou mesmo do zero à procura de coisas.”

N’A Invenção do Dia Claro houve, no entanto, uma diferença – a simultaneidade das experiências instrumentais e vocais. “Em alguns ensaios, ao contrário das outras vezes, nós estávamos os quatro a ensaiar e o Tomás estava aqui nesta sala a experimentar ideias de voz. Depois íamos falando um bocadinho sobre isso, mas não foi radicalmente diferente”, explica Domingos.

Tomás e Domingos na sala em que Tomás experimentou ideias de voz para A Invenção do Dia Claro, fotografia de Diana Mendes

Ao primeiro impulso de compor, segue-se uma fase de aprimoramento. “Às vezes, a música, numa fase inicial, não precisa assim de tanto trabalho. Ou seja, a música no primeiro impulso foi acertada para os cinco e depois o que fazemos é ficar a aprimorar um bocado as músicas. Gravámos os esqueletos no Brasil e depois tivemos uma segunda parte do processo que foi articular os instrumentais que tínhamos com as vozes que já existiam, e umas que ainda estavam para ser feitas. Isso é o lado de produção das coisas e de arranjo. Juntar bem e criar uma harmonia entre ambas. Esse lado foi o que fizemos em Alvalade quando voltámos do Brasil. Foi um bocado o que o Tomás estava a dizer, o puzzle. A certa altura, o puzzle é grande e, quanto mais variáveis existem, maior fica e nalguns momentos é mais difícil. Depois foi montar o puzzle.”

Se depois do puzzle montado olhássemos para as peças individualmente, podíamos imaginar um jogo. Olhar para as músicas e suas influências individualmente, para os versos, e, por impulso, revelar que ideias brotam, as memórias que ficaram e as diferentes formas de nos relacionarmos com os mesmos versos. Foi esse o desafio que lançámos, de seguida, ao Tomás e ao Domingos. Para isso, distribuímos equitativamente pelos dois, dez papelinhos que tinham inscritos versos das suas músicas ou frases que com elas teriam alguma ligação. Desmontemos o puzzle.

4.Sempre Bem: “Portanto aceito a derrota/ E o que a vida me dá/ À noite aplico a batota/ E amanhã se verá”

“Sempre Bem”, de Capitão Fausto

Tomás Wallenstein (TW.) – Confesso que sempre que vir uma parte duma letra que fui eu que escrevi, não me vai vir grande coisa à cabeça. Já vi isto muitas vezes. Não sei o que me vem à cabeça. Procrastinação.

1.Certeza: “Para todo o mau bocado que vier à memória/ Há sempre um argumento que faz ser bom”

“Certeza”, de Capitão Fausto

Domingos Coimbra (DC.) – Lembro-me muito bem do dia em que o Tomás enviou o rascunho desta música, com esta letra, e eu gostei imediatamente. Lembro-me muito bem disso. Tinhas aquelas vozes que depois ficaram mais baixinhas. Esta foi das primeiras músicas que nós fizemos para este disco e lembro-me dela sem voz. Lembro-me do momento em que vi a voz feita desta música, que na altura tinha o nome de código de “Senhor Pastor”. Lembro-me bem de que esta foi logo uma das primeiras tentativas do Tomás de fazer a canção e que, de forma unânime, gostámos da canção, do resultado.

9.Em A Invenção do Dia Claro, Almada Negreiros: “Ora eu não queria que cuidassem de mim, mas gostava que me ajudassem, para eu não estar assim, para que fosse eu o dono de mim, para que os outros que me vissem dissessem: Que bem que aquele soube cuidar de si!

TW. – Tem a linguagem um bocadinho infantil do Almada. Mas é uma boa definição duma pessoa se fazer à vida. Acho que o objetivo de toda a gente é saber cuidar de si próprio e, como vivemos em sociedade, é uma maneira de as pessoas se sentirem bem. Esta metáfora de “que bem que aquele soube cuidar de si”. A palavra que resume isto seria sucesso.

Gerador (G.) – Foi quando ouviste a tua irmã a ler este livro que o conheceste?

TW. – Foi. Eu e a minha irmã fomos ler vários poemas num evento do Paredes de Coura, que era na relva durante a tarde, umas sessões de leitura. Tivemos a fazer uma seleção grande e houve umas coisas do Almada que vieram e levámos. Foi aqui que conheci algumas coisas que estão neste livro. Só mais tarde me apercebi de que existia um livro com estes poemas, e que não eram poemas soltos, e que este livro tinha o título que iríamos usar para o nosso disco também. Esse poema especificamente foi a minha irmã que o leu, acho eu – o mãe vem ouvir a minha cabeça –, que é a parte final de um poema grande. Gostei muito, sim. Na altura associei mais a algumas músicas dos Dias Contados, ou ao sentimento geral que nós temos de dar graças às pessoas que nos puseram no mundo. Acho que nos fica sempre bem.

10. Em A Invenção do Dia Claro, Almada Negreiros: “Quando eu nasci, as frases que hão de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa – salvar a humanidade.”

DC. – Esta é bombástica.

TW. – É uma piada.

DC. – É uma piada, quase, mas faz todo o sentido. Acho que há coisas na angústia da natureza humana e é uma característica comum da civilização. Vamos arranjando truques através de música, textos, teatro, do que quer que seja, para, se calhar, nos sentirmos um bocadinho melhor com a angústia e finitude das coisas. É a minha interpretação desta frase. Também há um lado que toda a gente tem, como o Tomás estava a falar há bocado, o lado de sociedade. Nós não vivemos só para nós próprios, vivemos para as pessoas à nossa volta. Há um lado de entreajuda, que muitas vezes não é entreajuda, mas sim vaidade. Ou seja, a ideia de que há pessoas que têm respostas maiores do que as nossas para a solução dos nossos problemas e, então, muitas vezes há textos que se leem e filmes que se veem, que nos tentam dar respostas, mas na verdade, no limite, depois de todos os conselhos e de todas as receitas para o sucesso acaba tudo por fazer o mesmo. Acho que é uma forma muito gira e interessante de falar sobre isso.

TW. – O que quer dizer é que não é a primeira, nem a segunda pessoa na humanidade que tem essa intenção.

DC. – Mas eu acho que temos de dar uma palmada no ombro em todos nós, porque as pessoas vão tentando. É bonito o esforço.

TW. – É assumir que é um trabalho que nunca vai estar acabado, que pura e simplesmente a única coisa que podemos fazer é continuar a tentar.

G. – Mas há frases que, talvez não salvem a humanidade, mas que podem salvar uma pessoa.

DC. – Sim…

TW. – Acho que só uma frase é difícil.

DC. – Se calhar um gesto, mais rapidamente do que uma frase e mesmo assim nunca se está verdadeiramente a salvo. Se calhar, pode estar a salvo durante vinte anos e depois deixar de estar. E será que é preciso ser salvo? Talvez não.

TW. – A humanidade precisa constantemente de ser salva.

DC. – Sim, mas se calhar é essa ideia de tudo por resolver e a impossibilidade de atingir a perfeição que também é aquilo que nos faz ser um bocadinho mais terra-a-terra. Mas não sei. Isto já são deambulações. Mas se calhar tinha um 18 depois de responder assim num teste de português.

TW. – Sim, sim.

6. Faço as Vontades: “Fui sempre amado/ Mas bem pouco aproveitei”

“Faço as Vontades”, de Capitão Fausto

TW. – É uma declaração de uma pessoa mimada.

2. Boa Memória: “Por saber que é verdade/ Perco sempre a humildade/ Se decido arrastar-me e não parar”

“Boa Memória”, de Capitão Fausto

DC. – Isto é uma coisa que eu podia ter dito ao Tomás várias vezes. Talvez tenha dito algumas vezes e depois o Tomás transformou em poesia, mas isto é uma coisa que posso ter dito ao Tomás no passado.

7. Lentamente: “Mas a alegria que me dás compensa/ Foste quem eu escolhi”; “Eu tenho todos os defeitos que viste/ E continuas aqui”

“Lentamente”, de Capitão Fausto

TW. – Isto é sobre uma história de amor, ponto. Não tenho grande coisa a acrescentar sobre esta.

3. Outro Lado: “As voltas à procura da desculpa/ Não resultam/ Mesmo assim nunca deixamos de as dar”

“Outro Lado”, de Capitão Fausto

TW. – Isso é outra vez sobre a humanidade!

DC. – É sobre a humanidade e não só. Quantas vezes isto não se aplicou a mim? Sei perfeitamente o que aconteceu, mas há depois um impulso que tenho que é o de arranjar uma explicação que, se calhar não é real, para tentar arranjar ali outra resposta, e isso é possível. Às vezes, há desculpas que se aguentam por elas próprias. Ou seja, mesmo que uma pessoa não concorde com essa desculpa, se calhar, a nós faz-nos sentido e depois mais tarde não vai fazer. Acho que o twist nesta frase é as voltas à procura da desculpa. Ou seja, é sobre o processo racional de uma coisa qualquer.

TW. – É muito parecido com a frase que lemos há pouco do Almada. É relativamente fácil uma pessoa aperceber-se do que pode estar errado, ou não, mas não quer dizer que vá ser fácil conseguir melhorar isso. Apontar um defeito é fácil, arranjar uma solução é que é a parte difícil.

5. Amor, a nossa vida: “Eu fico em qualquer lado/ Não vou saber mudar”

“Amor, a Nossa Vida”, de Capitão Fausto

TW. – Quando ia escrever essa era, ‘deixem-me em qualquer lado’. Do género, fico aqui! Mas não ficava tão bem.

DC. – A minha interpretação disto é um certo fatalismo nas coisas, que não é necessariamente verdade, mas que é bonito. Vem-me à cabeça esta música, que é das minhas favoritas.

TW. – A mim, veem-me à cabeça as minhas aulas de canto. Não faço outra coisa se não cantar essa.

DC. – Na verdade vem-me a letra desta música à memória e lembrar-me que o Manuel desde bem cedo… lembras-te das várias versões que mandaste desta música? E que depois voltámos atrás? Já ias noutra forma de cantar a música e voltámos atrás. O Manuel dizia que tinha de ser isto, porque era lindo e a própria letra, lembro-me de que foi das poucas coisas que o Manuel puxou um bocadinho, porque gostava muito dessa letra, e eu também puxei. O refrão era completamente diferente.

TW. – Tinha uma frase a mais.

8. Final: “Depois do tempo que passei mais afastado/ Voltamos ao passado/ Porque nada em nós mudou”

“Final”, de Capitão Fausto

TW. – Nesta especificamente, a última música do disco, fala sobre… é como se fosse uma reflexão sobre um período em que no final do disco voltamos à fase em que a história começou. Faz uma espécie de círculo, em que, por muito que tenhamos muitas reflexões sobre as coisas que se estão a passar, que se passaram, etc., às vezes não escapamos aos nossos instintos mais iniciais, mandamos as teorias todas embora e voltamos a fazer a mesma coisa.

Tomás Wallenstein a compor o manequim, fotografia de Diana Mendes

Os papelinhos esgotam-se, e o jogo chega ao fim. Vamos até à sala onde estivemos inicialmente, e o Tomás aproveita para compor o manequim. Despedimo-nos com um “até à próxima”, que sabemos ter data marcada para o concerto dos Capitão Fausto no dia 25 de abril, pelas 22h, em Oeiras. Este concerto integra a programação da iniciativa “45 anos do 25 de Abril” que celebra a instauração da democracia em Portugal com uma vasta programação que tem lugar, maioritariamente, aos fins de semana (sextas-feiras, sábados e domingos), durante os meses de março, abril e maio.

Até já, Capitão Fausto, fotografia de Diana Mendes

Texto de Andreia Monteiro
Fotografia de capa de Diana Mendes
O Gerador está a dar uma mãozinha à Câmara Municipal de Oeiras nesta iniciativa.

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