“Mão-de-obra” é o título da primeira exposição antológica de António Bolota que estará patente nas galerias Culturgest de 9 de abril a 19 de setembro.

A mostra revela vários momentos do percurso do artista durante os últimos 15 anos e dá a conhecer “várias obras de grande escala, confrontando o público com vivências de dúvida, surpresa, perigo ou incredulidade”, segundo comunicado divulgado pela Culturgest.

“Muito do trabalho do artista parte de uma sensibilidade apurada do espaço e do modo como nele nos comportamos. Mais exatamente, dos elementos que estruturam os espaços que habitamos e que condicionam o modo como vivemos, interagimos e nos comportamos”, de acordo com a mesma fonte. 

Materiais como muros, vigas, paredes, pilares, telhas e outros tipicamente associados à construção civil integram as peças de António Bolota, que pretende mostrar estes elementos de forma descontextualizada.

Bruno Marchand, programador de artes visuais da Culturgest e curador da exposição, descreve as obras como “dispositivos analógicos de realidade aumentada” cuja função “é criar as condições para que o aparentemente banal nos confronte com o impossível e nos ponha a lidar com a vertigem que se produz sempre que os nossos olhos veem algo que o nosso corpo não pode crer".

A exposição estará aberta a partir das 11h às 22h, e terá entrada gratuita no dia inaugural (9 de abril). Após esta o horário de visita será de terça a sexta, entre as 11h e as 18h, sábado das 11h às 13h e domingo das 10h às 13h.

Local: Galeria Culturgest;
Horário: De terça a sexta, entre as 11h e as 18h; sábado das 11h às 13h; domingo das 10h às 13h;
Preço: Gratuito no dia inaugural e domingos. Restantes dias bilhete tem um custo de cinco euros

Fotografia via Culturgest