A 26ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português assinala-se no calendário. Entre os dias 9 de novembro e 5 de dezembro, a Associação das Artes Cinematográficas de Coimbra, em colaboração com o Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra (AAC) realiza o festival na cidade que os abraça.

Desde os anos 80 que os Caminhos do Cinema Português destacam um conjunto cinematográfico diverso, com curtas e longas metragens de animação, documentário e ficção nacional.

Este ano, com algumas alterações, o festival realiza-se na cidade de Coimbra. A organização olhou “aos direitos dos espectadores como às oportunidades e contingências que assolam os produtores e criadores, sempre seguindo as directrizes propostas propostas da Direção Geral de Saúde (DGS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, lê-se no comunicado.

O festival é composto por três competições: “Selecção Caminhos”, “Selecção Ensaios” e “Outros Olhares” – incluídas na secção principal de competição do Cinema Português.

A programação conta ainda com seis secções paralelas – “Juniores”, “Juvenis”, “Seniores”, “Files do Mundo”, “Turno da Noite”, e “Reposições”. Estas têm um especial foco na promoção do cinema nacional nos diversos grupos etários e ainda divulgação de outras cinefilias europeias e reexibição de títulos inscritos na Secções Competitivas. É desta forma, que a organização afirma “há cinema para todos“.

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Fotografia de cortesia do Festival

Programação

Além das competições e secções paralelas, o festival apresenta: cerimónia de abertura, debates (compostos por conversas, mesas redondas e palestras) exposições e painéis.

Temas como “Cinema em tempo de Crise”, “Festivais de Cinema e Novos Autores” Liberdade: a Arte e as Políticas” serão abordados nos Painéis de Debates.

O ciclo de conversas “Meu Cinema” integrará também o programa, no qual uma personalidade é convidada a falar sobre a filmografia que lhe “pertence”.

A programação pode ser consultada na íntegra aqui.

Fotografia de cortesia do Festival

Júris

Nesta edição, três das cinco equipas de júris já foram anunciadas. São compostas por:

Imprensa Cision – distingue uma obra cinematográfica portuguesa de qualquer género e metragem, presente na Selecção Caminhos

Manuel Halpern, jornalista do Jornal de Letras, Artes e Ideias, desde 1998, colaborador permanente da revista Visão na área de cinema e fundador da revista literária A Morte do Artista. É também autor de diversos livros como O Futuro da Saudade – O Novo Fado e os Novos Fadistas, O Segredo do Teu Corpo/Palco entre outros.

Patrícia Troca, editora na Cision Portugal desde 2017. Exerce funções nas áreas de Comunicação Organizacional e Relações Públicas desde 2012. Formada em Comunicação e Jornalismo, realiza ainda apresentações de eventos públicos e de empresas.

Teresa Vieira, jornalista e crítica de cinema na Antena 3 e no Cineuropa. Cronista no À Pala de Walsh (Nos Confins do Cinema) e dj residente da Rádio Quântica (soft).

Selecção Ensaios – avalia os filmes selecionados, produções realizadas em contexto académico ou de formação técnica e profissional, atribuindo três prémios: o Melhor Ensaio Nacional, o Melhor Ensaio Nacional de Animação e o Melhor Ensaio Internacional

David Bonneville, realizador e argumentista, escreveu, realizou e produziu as curtas-metragens premiadas CiganoL’Arc-en-CielEden, e Heiko – filmes estreados em festivais por todo o mundo, tal como em SXSW, Slamdance, Guadalajara, Transilvânia, Locarno, Turim, Tanger ou Melbourne.

Raquel Schefer é investigadora, realizadora, programadora e docente na Universidade Sorbonne Nouvelle — Paris 3. Publicou a obra El Autorretrato en el Documental (2008) na Argentina, bem como diversos capítulos de livros e artigos em Portugal e no estrangeiro.

Tânia Leão, socióloga e investigadora, desenvolveu projetos de mestrado e doutoramento que se centraram no estudo de festivais de cinema nacionais, com particular enfoque nos públicos. Atualmente, é investigadora integrada do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, onde inclui o subgrupo de investigação em “Criação Artística, Práticas e Políticas Culturais”. Colabora frequentemente com festivais e mostras de cinema.

Outros Olhares – valoriza os olhares sobre a prática e o exercício cinematográfico

André Caetano, ilustrador, cria ilustrações para várias vertentes como livros, bandas desenhadas, ilustrações, romances gráficos, revistas e exposições. Acrescenta ao seu trabalho palestras e workshops para todas as idades. Completou a licenciatura Design de Comunicação na Universidade de Coimbra.

Emanuel Botelho, músico e locutor, centra-se atualmente na composição de bandas sonoras para teatro e música funcional para outros contextos. A relação com o cinema desenvolveu-se ao longo da infância e adolescência, com cinema clássico e contemporâneo e, mais tarde, envolveu-se na descoberta do gosto por animação, cinema experimental, videoarte, e com a crescente preferência por formatos de curta e média-metragem.

Nuno Coelho é designer de Comunicação e professor, leciona nos cursos de Licenciatura e Mestrado em Design e Multimédia. O designer desempenha também a função de Investigador Integrado no CEIS20 – Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra.

Nesta edição, o projeto dá a conhecer “uma seleção representativa do que poderá ser considerada a melhor cinematografia nacional contemporânea”, afirma a organização.

Texto por Patrícia Silva
Fotografias de cortesia do Festival
O Gerador é parceiro do Festival Caminhos do Cinema Português

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