É possível falar de uma cidade sem pensar em liberdade? Foi a partir desta pergunta que decorreu mais uma sessão do ciclo de conversas Singularidades de Guimarães, iniciativa com curadoria de Natacha Carvalho e Pedro Silva integrada na programação do festival Uncover, dedicada à reflexão sobre a identidade vimaranense através das pessoas, das memórias e das práticas que moldam o território no quotidiano.
A conversa, realizada no mês em que se assinala a Revolução de Abril, centrou-se na liberdade enquanto experiência coletiva e exercício democrático vivido na cidade - nas instituições, na cultura, na participação cívica e nas relações de proximidade que constroem a vida comunitária.
Moderada por Tiago Sigorelho, diretor editorial do Gerador, a sessão reuniu convidados de diferentes áreas e percursos políticos, culturais e associativos:
- Ana Bragança, cofundadora da estrutura artística Ondamarela;
- António Mota Prego, fundador da secção do Partido Socialista em Guimarães e deputado à Assembleia Constituinte;
- Emídio Guerreiro, deputado e presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República;
- Mariana Silva, membro do Conselho Nacional e da Comissão Executiva do Partido Ecologista Os Verdes e dirigente nacional do MDM – Movimento Democrático de Mulheres;
- Natália Fernandes, vice-presidente da comissão política do PSD Guimarães.
Ouve o episódio:
Ao longo da conversa foram abordadas diferentes dimensões da democracia local, desde a memória do 25 de Abril até aos desafios atuais da participação política, da cidadania, da cultura e da construção coletiva da cidade. O encontro procurou destacar a importância de olhar para Guimarães não apenas enquanto património histórico, mas também como espaço vivo de criação, debate e transformação social.
Esta edição integrou o programa “Abril com cantigas de Maio”, com o apoio da Sociedade Musical de Pevidém. Foto de Nuno Marques / CMG.