De 14 a 21 de setembro, o país será invadido por curadores, programadores culturais e artistas de várias partes do mundo, mas também espetáculos, talks e workshops nas mais diversas áreas culturais, afim de consolidar a primeira edição do RHI – Revolution_Hope_Imagination.

Há oito anos, Ana Ventura Miranda criou o Arte Institute, uma organização sem fundos lucrativos que visava “promover a cultura contemporânea portuguesa no mundo e aquele tipo de projeto que faz o mundo gritar-nos que é impossível de concretizar”, explica a organização em comunicado. Porém, Ana persistiu e Rita Red Shoes, The Gift e Dead Combo, são alguns dos 900 nomes que a mesma já promoveu em cerca de 35 países.

Mas é em setembro de 2019 que acontece pela primeira vez o RHI, e não se concentra apenas numa só cidade. Para além de Lisboa, Torres Vedras, Caldas da Rainha, Óbidos, Guimarães, Leiria, Alcobaça, Évora, Vidigueira, Loulé, Funchal e Faro, irão receber diferentes espetáculos, 75 talks e ainda 50 workshops nas áreas da Música, Arquitetura, Design, Teatro, Cinema, Audiovisual, Dança, Literatura, Educação e Cidadania.

A iniciativa tem por objetivo “acelerar a criação de um novo diálogo entre a Arte e os Negócios, a Cultura e o Turismo”, e vai mais além, à escala mundial, colocando à conversa mais de 20 oradores e programadores internacionais. Estarão presentes Jill Sternheimer, do Lincoln Center, e ainda M.A. Papper e The Town Hall, de Nova Iorque, para discutir o mercado americano, que se repetirá no dia 17 em Guimarães. Jason Fine, editor da Rolling Stone, e outros tês convidados para abordarão o tema dos media e autorizações para atuar nos EUA.

Para além dos nomes internacionais, marcam igualmente presença nomes nacionais, como o ator internacionalmente conhecido Joaquim de Almeida, o produtor de espetáculos Hugo Nóbrega, ou ainda Pedro Varela que falará das co-produções com a América do Norte e do Sul, numa talk em que estarão também presentes atores e produtores estadunidenses e brasileiros. Em cada talk haverão casos de estudo que servirão de exemplo e ilustração aos diferentes temas abordados.

Na área do Teatro, destaca-se o tema das redes e modelos de negócio na Europa, José Luís Peixoto e Gonçalo M. Tavares, destacam-se na programação da Literatura, enquanto na Dança, pretende-se analisar novas plataformas, na Arquitetura, Ana Granados, Sofia Machado (LaMIPA) e Patrícia Canelas (Arquiteta e Urban Plane) concentrar-se-ão sobre a “forma como o Mercado Imobiliário e Cultura se podem entreajudar financeiramente”. No Design, Henrique Ralheta representará o Loulé Design Lab, Fátima Durkee do Passa ao Futuro e ainda Filipa Belo, fundadora do Portugal Manual, apresentam o caso de estudo relativo à Renovação do Património. A estas áreas junta-se a Cidadania, nas quais estarão presentes representantes da Obama Fondation ou ainda Manuela Tavares, presidente da Welcome People & Artes. A programação já está disponível aqui.

Durante o evento, decorrerão espetáculos de todas as áreas já mencionadas, alguns selecionados através da call for artists, que decorreu em abril deste ano, de forma a “aproximar o público da arte”.

O evento procede de forma a “dotar os artistas de ferramentas para que possam otimizar a sua relação com o financiamento, propor outras modalidade de negócio, criar ligações mais sólidas entre o turismo e a cultura, e aproximar assim Portugal do modelo cultural americano”.

Em comunicado, Ana Ventura Miranda, fundadora do Arte Institute e do RHI, explica que é “importante que Portugal comece a ser visto como um destino cultural turístico. É essencial criar redes internas no país entre artistas, produtores e agentes culturais através de uma descentralização pelo país e trazer mais programadores a Portugal, para que possam conhecer os artistas e a cultura portuguesa contemporânea”.

A primeira edição do RHI tem por curadores, a própria fundadora, mas ainda Ivo Canelas e Paula Abreu. A programação ficou ao cargo de Afonso Cruz, José Luís Peixoto, Marta de Menezes, Pedro Varela, Christophe Fonseca, Nuno Bernardo e John Gonçalves. Conta igualmente com o apoio da EDP, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Millennium BCP, Pares Advogador, Polarising, Hyundai, Pestana Hotel e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Os bilhetes para os diferentes acontecimentos poderão ser adquiridos na Ticketline, mas será igualmente possível aderir ao Membership Anual do RHI, que dispõe de descontos, a público e profissionais, nos eventos da iniciativa durante 12 meses.

Texto de Rita Matias dos Santos
Cartaz de ©RHI – Revolution_Hope_Imagination

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