A cidade irá desfilar no fim desta semana na próxima edição da ModaLisboa, AWAKE. Entre 5 e 8 de Março, nas antigas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento do Exército, no Campo de Santa Clara, onde decorrerão desfiles, pop-up stores de marcas sustentáveis, conferências, workshops, exposições, concertos e performances, entre outros.

Esta edição dá mais um passo na sua internacionalização, com o projecto United Fashion, integrado nesta Semana da Moda, que trará a Lisboa 15 jovens designers, numa promoção única da Moda independente europeia, que teve início em 2017. MAD – Home of Creators, Fashion Council GermanyFlanders DCBaltic Fashion FederationMaisons de ModeFashion Weekend Skopje e a Associação ModaLisboa, criaram esta rede para a dinamização da indústria. Os jovens criadores apresentarão as suas peças de 4 a 6 de Março. Porém, as acções abertas ao público realizar-se-ão nos dias 5 e 6 de Março, com happenings de Moda dos designers participantes, nos Paços do concelho, às 21h00, ao som do DJ Dexter, e uma pop-up store destes, bem como dos designers ModaLisboa, no Mercado de Santa Clara, das 12h00 às 18h00, acompanhada por Xana Guerra, DJ residente da ModaLisboa, respectivamente.

A final do Sangue Novo, “uma plataforma de apresentação das ideias e trabalhos de um conjunto de jovens designers em início de carreira ou finalistas de cursos de moda em escolas nacionais e internacionais” também é um destaque deste evento. Entre os cinco designers que irão apresentar as suas colecções, encontram-se Cêlá, com Coral, Filipe Cerejo,  com Eve od Destruction, Flávia Brito, com Memórias do Espaço, Francisco Pereira, com Torn Vision, e Inês Manuel Baptista, com 3451, ou “3 Seconds To a 45 Watt Lamp at a Distance of 1 Meter”. O presidente do júri é Miguel Flor, o vencedor deste concurso no ano de 1996.

As peças dos designers ModaLisboa vão desfilar nos três dias do evento. Carolina Machado, no primeiro dia, apresentará Grounded, “um manifesto sobre a conexão com a terra”. Third Pole, “o título dado aos Himalaias por serem o lugar na Terra com mais água doce a seguir aos Pólos Norte e Sul, é também o mote para a coleção de Duarte, inspirada na primeira expedição ao Evereste nos anos 50″. A colecção de Valentim Quaresma, não tem título, nem “ponto de partida nem fonte de inspiração. É uma fusão de livros que leu, de filmes que viu, de conversas que teve, de viagens que fez e de personagens que sonhou”. Carlos Gil “fala-nos de Mind Games, porque todo o ser humano se questiona e procura resposta no seu interior, respostas do seu íntimo que o levam a encontrar novos caminhos”. O dia seguinte começa com João Magalhães, cuja colecção “regressa à essência do design: a procura da forma através da manipulação de materiais, cor e proporção”, cujas peças,”criadas em estações passadas”, “são reinterpretadas com diferentes intervenções artísticas, como a serigrafia manual e o tingimento
artesanal”. Buzina fará desfilar Input, “uma retrospetiva”, a partir da “reinterpretação dos modelos mais icónicos
da marca e realçando a nobreza e exclusividade dos materiais”. O outono/inverno 2020/21 é a estação que Luís Buchinho “comemora os 30 anos da marca”. Então, esta ocasião será a celebração deste aniversário, “com uma coleção que referencia os códigos mais marcantes”. Ricardo Preto, com Staunch “fala-nos sobre a realidade louca e romântica que invade “Grey Gardens”, o documentário da vida de Big e Little Edie, remetendo para uma história solitária e independente que desconstrói o termo disfuncional”. Colourgraphic, de Luís Carvalho, é “uma coleção onde o elemento principal é a mistura de cores”, nascendo “de um jogo de formas e linhas gráficas”.  “A nova coleção de Kolovrat conta a história dos imigrantes do futuro, que observam o mundo com uma nova interpretação.” Gonçalo Peixoto trará Rebellion, “uma manifestação que se reapropriou totalmente da conotação “minissaia sexy””. “Grito contra as dragagens onde o céu se funde com o rio, num azul Sado”, contar-nos-à a colecção de Nuno Gama, comemorando os 500 anos da circumnavegação Fernão de Magalhães. Constança Entrudo partilhará, no dia 8, I Don´t Now Of This Exists, “uma performance centrada na cultura do corpo humano em relação com pintura, escultura, som e moda.” Em sintonia com a visão iniciada com a colecção CRU-L, Hibu “acredita que a sustentabilidade e a redefinição do papel da moda são essenciais num mundo de ciclo descartável e consumo rápido”, mantendo-se fiel à “recriação de design de essenciais genderless contemporâneos”. Awaytomars falar-nos-à “de uma jornada em direção ao centro de um buraco negro, o momento em que tudo o que sabemos na Terra começa a perder a sua forma e cor”. A criação de Ricardo Andrez é “um manifesto sobre identidade aleatória, que prevê o comportamento geracional futuro.” Aleksandar Protic “continua a descrever impressões sobre personalidades e
as suas singularidades, desta vez com uma linguagem mais gráfica e geométrica e com o uso de volumes em tecidos de tons mais escuros.” Em Collection 005 Pt.2| Complete Metamorphosis, Ninamounah “continua a ignorar a
evolução, sintetizando as características ancestrais dos animais e o nosso tecno-futuro.”, como se pode ler no Press Book. O último desfile será de Dino Alves, que fará da sua vida uma colecção Ontem, Hoje e Amanhã!.

 

Spot – ModaLisboa AWAKE

Texto de Raquel Botelho Rodrigues
Cartaz cedido pela ModaLisboa
O Gerador é parceiro da ModaLisboa

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