Entre os dias 15 e 16 de outubro assinala-se uma nova edição do Festival Emergente. Tendo como pano de fundo o Capitólio, em Lisboa, uma das salas mais reconhecidas a nível nacional, o festival retoma com dois dias completos de bandas emergentes.

Depois de se dedicar apenas a um dia, no ano de 2020, com cerca de oito bandas, o festival retoma, agora, com um cartaz "repleto de bandas emergentes", resultante de uma Open Call Super Emergentes, "em que, mais uma vez, esta nova geração de músicos superou todas as expectativas e tornou a seleção extremamente difícil", lê-se no comunicado.

A partir de uma seleção de onze bandas, o festival trouxe à tona a sua principal missão que se concentra no apoio à nova geração da música portuguesa, dando-lhe um maior número de oportunidades e permitindo-lhe subir a um palco com  condições técnicas, espaciais e audiovisuais, "para que o seu talento possa brilhar em grandes concertos com grandes performances, já uma imagem de marca do festival", explicam ainda em comunicado.

Cartaz do Festival

Aos selecionados no Open Call, terão ainda a oportunidade de ser galardoados com dois prémios: Melhor Concerto Super Emergente - por votação combinada do júri e do público - que resulta numa atuação no Festival Rodellus, em 2022, e ainda com o Melhor Projeto Musical - da responsabilidade exclusiva do júri - cujo prémio é a gravação dum EP ou álbum nos Estúdios Camaleão, em Lisboa.

"Temos ainda uma curta vida, mas já um enorme lastro de talento que deixou a sua marca na história do festival. E este ano não será diferente". acrescentam.

Retomando a ideia da sua edição original, que tem como base estabelecer uma linhagem para o indie pop rock nacional e muitas das suas variantes, o cartaz de 2021 origina-se a partir de uma indústria musical que emerge a partir de outras dimensões dos seus percursos artísticos, resultando assim nos talentos apresentados que despontaram nos últimos três anos e ainda no processo de definição da sua identidade artística.

O festival tentou ainda abrir a Open Call a bandas espanholas, no entanto, não resultou em grande medida pela dificuldade da pandemia e da dificuldade em iniciar processos de intercâmbio mais alargados. Ainda assim, a equipa do festival reconhece que os contactos ficaram estabelecidos para em 2022 se "lançarem numa nova aventura".

Na ótica do audiovisual, mais propriamente videoclips, o festival abriu também uma Open Call que, numa primeira edição, teve grande sucesso e que pretendem manter nas próximas edições: "teve muito boa adesão para primeira edição, deixando-nos já com vontade de lhe dar continuidade no próximo ano, dadas as propostas que recebemos e que expressam bem o talento que também ao nível da linguagem visual, expansiva das propostas estéticas e conceptuais das bandas e projetos musicais, caracteriza o imaginário e o talento desta nova geração de músicos, realizadores, diretores de fotografia, editores e todos aqueles que trabalham na realização de um videoclip".

Atualmente, a seleção conta com 14 vídeos finalistas, que terá a sua fase final de votação durante o decorrer do festival. O melhor vídeo e o melhor realizador receberão um prémio monetário de 500€. Entre os selecionados estão:

  • MATEUS VERDE – Animal Celestial
  • LOS CHAPOS – Another Day At The Firm
  • DELA MARMY – Not Real
  • MEMA – Perdi O Norte
  • JASMIM – Mais Um Verso
  • DELA MARMY – Old Human
  • CELSO – Queimar Tempo
  • YAKUZA – Tunning
  • THEO – The World Is Not The Same
  • BONANÇA – Ah Desaparecer
  • BIRDS ARE INDIE – Our Last Waltz
  • CONJUNTO!EVITE – Quebra Ossos
  • PRÍNCIPE DO LUMIAR – Treino
  • EVACIGANA – Tempo Morto

A edição deste ano conta ainda com um ciclo de conversas em torno da música emergente, da juventude e dos desafios que os mais novos enfrentam, atendendo aos seus percursos artísticos como músicos, com vontade acrescida de os ouvir atentamente e, se possível, contribuir para os incentivar a realizar os seus sonhos e os seus objetivos, convocando um painel de convidados que combina a emergência, pertinência e experiência.

O festival não só contará com uma realização física como em Live Streaming, na plataforma Live Stage da Ticketline. Partilham ainda em comunicado que a receita do Live Streaming reverterá integralmente para a União Audiovisual, como forma de apoiar aqueles sem os quais os concertos não podem existir e que também nos apoiaram o ano passado.

Texto por Patrícia Silva
Fotografia de Martim Braz Teixeira, artista April Marmara

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