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“O Corpo e as Linguagens” celebra obra poética de Luís Miguel Nava

Uma exposição, um objeto fílmico e uma peça de arte pública foram inaugurados, neste mês…

Texto de Redação

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Uma exposição, um objeto fílmico e uma peça de arte pública foram inaugurados, neste mês de dezembro, em Viseu, no âmbito do programa "O Corpo e as Linguagens" (CEAL), que parte da obra do poeta Luís Miguel Nava.

O jardim da Biblioteca Municipal de Viseu e os espaços culturais Caos e Venha a Nós a Boa Morte acolhem, desde o dia 12 de dezembro, este projeto artístico. "CEAL, um exercício artístico predominantemente visual com três andamentos, pretende ser mais um contributo para a valorização e o reconhecimento da obra de Luís Miguel Nava, particularmente no lugar onde nasceu – Viseu", diz Sandra Oliveira, curadora do projeto, a quem se juntou Ricardo Correia.

Sandra Oliveira e o Ricardo Correia inspiraram-se na “linguagem árida e despojada e na visão da existência quotidiana” do poeta para fazerem este novo trabalho, que se baseia essencialmente em três fatores importantes: a pele como sendo “o órgão e a superfície de contacto, que medeia a relação entre o interior e o exterior ao corpo”; o coração que é “o lugar interior, feito de carne, onde se inscreve uma ideia de desejo e de paixão”; e o céu que significa “o exterior ao corpo, divino e sem tempo”. Tudo isto conjuga uma “ambivalência espiritual que faz com que a pele seja o lugar escolhido pelo coração para a eternidade, um paraíso que não pode ser senão uma ideia redentora de amor”, resultando na revelação da “inscrição identitária das existências” dos criadores e de Viseu, a partir da obra do poeta.

Nascido naquela cidade, em 1957, e assassinado em Bruxelas, em 1995, o poeta construiu uma importante obra centrada na poesia e na reflexão crítica sobre a literatura e a arte. Considerado como um dos vultos mais brilhantes, desconcertantes e enigmáticos da poesia portuguesa da segunda metade do século XX, Luís Miguel Nava "criou um imaginário sem igual nem parecido, centrado no corpo, que ecoa do surrealismo e até do expressionismo figurativo de Francis Bacon."

Entre ser assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professor na Escola Alemã, leitor de português em Oxford e tradutor de documentos ao serviço da CEE (hoje União Europeia), o poeta publicou oito livros em vida: O Perdão da Puberdade, Películas, Inércia da Deserção, Como Alguém Disse, Rebentação, Poemas, O Céu sob as Entranhas e Vulcão.

Fotografia de Gustavo Garcetti, disponível via Facebook do CEAL

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