O tema “paint the town“, o segundo single de bpm de Salvador Sobral, conta com participação especial de dez alunos da Orquestra Geração, do Núcleo do Agrupamento Almeida Garrett. As crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 9 anos de idade, participaram ainda no videoclip do tema, protagonizado pelo cantor.

Bianca Pereira, Diana Domes, Ghaith Driouich, Inês Madruga, Leonor Gomes, Lucas Cruz, Santiago Oliveira, Sofia Gomes, Tomás Silva e Mariana Santos são os alunos da Orquestra Geração que compõem o coro da canção do último single do terceiro registo de estúdio do artista português.

Quando questionado sobre o porquê da Orquestra Geração, Salvador Sobral afirma: “Pouco tempo depois de ter saído do hospital, cantei com a Orquestra Geração e gostei imenso da frescura, da musicalidade e da boa onda das crianças. Percebia-se que gostavam mesmo de música e que não estavam a fazer aquilo por obrigação." Para este disco, o músico procurou vários sons que não faziam parte do seu trabalho anterior. Quando imaginou um coro de crianças num dos temas, foi na Orquestra Geração que automaticamente pensou. E assim foi.

A ideia inicial passava por ir à escola gravar o tema, mas nessa altura, em janeiro, o confinamento a que o país foi submetido não o permitiu. "Resolvemos gravar cada um em sua casa com o telemóvel, com a ajuda dos pais, dentro dos armários, para não haver tanto eco", conta o cantor. "O Leo Aldrey depois juntou todas as crianças na música e fez os seus efeitos para que soasse mais vivo. Acho que os miúdos, que são o ser mais puro deste mundo, trouxeram imensa cor e frescura ao disco."

A professora Elsa Matos Gomes, responsável pela preparação vocal, destaca a importância deste tipo de parcerias para a continuidade da missão e dos objetivos do projeto Orquestra Geração. "Todos os dias nos propomos a ensinar pela arte e a trazer a estas crianças novas e diferentes experiências, vivências e oportunidades que tantas vezes a escola tem dificuldade em proporcionar. Assim, através de outros estilos musicais, de outros instrumentos musicais e de outras ferramentas damos continuidade ao trabalho que achamos tão importante para o desenvolvimento destas crianças”, sublinha.

Quanto à reação das crianças, relata que “não foi [toda] a mesma, como é natural, mas, para aqueles que já tinham ouvido falar do Salvador, foi uma euforia perceber que iam participar neste projeto."

"Para muitos, poder gravar um disco, aparecer na televisão ou YouTube e pensar 'vou ser famoso', foram só as primeiras portas para a imaginação crescer e perceberem que algo muito especial estava para acontecer”, continua a professora.

"O meu sonho foi sempre aparecer num videoclip", diz Bianca, de oito anos. Sobre o que considerou "fantástico", responde: "Nós dançarmos todos juntos, todos pintados e tudo escuro. " Também Santiago, de sete anos, elege esse momento como o mais "divertido", dizendo-se "feliz" por ter participado numa música, pela primeira vez.

Texto de Flávia Brito

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