A artista vai participar no painel “O que muda no consumo da cultura?”, pelas 16h00 do dia 18 de junho no Palco Oeiras, juntamente com a atriz e jornalista Margarida Pinto Correia, o artista musical Salvador Sobral e o diretor da Fundação José Saramago, Sérgio Machado Letria. Em março de 2020 a pandemia do covid-19 paralisou o setor da cultura. Espaços, artistas e programadores foram obrigados a reinventar-se e encontrar novas formas de criar, apresentar, programar e, até, consumir cultura. Como definir a fruição cultural do futuro?

Grada Kilomba é uma artista interdisciplinar, cujo trabalho questiona o conceito de conhecimento, poder e violência. Que histórias são contadas? Como são contadas? E por quem? Estas são perguntas muito presentes no seu corpo de trabalho, ao rever narrativas pós-coloniais.

Com uma beleza singular, Kilomba traduz o texto para imagem, movimento e instalação, dando corpo, voz e forma à sua própria escrita. O seu trabalho já foi apresentado em eventos internacionais como a Bienal de Lubumbashi VI, a Bienal de Berlim e a Bienal de São Paulo.

Kilomba é doutorada em Filosofia, já ensinou em várias universidades internacionais e foi professora no Departamento de Estudos de Gênero da Universidade Humboldt de Berlim. É autora de “Plantation Memories” (Unrast, 2008), uma compilação de episódios do racismo quotidiano escritos na forma de breves histórias psicanalíticas.

De 18 a 20 de junho vamos tentar responder à pergunta Qual o futuro da cultura e da criatividade? dando voz a nomes que admiramos como Vhils, Salvador Sobral, Margarida Pinto Correia, Rui Horta, Capicua, Chef Kiko, Clara Não, André Gago, Sara Barros Leitão, Benjamim, Constança Entrudo, Matilde Campilho ou Carla Maciel, num total de mais de 40 cabeças de cartaz.

Vais poder assistir a concertos, debates, performances, apresentações, masterclasses e teres acesso a um conjunto de loucuras que revelaremos em breve, porque decidimos reinventar a forma de viveres um festival online 😊 Descobre tudo na página principal do Oeiras Ignição Gerador.

No Gerador sentimos a responsabilidade de pensar, questionar e agir sobre a cultura e a criatividade. Sabemos que somos incompletos nesta missão sem os artistas, os autores e os técnicos que nos rodeiam. Por isso, consideramos fundamental remunerar quem desafiamos. Quer seja quando fazemos eventos presenciais, quer quando mergulhamos no mundo digital. 

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