Dia 9 e 10 de junho "Bajazet, considerando O Teatro e a Peste" Frank Castorf traz à tona o que Jean Racine e Antonin Artaud têm em comum, no Teatro D. Maia II, pelas 19horas.

A Palavra falada. É a caraterística peculiar e singular dos poetas referenciados. Frank Castorf, uma das mais emblemáticas figuras do teatro alemão, revisita, em francês, Bajazet de Jean Racine, confrontando-o com o texto de Antonin Artaud, O Teatro e a Peste.

Autor de um teatro intransigente, que se tem a si mesmo como prova de liberdade, e que não foge das contradições humanas, Castorf cria uma peça que se passa entre as quatro paredes do Serralho de Constantinopla, na ausência do sultão. Para cada personagem, o verdadeiro amor entra em conflito com as ambições políticas, transformando em sinónimo de morte a vivência plena das paixões. A tragédia expõe o espírito falível do humano e a impossibilidade da existência de sentimentos puros. Ao adaptar Racine, Castorf transporta-nos de um século para outro, reunindo dois grandes autores que acordam os nossos demónios interiores.

"Se em Racine esta funciona como o braço com o qual os heróis se desembaraçam das camisas de forças que os aprisionam, para Artaud a reinvenção da linguagem conduz à libertação daquilo que é imposto pelo nascimento, pela sociedade e pela língua", lê-se na sinopse.

O espetáculo será falado em francês, com legendas em português.

Local: Teatro D. Maria II;
Horário: quarta-feira e quinta-feira pelas 19horas;
Fotografia da cortesia do Teatro D. Maria II