Mais bem preparados e equipados, vários espaços culturais procuram fazer face ao segundo confinamento com uma forte programação online, em muitos casos já assente numa estratégia que se quer contínua, e não apenas de emergência. Porque, apesar de a experiência digital não substituir a presencial – e isso é claro – tornou-se também evidente que novas oportunidades se criaram, nomeadamente, as de esbater as “distâncias” que afastavam equipamentos culturais de um público que a eles desejava aceder. Mas, do anterior confinamento, deu-se um passo atrás, ou noutro sentido, o de valorizar os objetos artísticos e todo o trabalho envolvido na sua criação e difusão. A gratuitidade dos espetáculos deu lugar a um pagamento – simbólico na maior parte dos casos – e que, mesmo online, não parece ter afastado o público.

Nesta reportagem, diretores artísticos e administradores falam das estratégias adotadas nos espaços culturais que dirigem, durante este novo período de restrições, da adesão do público às iniciativas pagas e do desenvolvimento de programações pensadas para o digital.

Ainda em janeiro, o Centro Cultural de Belém (CCB) decidiu encerrar todas as atividades presenciais até ao final do mês de março, garantindo que as produções em preparação para o início de abril podiam acontecer e havendo, nesses casos, uma expectativa real do trabalho poder ser continuado. “Por outro lado, tínhamos uma bolsa grande dos espetáculos que tínhamos filmado desde o verão do ano passado, e tínhamos alguns espetáculos que tínhamos previsto continuar a filmar. Portanto, aquilo que temos estado a fazer é a colocar [esses espetáculos] online, a partir da Ticketline com bilhetes pagos”, explica Delfim Sardo, administrador do CCB.

Este centro cultural tem ainda uma série de outras iniciativas ligadas à Fábrica das Artes, programa dirigido à infância, ou ao núcleo do Pensamento a acontecer em formato online. No entanto, o administrador sublinha que a experiência online não substitui a experiência física da sala; “Queremos obviamente poder manter o contacto com o público, para manter os artistas a contactar com o público, servir uma mediação que é uma mediação produtiva para todos, mas sabemos que essa mediação não substitui nunca a relação física com as obras de arte, a relação presencial e, portanto, aquilo que estamos também a fazer é a preparar de que maneira é que a retoma vai ser tomada”.

O Teatro Nacional São João (TNSJ) trazia a experiência do primeiro confinamento, altura em desenvolveu um conjunto de atividades que deixaram uma plataforma montada e permitiram, desta vez, uma rápida transformação dos conteúdos ao vivo para o digital. “[Isso] permite-nos oferecer ao nosso público um conjunto de conteúdos online que, de alguma forma, cumpram a programação que estava definida e, por outro lado, apoiem os artistas que estavam integrados nessa programação”, afirma o diretor artístico Nuno Cardoso, acrescentando que essa programação foi também “acondicionada ou sustentada” por um conjunto de outras iniciativas online que já estavam previstas.

Manter a programação e explorar possibilidades

Muito antes de se pensar num segundo confinamento, a estratégia para a temporada 20-21 do Teatro Municipal do Porto (TMP) já contemplava uma programação paralela à dos teatros, o TMP Online, como récitas extra e alguns projetos que já eram feitos exclusivamente para aquele meio. Quando os espaços culturais tiveram de fechar portas, além dessas ancoras de programação, o equipamento decidiu “dar um passo em frente” e, tendo alguns modelos já muito testados, resolveu “fazer uma transposição não direta, mas muito trabalhada, com os artistas”, mantendo a programação que estava anunciada para acontecer ao vivo. “Tentámos perceber com os artistas o que é que podia ser feito online, o quê e como”, conta Tiago Guedes.

No último confinamento, a maior parte dos espetáculos do TMP foram adiados, mas, como explica o diretor artístico, desta vez era impossível voltar a fazê-lo, porque “a próxima temporada está fechada e isso iria alimentar uma bola de neve muito grande.”

A adaptação à nova – mas repetida – realidade foi rápida, e, para Tiago Guedes, salvaguarda vários aspetos: “Salvaguarda, por um lado, o serviço público. Nós somos um teatro municipal, portanto, o serviço público de cultura tem de continuar a acontecer, na medida do possível e, neste caso, através das plataformas digitais. Mas salvaguarda também o trabalho dos artistas, dos técnicos, das pessoas que filmam, dos produtores, dos bailarinos, dos atores que continuam a fazer o seu trabalho, mas agora pensando que ele vai ser apresentado num novo media, que são os meios digitais.”

Neste período, a grande decisão, clarifica, foi também “transformar a equipa internamente, dotar a equipa de ferramentas de marketing digital, contratar equipas de filmagem e de som, para que a nossa programação online não seja essa simples transposição de uma filmagem do espetáculo, mas seja, em alguns casos, objetos feitos de propósito para o online.”

Numa abordagem diferente da maior parte dos outros projetos, o teatromosca optou pela transmissão em direto dos espetáculos, quer as criações da companhia, quer os programados para o Auditório Municipal António Silva (AMAS). “Os espetáculos mantêm-se, e os artistas continuam a trabalhar e continuam a apresentar os seus espetáculos, e não é nada gravado. Está tudo a acontecer ali, naquele momento. A única diferença é que, de facto, os espectadores, por estarem impossibilitados de estar connosco na sala, visionam e experienciam esse espetáculo à distância a partir de casa”, expõe o diretor artístico Pedro Alves.

Ao contrário do que aconteceu em março, abril e maio do ano passado, em que toda a programação foi suspensa, e os espetáculos adiados para o final do ano ou mesmo para 2021, neste confinamento, a estratégia do teatromosca passa, indiscutivelmente, por manter a programação do espaço, acolhendo os artistas, companhias e coletivos. “Decidimos que nenhuma das nossas criações ia ser adiada e, portanto, íamo-nos adaptar às circunstâncias que estávamos a viver agora. Não iremos promover mais adiamentos naquilo que é a nossa programação”, garante o diretor artístico. “O que defendemos é mais uma preservação daquilo que é a programação e o ritmo de programação, e a continuação do trabalho dos artistas. Deixar que os artistas continuem a fazer o seu trabalho, continuem a apresentá-lo, continuem a comunicar com os públicos, e os públicos continuem a poder dialogar com os artistas”.

Auditório Municipal António Silva (AMAS) Catarina Lobo

No caso desta companhia, a experimentação de linguagens mediadas pela tecnologia e a investigação sobre a participação dos públicos e o seu envolvimento na própria performance já era algo que vinha ser feito há uns anos, incluindo até alguns investimentos ao nível da aquisição de equipamentos. “Já estávamos a prever muito trabalhar as fronteiras entre o cinema e o teatro, entre o cinema e as artes performativas, diluir algumas das fronteiras entre o que é que é a performance, o que são as artes visuais e por aí adiante. Estas circunstâncias acabam por quase precipitar esse trabalho e agora, de repente, passamos a ter um terreno mais propício a esse tipo de criação e a esse tipo de experiências”, esclarece Pedro Alves, sublinhando a intenção da companhia de continuar a desenvolver esse trabalho e até de criar alguns projetos especificamente para as plataformas digitais e outros híbridos.

Também o Teatro São Luiz, com a aprendizagem do primeiro confinamento, procurou adaptar-se à nova realidade e transmitir online os espetáculos que estavam em cena. “Há dois focos centrais nesta abordagem de programação: por um lado, tentar que os nossos espectadores – e até outros que não se poderiam deslocar ao teatro – tenham acesso à nossa programação, através da transmissão online, cobrando um preço simbólico nos bilhetes; por outro lado, não menos importante, conseguir que os artistas, os criadores, os atores, os técnicos sejam pagos pelo seu trabalho na criação e preparação dos espetáculos”, conta a diretora de comunicação Elsa Barão.

Respeitar a natureza do projeto

A Boca Livre, uma nova rubrica de conversas regulares, e o Blind Book Date são duas das iniciativas que o Teatro Viriato está a realizar durante este período, explorando não só no meio digital, mas também o radiofónico.

“Percebemos que esta não é uma boa altura para desenvolver espetáculos em streaming para o público jovem, à semelhança do que fizemos entre setembro e dezembro de 2020. As escolas estão a braços com grandes alterações e com uma carga de conteúdos audiovisuais excessiva. Também não são tempos de criação de uma programação paralela como o fizemos entre março e junho de 2020”, argumenta a diretora artística Patrícia Portela, defendendo que estes são tempos incertos, mas que se prolongam há muito, “exigindo de todos muita flexibilidade e ousadia” para defender o que se acha indispensável e que não se pode perder.

Na opinião da responsável, a escolha da plataforma para exibir cada espetáculo depende da natureza de cada projeto, devendo-se ter em conta sempre o público, o artista e, sobretudo, a natureza da sua relação. “Há objetos artísticos que podem esperar pelo seu público, mas devem ser criados agora. Há objetos que já foram criados e não podem esperar para ser exibidos só depois de tudo isto passar. Há que avaliar cada situação. Sobretudo, devemos manter-nos vigilantes, e nunca nos esquecermos de qual é a nossa missão enquanto teatro que serve uma cidade, que serve um país, que serve um tecido cultural fundamental para compreender e ultrapassar um período como este”, nota.

Teatro Viriato José Alfredo

Com o novo encerramento ao público, este teatro continua a acolher artistas para a criação de obras e a preparar-se para o regresso das pessoas às instalações físicas. “O que poderia fazer sentido há um ano como reação a uma pandemia que desconhecíamos, agora pode não ser o caminho mais urgente a tomar. É preciso continuar a criar, a pensar, a encontrar soluções, mesmo que a sua apresentação ao público seja adiada”, acredita Patrícia Portela. “O Teatro Viriato, neste momento, é um casulo, que permite que os seus artistas cresçam e desenvolvam os seus projetos, e é também um laboratório a desenvolver uma cura para o mais desejado regresso da presença física entre estranhos.”

O online como um meio estratégico, e não de emergência

Para Tiago Rodrigues, diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), a aprendizagem feita marca a grande diferença em relação ao primeiro confinamento. “Desde o anterior confinamento, fomo-nos preparando para desenvolver mais a programação online, independentemente de prevermos, ou não, que houvesse mais confinamentos, mas acreditamos que a programação online devia ser reforçada, melhor pensada e que não deveria ser só uma ferramenta de emergência, mas algo que o TNDMII passasse a assumir como praticamente uma nova sala de espetáculos e de comunicação com o público, sabendo que a experiência de ver teatro online não é a experiência de ir ao teatro, naturalmente. É a de estar a ver uma gravação, um registo, uma memória, ou uma promessa de teatro, mas que ainda assim tem um valor que ajuda as pessoas, independentemente de estarmos em tempos de confinamento”, explica.

O digital, afiança o responsável, ajuda pessoas que estejam mais distantes, por um motivo ou por outro, da programação do D. Maria II a terem uma “relação de acesso mais fácil e mais democrático.” Por isso, está a ser feita uma forte aposta nessa programação, inclusive na criação de conteúdos que só podem acontecer dessa forma, ou “que acontecem melhor online do que ao vivo”, valorizando assim o trabalho artístico que é apresentado naquele meio, e de forma a que este “não seja só a reação artesanal, que praticamente qualquer pessoa pode ter, que é saltar para uma rede social e continuar a produzir ideias e a oferecer a sua criatividade.” O objetivo passa por “trabalhar melhor também com as tecnologias disponíveis e desenvolver uma programação online com a qualidade que uma instituição como o Teatro Nacional tem a obrigação de apresentar.”

De acordo com Delfim Sardo, no que toca à Fábrica das Artes, o núcleo do Pensamento e o Podcast do CCB, há uma estratégia que, mesmo quando o contacto presencial voltar a ser possível, continuará a passar pelo digital. “Certamente que essa estratégia irá sempre ser uma estratégia mista para o futuro”, diz o administrador, acrescentando também que, relativamente aos espetáculos, o CBB está a equacionar uma estratégia que inclui “o online e a produção de documentação de espetáculos para a sua posterior difusão.”

Ter espetáculos a acontecer em sala, mas poder posteriormente oferecê-los online a públicos geograficamente mais distantes também integra a estratégia futura do CCB. “Isso faz parte também de uma tentativa nossa de chegarmos a zonas onde a presencialidade não o permite”, nota Delfim Sardo, porque, como clarifica, atualmente, “há um consumo geograficamente muito elevado e há muitos acessos aos espetáculos e compra de bilhetes que vêm de fora de Portugal, que vêm do estrangeiro, por vezes de zonas remotas”, coincidindo com “bolsas onde existe uma curiosidade em relação ao artista especificamente, ou bolsas também de público português, com o qual o CCB quer manter a ligação no pós-pandemia.

Abandono do princípio da “gratuitidade”

“Os espetáculos gravados e pagos e a questão do pagamento simbólico do valor de três euros foi uma decisão de defender também o valor do trabalho artístico, manter uma relação com o público que seja uma relação que valorize o trabalho artístico”, clarifica Tiago Rodrigues, do TNDMII. “É um ponto de honra, sobretudo neste momento em que percebemos que, no primeiro confinamento, o acesso gratuito em permanência a objetos artísticos, ou a gravações artísticas, fazia resvalar para uma política da gratuitidade em permanência do trabalho artístico, que não valoriza os criadores e os técnicos envolvidos”.

A decisão foi tomada pensando que, eventualmente, o teatro perderia espectadores ou que poderia haver resistência numa primeira fase, mas a realidade veio provar o contrário. “Vemos os números a subir constantemente, e os espetáculos a serem alvo de muita procura, o que nos deixa contentes e, de alguma forma, comprova que fomos também ao encontro das expectativas dos espectadores, oferecendo objetos que são registos de qualidade, preparados com pensamento e com respeito também pelo valor artístico daquelas peças”.

No TNSJ, seguiu-se o mesmo critério. “Abandonámos o princípio da gratuidade, mas queríamos manter um preço que pudesse ser acessível ao público. Um preço que, mesmo nestes tempos mais difíceis, não representasse uma barreira para aceder ao conteúdo”, avançou o teatro.

No CCB, onde também, no primeiro confinamento, o acesso aos espetáculos era gratuito, foi definido um valor único cobrado pelos espetáculos disponibilizados online. “Os bilhetes são pagos a um preço que, para nós CCB, é oneroso. Nós pagamos para os nossos espectadores verem o espetáculo. Mas, de qualquer maneira, eles são pagos, até por uma questão de princípio. Porque o esforço que está a ser feito pelos artistas, pelas instituições, pelos técnicos, é um esforço muito grande, e esse esforço tem, de alguma maneira, de ser visível também numa comparticipação, nem que seja simbólica, por parte do público”, avalia Delfim Sardo.

A conta feita parte de um “princípio de razoabilidade”, mas que nunca poderia passar pela sustentabilidade do projeto. “A sustentabilidade do projeto é garantida pela fundação, não há outra maneira de o fazer. Ou então teríamos bilhetes à venda muito mais caros, e isso não era possível”, garante o administrador. “Acho que até podíamos eventualmente vir a ter bilhetes com preços diferentes no futuro, se realmente se chegar a uma situação em que o consumo online possa ser uma escolha, e não uma contingência.”

No caso do teatromosca, o acesso aos espetáculos em live streaming é pago, e os bilhetes não são de cortesia. “São bilhetes que, de alguma maneira, entendemos que pagam o serviço que prestamos e o trabalho que temos”, menciona Pedro Alves, continuando que não seria possível cobrar menos que os 6,5 euros praticados atualmente, uma vez que esse valor reflete também o investimento que teve de ser feito em material e pessoal técnico.

Novos públicos, distantes, de diferentes maneiras

Para Tiago Guedes, do TMP, a “abrangência territorial” foi a grande possibilidade criada por toda esta dinâmica online. “Agora, como o teatro continua a funcionar, o nosso público continua a seguir os artistas que já estavam anunciados na nossa temporada e a descobri-los online, só que com uma vantagem, que é que oferecemos isso ao público que já era público do TMP, mas também ao público que é de outras cidades, que está noutras geografias e que podem também aceder à nossa programação.”

Com uma lotação acima da expectativa, Pedro Alves admite mesmo que o AMAS esteja a ter uma audiência online com mais públicos novos do que aqueles que já acompanhavam a companhia no auditório. “Vê-se que há pessoas que estão interessadas, que procuram, que gostariam muito de poder estar a ver espetáculos e, portanto, muito provavelmente, queremos acreditar que alguns destes públicos poderão, assim que as salas reabrirem, vir a ser públicos que, se calhar, nos vão passar a procurar com mais frequência”, pondera.

No TNSJ, há aquisições de bilhetes um pouco por todo o país – com maior incidência nas zonas do Porto e Lisboa – e, excluindo os espetáculos que por motivos de direitos estão circunscritos a Portugal, há acessos georreferenciados em outros países, como França, Espanha, Itália, Reino Unido e Brasil. “Aconteceu uma situação muito curiosa. Percebemos, através do Instagram, que dois amigos, que se encontravam em continentes diferentes, combinaram ver o espetáculo As Três Irmãs”, é referido pela comunicação.

Sala Garrett do TNDM II Filipe Ferreira

Também no D. Maria II, o público online divide-se entre pessoas que se assumem como espectadores habituais ou esporádicos, outras  que descobrem ou redescobrem o teatro ao fim de muitos anos, ou mesmo pessoas fora de Lisboa e do país. “Não percebemos ainda muito bem, porque os números não nos permitem ainda perceber qual é a regularidade dessa relação das pessoas connosco, mas depois temos outros indicadores, como os emails que recebemos, os contactos que recebemos de várias pessoas, que nos levam a querer que isto não é só a manutenção de um serviço público mínimo para o público que já vem ao D. Maria, mas é uma ferramenta fortíssima de alargamento de públicos, de alargamento de contacto com outras pessoas, outros cidadãos portugueses, ou não, que querem ter uma relação com o D. Maria e que, assim, a podem ter muito mais facilmente, porque vivem longe”, destaca Tiago Rodrigues, que relembra haver “muitas distâncias”, não só a geográfica.

Com base no feedback que chega, nos dias de hoje, facilmente por email ou redes sociais, o diretor artístico exemplifica: “Pessoas, por exemplo, mais velhas, que estão confinadas de uma forma mais protegida, que, mesmo durante o desconfinamento e os meses que poderíamos circular com algumas restrições, tinham receio em fazê-lo e receio em ir ao teatro, reconciliam-se com a vida cultural e os hábitos culturais, através de um filho, um neto, que ajuda a que vejam regularmente coisas online”.

Este é um fator benéfico encontrado neste tipo de programação e que impulsiona a decisão de, a partir da próxima temporada, ter a Sala Online assumida com regularidade, constituindo uma fatia importante da programação do D. Maria II.

“Se já assumimos com muita força a nossa responsabilidade, junto dos públicos mais jovens e das famílias com crianças em casa, com a nossa Salinha Online, saber que podemos ser também um fator de melhoria do quotidiano de gerações mais velhas, para nós, é muito importante, porque sabemos que, neste momento, são pessoas, as mais idosas, mais fragilizadas, mais solitárias, mais isoladas”, acrescenta.

Texto por Flávia Brito
Fotografia de Estelle Valente (Teatro São Luiz)

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