Estreada no passado dia 21 de janeiro, Sempre Que Acordo regressa à casa onde se mostrou pela primeira vez ao público, o Centro de Artes de Lisboa (CAL). Com encenação de Lara Mesquita, e interpretação da autora e de Cirila Bossuet, a peça reúne vivências e interpretações do racismo estrutural no país e surge como “meio de denúncia de informação privilegiada”. 

Sempre Que Acordo conta com o apoio à dramaturgia de Isabel Costa e Marco Mendonça e tem como objetivo “informar e consciencializar as pessoas para comportamentos racistas ‘involuntários’ e/ou ‘inconscientes’”. Segundo Lara Mesquita, em declarações dadas ao Gerador para uma notícia de janeiro, “pretende, sobretudo, demonstrar o quanto o racismo estrutural pode condicionar o desenvolvimento de crianças e adolescentes negros em Portugal”. 

O formato é uma conferência-performance, algo “um bocadinho entre o teatro e um filme documental”. O título surge de conversas entre Cirila Bossuet e Lara Mesquita: “sempre que acordo tenho de lutar pelo meu lugar no mundo”. A partir de uma conversa entre as duas, Lara escreveu uma cena em que incluía especificamente a deixa “sempre que acordo”. O título chegou até si.

Como contam no comunicado de imprensa, “ao crescer, Lara foi confrontada com a (quase) inexistência de mulheres negras empedradas no seu circuito sociocultural, algo que toldou a sua visão do mundo, limitando as suas possibilidades e ambições”. Esta peça surge influenciada pelo contributo de mulheres que admira, como Grada Kilomba e Toni Morrison, e pretende ser mais uma peça nessa construção de um legado de empoderamento coletivo. 

Neste momento, ainda há bilhetes disponíveis para as sessões de 11 de junho (às 20h30), 12 de junho (às 11h00) e 13 de junho (às 11h00). As reservas devem ser feitas para semprequeacordo.espectaculo@gmail.com

Local: Centro de Artes de Lisboa

Horário: Entre 10 e 13 de junho, nos horários acima referidos

Preço: 8€

Fotografia de ©Joanna Correia