in contra. Colisão entre existências distintas

Conheci a Susana há três anos, no mesmo café, onde conversámos, quando estava a escrever a minha dissertação de mestrado. A sua obra Agora e na Hora da Nossa Morte fazia parte da bibliografia que estava a estudar. Esta não-ficção literária foi escrita em 2012, quando acompanhou uma equipa de cuidados paliativos a Trás-os-Montes, no âmbito de um projecto lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian. É uma espécie de caderno de notas de uma “viagem que ninguém saudável quer fazer”, mas, quando a faz, “algo muda”. “Há coisas sobre as quais não se pode escrever como sempre se escreveu. Algo muda. Primeiro os olhos, depois o coração – ou os nervos ou aquilo que os artigos chamavam alma – e finalmente, as mãos”[1]. Susana permitiu-se envolver e, quando há experiência, não há regresso. Entrou pelas casas dentro. Pelas casas dentro das casas. Sentou-se à mesa, partilhou o alimento. Revisitando-a, a pretexto de Joan Didion, entendi o encontro de que Susana falaria. Os encontros são heranças.

Susana, que foi uma dos doze autores que ganharam as bolsas de criação literária, atribuídas em Novembro do ano passado, pelo Ministério da Cultura, começou por partilhar os projectos, nos quais estava a trabalhar, uma obra a partir das histórias de raparigas que vivem numa casa de acolhimento, com as quais já havia estabelecido uma relação, através de workshops de escrita criativa, e outra, sobre a sua experiência de maternidade. Mas, logo agarrou uma linha e introduziu Joan Didion, a escritora que escolheu para conversar. Retirou a antologia desta, We Tell Ourselves Stories in Order to Live: Collected Nonfiction, que comprou na livraria icónica de Nova Iorque, a Strand, em 2008, do saco de pano que trazia e, não esperando nenhuma pergunta, mergulhou no sentido que lhe fora mais natural, como uma espécie de guia de um mar de páginas.

“Deixa-me ver se consigo andar para trás e fazer a história de como encontrei a Joan Didion.” Em 2005, Susana foi viver para Londres, trabalhando como colaboradora do Público e, mais tarde, na BBC World Service. Nesta cidade, ficou por quase cinco anos. Contudo, foi a cidade que lhe abriu um lugar respirável para habitar. “Como jornalista, ou como alguém que tinha estudado jornalismo, desde o início, nunca me identifiquei muito com fazer hard news, mas por fazer reportagem, por um lado mais narrativo, contar histórias, ouvir pessoas, trazer vozes de pessoas que, normalmente, não fazem parte das notícias, para os jornais.” Susana conhecia jornalistas que sopraram sobre os limites do jornalismo, nos anos 60 e 70. Contudo, “essas referências eram só homens”. Numa das suas leituras regulares do The Guardian, descobriu um artigo sobre Joan Didion, “em que falavam dela como uma pessoa que tinha encontrado o seu género próprio, contribuído para o Novo Jornalismo, que tinha uma prosa que tinha inspirado e influenciado já mais que uma geração de escritores e jornalistas e que tinha um impacto enorme na literatura de não-ficção.” Porém, Joan Didion não era conhecida em Portugal. Na mesma cidade, Susana foi à estreia d’O Ano do Pensamento Mágico, em peça, adaptado pela própria escritora. O Ano do Pensamento Mágico é a obra que Joan escreveu após a morte do marido, num exercício de memória, revisitando o vivido, para lhe dar forma, através do fora da escrita, e, assim, metamorfosear o caos, o que significaria domá-lo, ou chegar àquilo que chama “a reconciliação com a desordem”[2]. Simultaneamente, escrever é ligar-se, que, por sua vez, é envolver-se. Na medida que é um registo, uma inscrição, procura impedir o esquecimento, logo, é um combate com a morte. Por isso, Joan diz: “Enquanto estava a escrever, estava em contacto com ele.” O entrevistador do documentário O Centro Não Consegue Suster-se, questiona-a: “E quando terminou?”[3]. O silêncio é a resposta de Joan. O silêncio e as mãos, realizando a coreografia de quem não sabe. Escrever, enquanto memória, que é sempre um presente, é uma possibilidade de continuar a acompanhar, de amar, na medida que se mantém vivo o que resta, e, esse resquício não é abandonado: “Uma das principais preocupações é as pessoas que deixamos para trás. Eu não deixo ninguém.”[4] Esta responsabilidade também está presente em Blue Nights, sobre a filha, que perdeu pouco tempo depois. Há ainda uma procura de revelação neste gesto, de entendimento: “A razão para ter de escrever foi ninguém ter-me dito como era”[5]. Então, escreve para si mesma, também. Numa entrevista a The Paris Review, diz: “Quando comecei a escrever peças, queria tentar escrever para um leitor, que não eu mesma. Sempre falhei. Queria congelar. Atento no leitor, mas o único leitor que ouço sou eu. Estou sempre a escrever para mim. Então, possivelmente, estou a cometer um acto agressivo em direcção a mim”[6]. Susana entra também aqui, porque, na verdade, é sobre ela e Didion. Em relação à experiência de escrever na primeira pessoa, diz: “Talvez não a descreva como um acto de agressividade em relação a mim própria, mas há um acto de mim sobre mim, que nem sempre é agradável. Estou a pôr-me na situação de me expor. Ninguém mo está a fazer. Eu estou a escolher isso. Estava a falar-te, no início da conversa, antes de começares a gravar, sobre o livro que estou a escrever. É muito mais fácil falar com as outras pessoas e ver o que é realmente relevante naquelas histórias. É mais fácil saber se estou a ser honesta em relação a outra pessoa do que em relação a mim própria. Estou constantemente a perguntar ‘é mesmo isto?’. […] Quando escreves já estás a criar um ponto de vista. O ponto de vista é um ponto de vista. Construir uma narrativa em relação a nós próprios não é fácil. Aquilo pode ficar na pedra para ti e para os outros.” Todavia, em Joan Didion, estes traços não impedem um diálogo com um discurso jornalístico, com descrições detalhadas, horas, lugares, até mesmo referências bibliográficas, através das quais a escritora partilha a investigação realizada acerca do luto.

Pel’O Ano do Pensamento Mágico, Didion entrou na casa de Susana, tornando-se um nome-porta. “Não era só ficar fascinada com uma prosa, mas era aprender com um método, uma maneira de estar, uma coisa mais profunda que me tocou, abriu possibilidades do que podia fazer com a escrita. Não há balizas assim tão estanques. Podemos apagá-las, torná-las mais híbridas, encontrar aquilo que será a nossa maneira de lidar com o mundo, e isso estar nos nossos textos. Isso fez-me imenso sentido, uma literatura e um jornalismo que era na primeira pessoa, que não pretendia ser distanciado, que não fingia não ter sentimentos em relação àquilo que se escreve. Ela diz uma coisa muito interessante: ‘Não estaria a ser honesta com o leitor, se não dissesse ao leitor porque aquele tema me interessa’. É óbvio que podes escrever uma relação com as coisas sem escreveres ‘eu’. Não há como não estabelecer uma relação com as coisas. As coisas têm um lastro para trás e para a frente.”

Chamo a minha leitura de Susana e cito-a, porque também nela se encontra este desejo de aproximação, de relação: “Se eu regressar, bater à porta mais uma vez, e mais uma vez, e mais uma vez, se eu tiver tempo, tempo sem pressa, disfarçando que nasci na cidade, se eu souber ouvir melhor, cada palavra sentindo-se acarinhada e compreendida, se eu souber o que fazer com as mãos e não tirar notas, será que as pessoas vão abrir e dizer o que realmente pensam nas solitárias e lentas horas da noite?”[7]. Não se trata da informação pela informação, mas do direito à história, como Susana diz ver em Didion. Ainda em Agora e na Hora da Nossa Morte, escreve: “[…] ia-me lembrando do meu avô, que diz que só os ricos têm direito à história. E depois, que sentido faz falar da morte aos 80 anos sem falar de tudo o que se viveu? Seria como ir à terra e não ver a nossa casa.” “E era óbvio – não seria preciso falar muito sobre o assunto – que o maior medo deles não era o medo da morte, isso é medo para jovens. O que receiam é ficar sozinhos, e mais ainda, aterroriza-os a possibilidade de perder o juízo, e com ele as memórias e, com elas a narrativa das suas vidas.”

Joan ocupa também espaço nas suas obras e, como leremos mais à frente, teme a perda. “Mesmo assim, Joan não se despe, e a página não é um espelho. “Aproxima-te dela, mas tu nunca tens a sensação de a conheceres realmente. Deixa sempre algum enigma. É um equilíbrio muito difícil e é muito bonito.”

Salvaguardando que não quer forçar uma abordagem feminista, Susana reconhece que neste encontro experienciou uma maior plenitude, um diálogo mais íntimo, porque se tratava de uma mulher. “Tenho pensado se, de repente, eu tivesse lido isto e fosse de um homem. Teria tido o mesmo impacto em mim? Não. Não teria. É óbvio que a escrita dela é diferente por ser mulher. Tenho a certeza de que a Joan Didion ia discordar nisto. […] Mas, o que ela faz é, como mulher, encontrar a sua voz, a sua maneira de olhar para as coisas, que é necessariamente diferente, porque o teu contexto é diferente. E isso, para mim, é muito inspirador, porque tu não tens de fazer as coisas como os jornalistas homens fazem. E não é por ser homem ou mulher, são as tuas circunstâncias particulares.” O discurso de Susana alterou-se no interior de uma frase. A pessoa mudou. Chamou-me ali, também.

Há um encantamento dentro das palavras de Susana que, variando, exploram o mesmo gesto para o dar a ver melhor. Ao fazê-lo, acrescentam uma espécie de círculos ao redor do que encontrou. A literatura talvez seja isso, sinalizar o que vimos, reconhecemos e amámos. Sinalizar uma relação com um mundo que ainda não se disse inteiramente e para o qual somos escolhidos para não deixar de escutar. E o que escutamos é só o rumor do real, percutindo dentro de cada corpo. Joan foi encontrando esse som do que a envolvia e, pela sua voz, devolvia-o. Porém, esta devolução é um acrescento ao acrescento, uma vez que o que se ouve já somos nós misturados com o que nos chegou. Ela assumia-o. E Susana escutou.

Joan circulava entre vários temas, porque, na verdade, o real não se divide. Susana vai percorrendo o índice do livro que trouxe consigo, com setas e sublinhados a lápis, procurando localizar os textos de que se vai lembrando, para ilustrar os traços de Joan, presentes nas suas abordagens da cultura hippie, da violência em Nova Iorque, da Califórnia, da política na América do Sul, do racismo, da vida em Hollywood, do perfil de John Wayne, de um ensaio de Jim Morrison, dos Beatles, por exemplo, bem como de si mesma. Escrevia o que estava por escrever, mesmo que o assunto estivesse a ser o mais abordado. “Tem uma visão muito crítica, não moralista, mas lúcida. Parece que ela está sempre um bocadinho a cima, vendo um bocadinho mais do que nós vemos. […] Enquanto toda a gente estava a olhar para o sítio onde está a acontecer isto, ela está a olhar para ali, que ainda ninguém se lembrou de olhar.” Mesmo quando fala sobre si própria, não termina em si. Susana considera que, por exemplo, quando escreve sobre a depressão de que estava a sofrer, enquanto estavam a acontecer as mudanças políticas dos anos 60 e 70, à sua volta, “isso já diz sobre aquele tempo e aquele mundo, mesmo que não esteja a escrever sobre aqueles acontecimentos.”

Quando Susana me falou da Joan, recordei-me dos versos de Álvaro de Campos, em “Tabacaria”: “A aprendizagem que me deram,/ Desci dela pela janela das traseiras da casa”[8]. Estava no que era. E era tímida e pequenina. “Portanto, não era uma pessoa que pudesse ir para um país sul-americano e pôr-se, agressivamente, a fazer entrevistas não sei onde. Não combina. O que ela conseguiu foi fazer um jornalismo que, se calhar, nas escolas diziam que não podias fazer. Como vais escrever sobre o mundo sentada em casa? Ela tem textos em que descreve estar a ver na televisão a cobertura de umas eleições, em vez de estar lá. Essa possibilidade de tu trabalhares com aquilo que são as tuas limitações, também as tuas vantagens, foi muito importante. Acho que isso tinha de ser uma mulher a fazer porque, realmente, na época em que estava a escrever, os homens dominavam tudo, incluindo o jornalismo.”

Dos livros para o corpo e a casa. Susana voltou a Nova Iorque, em 2009, e entrevistou Joan, na sua casa. De corpo a corpo, pode aproximar-se e ler-lhe o que ainda não havia lido. As palavras, já as tinha. Mas faltava a presença. “Um ar frágil. Tens a sensação de que, se a tocares, ela pode desfazer-se ou magoar-se. O que achei muito bonito na conversa com ela foi que, nas suas respostas, nunca era demasiado rápida a responder, nunca era demasiado assertiva. Em inglês, há aquela palavra “tentative”. É esta ideia de que estás a tentar perceber, a encontrar o caminho para as coisas. […] Não tens uma verdade. Estás a entrevistar uma pessoa de 70 anos, que se tornou uma autora icónica, e não diz ‘isto é assim’, como acontece com tantos autores. É uma pessoa que não tem muitas opiniões e, nesse sentido, é diferente do que é o jornalismo. Não tem muitas opiniões e, por isso, vai à procura delas, tentar perceber. A própria escrita dela é esse processo, o que pode ser dito sobre aquele assunto.” Recordemos a citação supracitada, em relação à criação d’ O Ano do Pensamento Mágico: “A razão para ter que escrever foi ninguém ter-me dito como era.” É claro que, com o luto, é diferente, uma vez que não sai nas notícias. Mas o que quero chamar a atenção é este acto, não como uma meta a mostrar, mas como um processo, um caminho para compreender o real. É isso que a humildade permite, impedir que tenhamos a verdade nos bolsos. A verdade não é um troféu. A verdade impede, estanca, imobiliza. Só se poderá contar a vida, sabendo que a perdemos, assumindo a falha. Talvez isso seja o reconhecimento do real. Revisito o que Sophia de Mello Breyner Andresen chama de “capitalismo das palavras”[9], em que as palavras são produzidas sem espera, sem pensamento ou contemplação, carregadas de objectivos, como os planos das empresas, de datas, como os calendários editorias, frias, utilitárias, esvaziadas do seu propósito de pensar o mundo, para dele se aproximar, para recriá-lo, humanizando-o. Por isso, a literatura pode ser uma resposta, embora também dependa da forma como é vivida, para as lacunas do jornalismo vigente. Parece-me ter sido o sentido de Joan e de Joan em Susana.

No artigo “After Life”[10], que Didion escreveu para o The New York Times, diz: “A maneira como escrevo é quem sou ou o que me tornei.” É curioso Joan não dizer “o que escrevo é quem sou”, mas “a maneira como escrevo.” Da forma para a essência. Susana comentou que “é engraçado que, ao lermos o mesmo, reparamos em coisas diferentes” e reflectiu: “A forma também é o conteúdo, porque a maneira como ela escreve, mesmo nos primeiros textos, tem um lado fragmentado […]. Estás a deixar o conteúdo em suspenso.” Apesar de Susana notar uma escrita mais fluida, depois d’ O Ano do Pensamento Mágico, reparei que o fragmento se relaciona com a visão que Joan tem do mundo e que temos vindo a falar. O fragmento é uma parte, porque nada se vê por inteiro. Um livro com fragmentos, como é o caso deste, pode ter como pano de fundo o movimento de uma tentativa de reunião. Susana aponta que a preocupação não é com a forma. “Está preocupada em não se perder, depois da experiência do luto, em organizar o pensamento, em traçá-lo”. Em Blue Nights, a este propósito, podemos ler “Conto-te esta história verdadeira para provar que consigo, que a minha fragilidade ainda não chegou ao ponto de não conseguir contar uma história verdadeira.”[11] Contudo, anos antes, em Where I Was From, disse: “Fechei a caixa e pu-la num armário. Não há nenhuma forma real de lidar com tudo o que perdemos”[12].

“Ela […] está sempre a tentar perceber o que podemos dizer sobre o mundo e o que as narrativas, depois, nos fazem, as narrativas que criamos com as coisas que acontecem. Lá esta “we tell ourselves stories in order to live” [expressão de Didon], mas as narrativas também fazem coisas, podem destruir. Pensar como são construídas, como as podemos desconstruir, está muito presente no trabalho dela. Não só contar a coisa, mas perceber como está a ser contada. Quando fala sobre a sua ficção, uma das coisas que diz é que teve dificuldade em encontrar o lugar da fala, da personagem, em acreditar num narrador omnisciente, que é o clássico do romance. Desde o século XIX, o narrador não tem existência como personagem. Tem dificuldade em acreditar nisso porque precisa de saber qual é o lugar da fala, quem é aquela pessoa que está a contar aquela história, como sabe aquela história. Essa questão de que quem conta conhece aquela história, o que conhece dela, o que lhe falta, porque está a contar, como está a contar.”

Por isso, desse encontro, o que ficou anotado no caderno das memórias de Susana, não foi o que a escritora disse, mas como disse, na verdade, os intervalos entre as frases é que disseram. O que disseram no silêncio tocava o que deixava na escrita, o que assumia. Susana não se lembra das perguntas que lhe levava, “queria vê-la”. “Talvez porque a presença dela é tão forte, essa presença quase física que tem na obra, queria vê-la, observá-la, perceber como era a casa dela.” “Impressionou-me vê-la, ali, sozinha num apartamento enorme, mas, ao mesmo tempo, com a vida dela inteira por trás. Os quadros, as fotografias. Mas uma mulher completamente sozinha. Perdeu o marido, a filha. Foi mais impressionante a ida, o estar ali.” “Sozinha” e “frágil” repete Susana. “O centro […] consegue suster-se”?

[1] Marques, Susana Moreira, “Notas de Viagem Sobre a Morte”. Agora e na Hora da Nossa Morte, Lisboa, Tinta da China, 2012, p. 17.

[2] Dune, Griffin (realizador), O Centro Não Consegue Suster-se, Netflix, 2017. Consultado em: https://www.netflix.com/title/80117454

[3] “…”

[4] “…”

[5] “…”

[6] Entrevista de Linda Kuehl a Joan Didion, “The Art of Fiction”, the Paris Review, 1978. Consultado em: https://www.theparisreview.org/interviews/3439/the-art-of-fiction-no-71-joan-didion

[7] Marques, Susana Moreira, p. 45.

[8] Campos, Álvaro, “Tabacaria”, Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993). Consultado em: http://arquivopessoa.net/textos/163

[9] Andresen, Sophia de Mello Breyner, “Com Fúria e Raiva”, Obra Poética, Lisboa: Assírio & Alvim, 2015

[10] Didion, Joan, “After Life”, The New York Times, 25/09/2005. Tradução minha. Consultado em: https://www.nytimes.com/2005/09/25/magazine/after-life.html

[11] Citação retirada do site oficial de Joan Didion. Tradução minha. Consultado em: https://www.thejoandidion.com/quotes

[12] “…”

Texto de Raquel Botelho Rodrigues
Fotografia de Vitorino Coragem