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Odeio ter razão!

A Carta do Leitor de hoje chega pelas mãos de João Pacheco Paulo, que reflete sobre as mudanças climáticas.

Faz mesmo muito tempo que falo dos perigos associados ao degelo provocado pelo aquecimento global, mesmo que muitos teimam em ignorar esta realidade.

Esta minha fala provocada uma vez mais pela 7ª arte, surge depois de visionar o filme “The Thaw” (2009), um filme caótico, talvez série Z, mas que realça o que eu já havia pensado muito antes, mas que inibido pelo fato de me sentir isolado nesse pensamento, acabei por concordar com aqueles que me chamaram de idiota. Quando vi “The Thaw”, mesmo com a consciência da sua qualidade duvidosa, dei conta que algures haveria alguém tão idiota como eu que de forma séria ou caricaturada, pensava o mesmo, ou seja, o degelo vai desenterrar seres microscópicos que vão afetar (tem pelo menos esse potencial) a nossa forma de viver, introduzindo no nosso dia-a-dia doenças e infeções nunca antes vistas, para as quais a comunidade cientifica não tem resposta (poderá não ter em tempo útil) antibiótica capaz de combater essas novas maleitas.

Em 2016, graças ao degelo, houve numa região da Sibéria um surto de antraz que matou animais e pessoas. O antraz é conhecido como arma química potentíssima e de fácil transporte. Ainda se lembrarão dos envelopes de antraz?! As notícias revelam que o Ártico está a descongelar quatro vezes mais rápido que o previsto e esta rapidez verifica-se também na região siberiana, onde foram encontrados vírus com 650 mil anos, que estavam presos na permafrost (região do subsolo composta por gelo, terra e pedras).

Em 2022 e 2023 temos visto notícias de que os cientistas descobriram aquilo que denominaram de “Vírus Zombie”, que não quer dizer que as pessoas infectadas vão virar zombies e vamos ter a milionésima temporada da série. Esta denominação deve-se ao fato desses vírus não terem morrido presos no gelo, mas antes estarem adormecidos, uma espécie de invernação, que durou milhares de anos. Assim, quase que podemos falar desta realidade como o abrir da Caixa de Pandora com a capacidade de levar a humanidade a sua reles insignificância. Um sentimento que se fosse assumido levaria ao fim das guerras e ódios sem nexo. Uma espécie mortal tipo ébola, com a capacidade de um período de incubação por exemplo de uma semana, bastaria para deixar a humanidade do século XXI de joelhos e perto da extinção, tendo em conta a velocidade com que nos movemos.

A primeira vez que se falou e que haverá registo de aquecimento global ou efeito de estufa faz mesmo muito tempo. Em 1859 o físico inglês John Tyndall realizou umas quantas experiências que teve como conclusão que as emissões de CO2 para a atmosfera absorviam as radiações e o calor do sol, estabelecendo as bases experimentais para o efeito de estufa. Já nos anos 1950 os primeiros estudos iniciados no Havai diziam dos perigos do efeito de estufa, mas uma sociedade consumista, capitalista, egocêntrica, predadora, ignorou e agora décadas depois (sete décadas) temos uns quantos iluminados que dizem ter descoberto a pólvora e pedem desculpa às gerações mais jovens dizendo que tem a solução, vamos mudar para o elétrico. 

Um elétrico sustentado tantas vezes por centrais nucleares e por outras estruturas que têm uma vida curta demais e por isso se transformam em lixo que ainda ninguém sabe muito bem o que lhe fazer. Elétrico que na sua exploração, causa danos estruturais, paisagísticos, e nos lençóis freáticos de um dano incomensurável para as gerações futuras.

Não, não sei a solução. Se soubesse gritaria aos sete ventos até ser escutado, mas neste momento acredito no inevitável. O mundo como o conhecemos está perto do fim, um fim que poderá ser total, ou massivo, deixando uns quantos com a responsabilidade de recomeçar, um recomeço que duvido que tenha consciência efetiva dos erros do passado, porque de todos os seres vivos existentes, o ser humano é o mais devorador e inconsciente de todos.

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Texto de João Pacheco Paulo

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