As palavras não merecem altares. As ações são as favoritas. De entre elas são escolhidas as que oferecem maior novela. Nunca percebi porquê.

As interações que temos uns com os outros são feitas mais de palavras ou de ações? E antes que respondam que são uma combinação das duas, aviso já que essa resposta será arquivada e assinalada como inválida. Pensemos um bocadinho mais sobre isto.

Eu, aceito com maior convicção alguém que não me distrai com movimentos e faz uso das palavras para prender a minha atenção.

Não quero danças nem floreados, quero que seja feito um bom uso das palavras e que ensinem às nossas crianças o valor que tem o sabermos dizer aquilo que queremos realmente dizer. Ou, sabermos que o que queremos dizer, nem sempre é tarefa fácil. Nessas alturas, sim, aceito tentativas, a meio do discurso, de encontrar a melhor maneira de explicar a outros o que nos vai dentro da cabeça.

É aí que por vezes moramos por longos períodos, isolados do que é externo a nós. E esse afastamento dos outros, acaba por nos fazer perder a capacidade de sabermos elaborar frases que sejam feitas para outros ouvidos que não os nossos.
Usemos mais as palavras e peguemos nas ferramentas que nos deram na escola para criarmos relações onde se comunica com os outros e se trabalha a empatia. Sem palavras inúteis ou podres.

Talvez estejamos todos demasiado ocupados para arranjarmos tempo para perdermos tempo a tentar, falhar redondamente, voltar a tentar e a voltar a falhar redondamente.

Acho que se tenta pouco em aprender a comunicar com os outros. E ao tentarmos pouco, falhamos quase nada e, de forma muito triste, não aprendemos o que deveríamos aprender. Nem aos 18, nem aos 30, nem aos 60 anos de idade.

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Texto de Sara Isabel Loureiro