A Casa da Cultura, em Setúbal, recebe até dia 28 de maio a exposição "Círculo Infinito", uma criação de Rui Patraquim e Rita Vilhena. A exposição reúne um conjunto de imagens dos dois artistas, inspiradas nas pinturas de István Sándorfi, representativas do corpo, das emoções e sentimentos inerentes ao conceito do infinito.

Um círculo que se torna infinito como a vida e as gerações, que procura a transformação, a morte e o recomeço. Este projeto começa por explorar a morte e toda perturbação associada, incluindo a euforia. Seguido do momento de beleza do (re)nascimento e da (re)transformação.

"As pinturas emocionalmente carregadas do István Sándorfi inspiraram-me a querer representar essa carga em forma de fotografia, onde os sentimentos são extremos e dramáticos", confessa Rui Patraquim. "Durante a captura das imagens, na minha mente acabou por estar constante o poema de Vinicius de Moraes “o verbo no infinito”, que acabou por dar mote às 3 fases."

Para a artista Rita Vilhena, as obras de István Sándorfi serviram de inspiração "na ideia dum corpo que se emociona, carregando-se e descarregando-se. Um corpo poroso, aberto às intensidades da vida que se lhe atravessa." Para as suas imagens, reuniu uma série de objetos que ajudaram a criar um estado de constante viagem por três momentos. O que as une é a constante procura de novas intensidades físico-emotivas, expressão e observação destas no decorrer do próprio evento.

Local: Casa da Cultural de Setúbal

Horário: 30 de abril a 28 de maio, de terça-feira a domingo, das 10h às 22h

Preço: Gratuito

Fotografias da cortesia de Casa da Cultura de Setúbal