Grada Kilomba, escritora, teórica e artista interdisciplinar, nasceu em Lisboa e tem raízes em São Tomé e Príncipe e Angola. Atualmente vive e trabalha em Berlim. A sua obra aborda as questões relacionadas com as temáticas de género, raça, trauma e memória. Reflete na problemática do colonialismo e pós-colonialismo e as relações entre a memória e o esquecimento, o imaginário coletivo e a identidade das culturas africanas. Podes visitar a sua exposição “Secrets to Tell” no Maat e “The Most Beautiful Language” na Galeria da índia.   

No Hangar, perto do metro do Intendente, o ambiente é calmo e convidativo. Ao entrarmos encontramos um espaço luminoso com mesas e paredes brancas. Sento-me de frente para o bar onde gente bem-disposta não falta. Chega uma senhora que se senta perto de mim e começa a ler. Ouve-se música de fundo africana e é difícil ficar imóvel. A Grada chega de sorriso na cara e vem falar comigo com a sua voz doce e acolhedora. Seguimos caminho por umas escadas encaracoladas até chegarmos ao último andar. Uma sala branca, com acesso ao gabinete de trabalho e com uma mesa ainda com tintas, pincéis, papéis e esponjas que serviram a uma produção artística. Esse foi o local escolhido para jogarmos. Sentámo-nos, expliquei as regras do jogo e começamos a segunda Pergunta da Sorte. A Grada lança o dado e avança 5 casas, indo parar à casa da Pergunta da Sorte, em que posso fazer a pergunta que escolher na altura.

Pergunta da Sorte: Para quem não te conhece como descreverias o teu trabalho e a ti enquanto professora, escritora e artista? 

Grada Kilomba (G): O meu trabalho é um trabalho híbrido, que não é fixo a nenhum formato ou disciplina em particular, mas que combina uma série de diferentes disciplinas. É um trabalho que começa sempre pelo texto e daí passa para a sua performance, que pode ser visual, uma instalação sonora, um filme, uma encenação. Esse é o meu trabalho, um trabalho híbrido e interdisciplinar artístico.

Andreia Monteiro (A): Muito bem, então agora podes lançar novamente o dado para continuarmos a jogar.

Desta vez o dado faz-nos avançar 6 casas, indo parar ao número 14, onde nada acontece. Quatro casas à frente voltamos a calhar numa casa numérica.

G: Ohhh, vamos lá outra vez.

Agora o dado é mais simpático e faz-nos avançar 6 casas e chegamos a outra Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Quem pode falar, sobre o quê e o que acontece quando se fala?

A: Isto vem na sequência dos teus trabalhos. (risos)

G: Essa é a pergunta que eu própria me coloco, porque não sei ainda responder. Quer dizer, não é que eu não saiba responder. É uma pergunta muito urgente no tempo em que nós estamos, porque até há muito pouco tempo e ainda hoje são perguntas que falam sobre o poder de definição e o poder da fala e do silenciamento. Todos estes poderes têm sido extremamente dominados até agora. Portanto, nós estamos numa fase cronológica em que é muito importante sabermos bem quem é que tem um espaço para falar e quem deve ter um espaço para falar, tendo em conta que muitas entidades, identidades e corpos foram marginalizados e ficaram à margem da fala e à margem da visibilidade. Acho que isso é uma das tarefas mais urgentes: saber dar espaço a pessoas que historicamente e biograficamente nunca tiveram espaço para falar e para serem escutadas. Uma das tarefas mais importantes é o aprender a escutar, porque todas as narrativas têm sido muito dominadas e são capazes de silenciar enquanto os outros falam. Acho que isso é mesmo muito importante. (risos) Respondi?

A: Sim, sim.

G: Vamos continuar?

E o jogo continua, sim senhor. Agora o dado manda-nos avançar 3 casas e, então, chegamos ao Sê Criativo, a casa que lança um desafio que o convidado tem de resolver de forma criativa.

G: Qual era esta?

A: É o Sê Criativo. Por isso agora vais ter de virar uma carta verde.

Sê Criativo: Pensa no teu número da sorte. Sem falar, conta-nos uma história em x passos.

G: Vou contar-te a história de um dos trabalhos que está …

A: Não contes já. (risos) Tens de nos contar uma história, mas sem falar.

G: Sem falar… então vou contar-te uma história com as mãos.

Vê a história que a Grada nos contou em 5 passos neste vídeo:

G: Não percebeste a minha história, pois não?

A: Se calhar vou precisar de uma ajudinha. Que história nos contaste?

G: Estava a contar uma história, mas mais que isso a descrever os cinco passos. Estava a contar um dos trabalhos que tenho na Avenida da Índia, que é uma instalação de vídeo com 5 canais e que se chama o Dicionário. É um trabalho que eu fiz de pesquisa. Primeiro recolhi várias definições, todas elas no dicionário, e pu-las cronologicamente a aparecer uma a seguir à outra. É uma instalação de vídeo só com palavras e as palavras são muito pequeninas para obrigar o público a ter quase uma relação íntima com o que eu escrevi e ter de se encostar à projeção e ler. Nós trabalhamos com plasma. Portanto, também há um reflexo, um espelho. Enquanto lê vê-se a si próprio. Esse foi o conceito de toda esta instalação. Começa, tem 5 ecrãs, cinco canais. Começa com a negação, o eu não quero saber, depois a culpa, da culpa passa à vergonha, da vergonha passa ao reconhecimento e do reconhecimento à reparação. Para mim este trabalho é muito importante, porque funciona como um centro que liga todos os trabalhos que estão no Maat e na Avenida da índia e guia o público. Como é que se sentem? Onde estão quando vêm certas peças? Mas é acima de tudo para nós olharmos para este processo de descolonização como um processo de transformação. Pode ser muito excitante e que vai passo a passo, pergunta após pergunta, vivência após vivência e nós transformamo-nos nesse sentido. Foi um bocadinho mal contada com os gestos (risos), mas não faz mal.

Vamos então lançar o dado outra vez. Uma casa e volta novamente a sair um número. Nada acontece. Vamos continuar. Duas casas à frente chegamos a uma Pergunta da Sorte.

G: Mais uma das tuas perguntas.

Pergunta da Sorte: Já expuseste em vários países, expor pela primeira vez em Portugal tem um sabor especial em relação às outras exposições que foste fazendo? Porquê?

G: Tem e não tem. Claro que é especial, porque é a primeira vez que estou a expor no país onde nasci e cresci. É especial por saber que durante tantos anos não era possível trazer um trabalho como este aqui. Embora tenha sido exposto internacionalmente e em espaços de grande renome é estranho viver com esta incoerência que Portugal tem de estar tão fixado no passado e na história colonial e olhá-la com uma romantização e glorificação tal que é quase impossível conseguir espaços aqui para mostrar trabalhos como o meu e como muitos outros. Portanto, tem esse carácter especial. O que é muito especial para mim não é vir mostrar, mas sentir que se mostrou o meu trabalho aqui depois de ter mostrado em tantos países diferentes quer dizer que muitas outras pessoas de uma nova geração finalmente também podem mostrar o trabalho e não tenho de estar eu necessariamente aqui. O meu trabalho não está dependente das instituições ou museus em Portugal, embora seja bonito e importante para mostrar aqui. Para mim é mais uma visualização de mim mesma como jovem pensadora e artista e pensar, uau não há uma plataforma especial por seres uma mulher da diáspora africana para mostrares o teu trabalho. A exposição, as conversas e entrevistas têm sido extraordinárias e as pessoas não oferecem mais do que carinho, interesse e entusiasmo. É muito bom ver que há uma nova geração em que há um grande entusiasmo em ter novas linguagens e ferramentas que mostrem como a história tem sido contada em fantasia, completamente desfasada da realidade. Tem sido glorificada uma história colonial que é uma história de desumanização e brutalidade e que nós não temos ainda o vocabulário para lidarmos com ela. Acho que a arte tem esse papel muito importante, criar novas linguagens e imagens. É quase uma libertação para o público. É muito bonito estar aqui, por isso é especial nesse sentido.

Lança-se novamente o dado e avançamos 4 casas, indo parar à da Carreira, onde se fazem perguntas sobre a vida profissional da artista.

Carreira: Se não precisasses de dinheiro para viver, o que estarias a fazer profissionalmente?

G: Exatamente o que eu faço agora.

A: É?

G: É. Gosto mesmo do que faço. Mas também gosto de outras coisas. Olha gosto muito de trabalhar com madeira e construir. Gosto de escrever histórias e de contar histórias. Gosto de fazer exatamente o que eu faço. Acho que neste momento só digo isto, é mesmo o que eu quero.

Cinco casas à frente e chegamos a outra Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Pensando em todos os trabalhos e exposições que já fizeste qual foi a história ou episódio que mais te marcou?

G: Não sei se sei responder. Mas posso dizer que, por exemplo, quando eu mostrei o meu trabalho pela primeira vez fora da Europa, na África do Sul, acho que fizemos um itinerário e depois fomos para São Paulo, no Brasil. Tocou-me muito, porque quando mostras o trabalho, expões, conversas e levas este trabalho para o hemisfério sul de repente tem uma outra dimensão que é muito grande. É uma dimensão de uma memória muito presente.  As pessoas vivenciam e lidam com os temas com os quais eu trabalho, não através do esquecimento como em Portugal, onde a história está sempre a ser esquecida, está presente, mas sempre esquecida, mas lá é o contrário. É sempre lembrada, porque não pode ser esquecida e tu sentes isso. Estás a trazer uma linguagem e visualidade que depois completam um puzzle para as pessoas e que depois é vivenciado com muita emoção e com uma grande ligação pessoal. As pessoas conseguem ter essa força porque a história está tão presente, especialmente na África do Sul com o apartheid, uma história muito politizada, memorizada e documentada. Há um acesso direto àquilo que eu faço. No Brasil também foi assim. Aqui como nós temos feito o processo contrário de tentar esquecer a realidade de uma história, é mais um trabalho intelectual do que um trabalho emocional ou espiritual. Nem toda a gente consegue chegar ao trabalho da mesma forma. Sabes porquê? Porque quando estive lá as pessoas começaram a ler alguns dos trabalhos e instalações de uma forma que eu nunca tinha lido. Não há nada mais fascinante do que mostrares o teu trabalho e o público ver coisas que, estavam lá com certeza, mas que tu ainda não tinhas visto. Acho isso muito bonito, quando o público começa a redescobrir o teu trabalho, a abrir dimensões. Eles conseguem ter uma leitura muito profunda do trabalho e acho isso muito fascinante. Aqui na Europa, como tu sabes, os museus e a arte contemporânea têm sido um espaço quase castrado, muito estéril e higiénico quase, em que muitos artistas, temas e instalações não tiveram espaço. É muito intelectualizado e quando o mostrei na África do Sul achei-o mais politizado.

Vamos então lançar novamente o dado.

G: Oh já estamos quase no fim. Outra vez o 38.

Pois bem, duas casas à frente e parece que nada acontece. Altura de lançar o dado novamente. Quatro casas à frente temos outra Pergunta da Sorte.

A: Não estamos a ter muita variedade.

G: Pois não! Temos de voltar para trás (risos).

A: Por acaso o convidado anterior, o Júlio Resende, fez isso para calhar em todas as casas. (risos)

Pergunta da Sorte: Já que estavas a falar sobre o teu trabalho e o tema da colonização e disseste que em Portugal havia uma maior tendência para esquecermos o passado e não vermos a nossa influência nele, sentes que não é um assunto falado e que não existe informação disponível facilmente em livrarias e bibliotecas?

G: Não existe de maneira nenhuma. Em Portugal não existe. Na verdade, acho que não existe em lugar nenhum e cá ainda existe menos. É uma grande falha, por exemplo em relação à literatura, autores da diáspora africana, autores que lidam com a colonização, género, a sexualidade, a transexualidade são temas e livros que muitas vezes não são publicados e traduzidos da forma que deveriam ser, sendo que é muito atual e urgente. Muitos dos autores não são publicados. Lembro-me que quando eu estudei tive quase um curriculum paralelo. Estudava as coisas que tinham de ser estudadas, mas onde realmente aprendi foi numa biblioteca que eu própria criei com livros que foram muito importantes para mim como artista, pessoa e autora e que na altura não estavam traduzidos em português e lia em francês ou inglês. Passados todos estes anos a maior partes deles ainda não foram traduzidos em português. Por exemplo, no Brasil muitos deles já foram traduzidos, mas aqui ainda não. Isso mostra a violência epistémica, não é? Como se pode criar a violência através do conhecimento que reproduzimos e que tem uma plataforma para ser escutado, lido e visto. E às vezes são conhecimentos que produzem violência. São epistemologias violentas que têm temas, perspetivas e métodos para trabalhar temas que já não são adequados ao presente. Esses são os livros, os clássicos que temos em todas as línguas repetidamente e há um boicote, uma tradição muito longa de excluir intelectuais e artistas da diáspora africana, mas também de outras diásporas dos cânones mundiais, das bibliotecas. Por exemplo, eu escrevi Plantation Memories, em 2008, e já foi traduzido oficialmente em várias línguas na Europa e o Brasil está agora a trabalhar numa tradução, mas não existe em português de Portugal. Eu lancei o livro no Festival Internacional de Literatura e o livro ficou imediatamente esgotado passados três meses. Lembro-me que um ou dois anos depois já íamos na 3ª edição e de vir a Lisboa e contactar uma editora que me disse que não estavam interessados neste tipo de livros. Há um cânon onde determinados artistas e autores pertencem, mas que se tem de desconstruir. São coisas muito banais como ir a uma livraria onde temos uma secção de literatura africana e pensarmos o significado de tudo isto. A literatura de Moçambique é representada por um único autor, que aliás é um homem branco de descendência portuguesa. É um excelente autor, mas que domina e apenas os seus livros são apresentados. A literatura de Angola é reduzida ao outro homem, ao outro escritor branco, que é um excelente escritor, mas há uma enorme diversidade que não consegue competir com os autores dominantes. Portanto, há esta tendência em construir esta normatividade. Os corpos perfeitos, os corpos que podem pertencer à nação que é colonial, patriarcal e homofóbica e que ao mesmo tempo cria uma normalidade. Nós vamos todos os dias à livraria e são estes os livros que nós temos e não encontras outros autores. Podíamos passar da literatura para a arte contemporânea e é a mesma coisa. Maioritariamente quem tem o privilégio e oportunidade de expor e os temas que aparecem são questões muito atuais. Depois do pós-colonialismo é muito importante levantar estas questões. Quem é que faz parte da agenda e como a podemos transformar.

A: Disseste uma frase muito interessante, em que eu nunca tinha pensado, porque quando olho para o conhecimento, por ser alguém que gosta muito de estudar, sempre pensei que era uma coisa fantástica. Depois falaste aqui numa expressão que faz todo o sentido de que a violência se pode exercer através do conhecimento e nunca tinha pensado nisso. Mas que realmente agora que o disseste parece-me ser das piores coisas, porque muitas vezes atrás de mentiras usamos o conhecimento para encobrir realidades e deve ser dos piores sentimentos para quem sofre com esse conhecimento manipulado. Que não é conhecimento, mas sim manipulações dele.

G: Exatamente e nós começamos a falar de toda esta história colonial que nós temos e como lidamos com tudo isto e a produção de conhecimento do que é a nossa história produz essa violência. É uma epistemologia que constrói uma normatividade sobre os temas que são relevantes e os que não o são. Quando olhamos para os nossos livros da escola sabemos muito bem sobre o que se pode ou não falar. São os paradigmas, como se pode falar e de que perspetiva, como é que se olha, como é que se narra esses temas? E depois os métodos, como é que se explicam esses temas? De facto, pode-se construir uma violência e, por isso, é muito importante perceber que epistemologias têm de ser desconstruídas e temos de criar novas linguagens e imagens, porque as epistemologias dominantes são apenas uma reprodução da assimetria do poder. Apenas reproduzem os interesses de uma posição de poder, não objetivos nem universais. Não falam em nome de todos. Falam de um determinado momento, espaço e biografia. Isso é muito importante de desconstruir e algo que não aprendemos na universidade. (risos)

A: Pois não. Quer dizer, em jornalismo fala-se um pouco nisso em termos de cruzamento de fontes. Acaba por ser um pouco isso, a importância de confrontar lados opostos e o conhecimento vir daí ao invés de escutar só um dos lados.

Depois de um prolongamento de uma pergunta, às vezes as perguntas têm destas coisas, a Grada volta a lançar o dado saindo o número 6.

G: Oh não! Já estamos quase a acabar! – conta seis casas no tabuleiro – Outra vez uma malinha (o símbolo da casa Carreira).

Carreira: O que menos gostas de fazer na tua profissão?

G: Olha o que eu mais detestava fazer era trabalhar na universidade. Comecei a trabalhar lá em 2004 e fui professora universitária. Adorava trabalhar com os alunos, mas detestava trabalhar na universidade, então depois desisti. Ai, aquilo era terrível (risos). Acho que a universidade até um certo ponto não serve para nada. Só para ter um papel no fim. Tornamo-nos funcionários públicos a assinar papéis e fazer testes.

Mais um lançamento de dado e avançamos 5 casas que nos dá direito a mais uma Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Quem é a Grada fora do contexto profissional?

G: Hum… a Grada fora… Se é que há um fora e um dentro, não é? Sou uma pessoa muito tímida, privada. Tenho uma família com quem vivo, em Berlim, num bairro muito alternativo. Trabalho muito com o meu companheiro, Moses, que é ele que faz toda a produção. Ele é ator. Trabalha no Teatro Nacional, mas nós trabalhamos muito juntos. Especialmente depois de termos tido as nossas duas crianças reparamos que queremos tentar ter um outro modelo de família que não seja aquele em que cada um faz a sua coisa, os seus projetos diferentes. Acabamos muitas vezes por trabalhar juntos e gosto muito disso. Ele tem feito grande parte da música. Depois tentamos viajar com as crianças quando vamos expor ou quando temos peças grandes e trabalhar em casa ou no estúdio. Eu gosto de trabalhar em casa e tenho a sorte de ter uma muito grande e antiga com tetos muito altos (risos) e com portadas que se abrem e, portanto, trabalho muito em casa, que é uma casa estúdio. Depois gosto muito de trazer as pessoas e trabalhamos todos em equipa e às vezes até ensaiamos em casa. Eu gosto desse modelo de vida, porque é muito saudável para mim como mãe e para as crianças pela proximidade. Isso é o que sou no privado, que se mistura muito com o trabalho, porque eu faço aquilo que gosto. Mas sou uma pessoa privada, gosto de me isolar um bocadinho. Sou terrível a responder a emails e comunicação. Mas já fiz paz com isso, não sou essa pessoa que está ao computador e responde a toda a gente, o que é terrível (risos). Gosto de andar de bicicleta. Ao pé de casa temos um jardim que ocupa uma grande área com cafés bonitos onde podemos plantar coisas. Tenho também uma ligação com a África do Sul, porque o Moses é alemão e tem origens na África do Sul. Quando temos trabalho longe, tentamos sempre viajar juntos. É quem eu sou em privado. (risos)

Ainda com um brilhinho nos olhos por ter falado da sua casa e das pessoas que lhe enchem o coração chegamos à casa Gerador. Esta é casa final do jogo e onde o entrevistado deixa uma pergunta para o próximo convidado e responde à pergunta do anterior. Ainda se lembram da pergunta do Júlio Resende? “Diz-me, sinceramente, o que achas da entrevistadora?”, podes rever a pergunta do Júlio, também, aqui.

Vê o vídeo em baixo para saberes qual a pergunta que a Grada deixou para o próximo convidado da Pergunta da Sorte! Vemo-nos em breve! ;-)

Entrevista por Andreia Monteiro