Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

Música é vida, tal como nos mostra o “Olho de Peixe” de Daniel Neto

A plateia do Teatro do Bairro fora recolhida para dar lugar a mesas pretas, circundadas…

Texto de Andreia Monteiro

Apoia o Gerador na construção de uma sociedade mais criativa, crítica e participativa. Descobre aqui como.

A plateia do Teatro do Bairro fora recolhida para dar lugar a mesas pretas, circundadas por quatro cadeiras cada. Aos poucos, as cadeiras tornavam-se povoadas e, sem timidez, aqueles que iam desprovidos de companhia sentavam-se à mesa com pessoas cujo único elo de ligação era a união pela música. Sem mais demoras, eles invadem o palco. Ricardo Ribeiro brincava com os sinais elétricos que produzia com o teremim. Paulo Santo saltitava de lâmina em lâmina no seu vibrafone metálico. O contrabaixo de António Quintino estava iluminado por uma luz vermelha que salientava os veios da madeira. Na bateria estava Miguel Moreira a marcar o ritmo de “Um Bicho Com Espinhas”. Por fim, Daniel Neto balançava-se como um verdadeiro rockeiro, empunhando a sua guitarra eletrizante. Assim começou o concerto do lançamento de “Olho de Peixe”.

Nascido em Calw, nos arredores de Estugarda, na Alemanha, Daniel Neto começou a tocar guitarra aos 14 anos. “A primeira vez que olhei para uma guitarra foi uma paixão, um brilho nos olhos. Houve um momento de silêncio grande, o planeta parou de rodar, o sol também. Aquilo foi uma espécie de chamamento”. Atualmente, o músico integra projetos musicais como Daniel Neto Quinteto, Daniel Neto Trio “Wes Montgomery Tribute”, Alexander Search, Joana Barra Vaz, José Braima Galissá e Búfalo Sentado. Foi ao estudar guitarra jazz na Universidade de Évora que Daniel, em entrevista ao Gerador, confessa ter vivido o auge da sua descoberta musical, por todas as oportunidades que surgiram.

No final do curso decidiu concorrer à bolsa da Fundação Luís de Molina, em Évora, propondo ir trabalhar para um estúdio de música na Alemanha. “Mal acabei o curso em Évora ganhei a bolsa e fui para lá durante um semestre trabalhar como músico de estúdio em Estugarda. Ou seja, para todas as bandas que fossem lá e precisassem de um guitarrista profissional para gravar coisas mais difíceis eu estava lá. Também criei uma base de dados com jingles e pequenos sons para eles terem no estúdio no caso de haver companhias e empresas que ligassem para lá a pedir 30 segundos de música para um anúncio, por exemplo. Fiz uma base de dados com vinte sons, durações e temas diferentes. Aprendi a trabalhar com material de estúdio, gravei com uma banda de rock que estava lá na altura e um dos objetivos era gravar o meu primeiro disco”.

A guitarra de Daniel Neto

É assim que nasce “Embrião”, o seu primeiro disco, gravado em Estugarda em 2013, no DerSoundmann Recording & Studio. “Aproveitava o facto de estar a trabalhar no estúdio e, sem pagar, ia gravar o disco. Fui a jam sessions em Estugarda e conheci músicos alemães incríveis! Fiz amizade com um contrabaixista que aceitou a proposta. Só toquei uma vez com ele. Quanto ao pianista que tocou no disco, nem sequer toquei com ele, mas estava na jam session e os gajos ficaram todos entusiasmados. O contrabaixista conhecia um baterista de Berlim, que vinha na altura do Natal passar as férias a Estugarda, e combinámos logo o que queríamos gravar e quando.” O disco ficou gravado num dia. “Nesse primeiro disco não houve ensaios, fomos diretos para estúdio, era o meu primeiro disco, ou seja, ainda era mais naïf – daí o nome ‘Embrião’, era o estado embrionário.” Nesse primeiro trabalho diz ter faltado a ligação, “porque a música também vive da ligação entre as pessoas. Isso transforma qualquer música”.

Pegando nas aprendizagens do seu primeiro disco e juntando-lhe anos de trabalho, chega até nós o segundo registo de originais de Daniel Neto, “Olho de Peixe”, em que o guitarrista diz sentir uma maior maturidade da sua parte e em que teve a preocupação de escolher músicos com quem sentisse uma maior ligação.

Daniel Neto Quinteto no concerto de lançamento de "Olho de Peixe"

 

A escolha de instrumentação foi invulgar pela junção de um clarinete, vibrafone, contrabaixo, guitarra e bateria. “São instrumentos de que gosto muito. Adoro o som do clarinete baixo. É um instrumento que se assemelha muito a um ser humano. Consegue, também, transmitir o som das cigarras e dos pássaros. O contrabaixo está mais ligado à secção rítmica do jazz, tal como a bateria. Adoro o vibrafone, o som do metal. Pensei também no calor dos instrumentos. O vibrafone é composto por lâminas de metal. Depois tens o clarinete que é um instrumento de madeira, não é como um saxofone que tem a palheta de madeira e é um instrumento de metal. É quase como juntar os átomos e fazer moléculas. O contrabaixo é madeira e cordas. A guitarra elétrica são cordas, mas com um bocadinho de metal. É uma instrumentação um bocadinho fora do tradicional do jazz, mas também existe no jazz, rock, free e clássico. Acho que dá para ter um bocadinho de tudo ali. Mas mais importante que os instrumentos são as pessoas”. Para Daniel a primeira conexão faz-se com a pessoa e só depois com o instrumento. “Aquilo que o instrumentista te passa enquanto está a tocar, ou não, é muito importante”.

Ricardo Ribeiro foi o escolhido para tocar clarinete baixo, clarinete soprano e teremim. Já conhecia este músico de um ensaio de orquestra, onde a sua forma de tocar o tinha chamado à atenção. O teremim surgiu como elemento surpresa para Daniel, uma vez que não sabia que Ricardo o tocava, mas “foi um instrumento que potenciava ainda mais a minha visão. Tem duas antenas em que consegues fazer música e frequência e misturares isso com rock, ou outras coisas, é brutal”.

Ricardo Ribeiro no clarinete e Paulo Santo no vibrafone

Paulo Santo, no vibrafone, é “uma pessoa com quem criei empatia, porque é muito parecido comigo”. Miguel Moreira, na bateria, é um músico conhecido de Daniel já dos tempos do Hot Club.

Miguel Moreira na bateria

André Rosinha foi o escolhido para tocar contrabaixo na gravação do disco, embora não pudesse estar presente no concerto de lançamento, em que António Quintino pisou o palco. “O Rosinha é um músico incrível, que eu já conheço há muitos anos desde o Hot Club. Já tocámos muito juntos. É uma pessoa que entende a minha música e que valoriza a música. Logo aí há um crescendo. É como passar uma nuvem à frente do sol: passa a nuvem e fica um sol resplandecente”.

Ricardo Ribeiro no clarinete, Paulo Santo no vibrafone e António Quintino no contrabaixo

O título para o álbum surgiu com inspiração na paternidade. “O ‘Olho de Peixe’ é um disco com mais maturidade, mas é uma visão abaloada. Sou pai e o médico disse que quando os bebés saem da barriga da mãe, nos primeiros 6 ou 9 meses, têm aquele olhar muito apardalado, porque têm uma espécie de visão de olho de peixe. Não veem para além de uma determinada distância e tudo o que está para lá disso fica desfocado. Gostei muito dessa ideia: a ligação do embrião com o olho de peixe. É o segundo disco. É um momento de evolução, mas ainda existe muita coisa”.

A sua música parte da perspetiva que tem sobre o quotidiano, da sua leitura do mundo e dos acontecimentos que o seu olhar sublinha e traduz musicalmente. “É quase como se eu absorvesse a cidade. É como eu disse no concerto. Às vezes são sensações ou conexões com o mundo, com a vibração, em que assimilas coisas e eu exporto como música. Mandar cá para fora tudo o que eu faço em forma de música é lindo”. Para ele a música não é matemática, prendendo-se com momentos simples como o pousar de uma abelha numa flor, movimento que pode ser traduzido numa harmonia ou melodia. “A música para mim é aquilo que eu sinto. A música está em todo o lado. É uma coisa que não se vê, mas é uma vibração e energia que está presente em tudo. Qualquer pessoa é um potencial músico, porque a música é uma coisa que faz parte de nós como seres humanos. Toda a gente consegue inventar melodias ou cantarolar músicas, o que diz que todos somos potenciais músicos incríveis, mas uns desenvolvem essas capacidades e outros não. Trato a música como fazendo parte da vida: música é vida”.

"Olho de Peixe" no concerto de lançamento no Teatro do Bairro

Caracterizar o disco quanto ao género musical não é uma tarefa fácil. Tanto podemos ouvir influências do jazz, como do rock, funk, ou até blues. Ao longo da sua jornada musical, Daniel foi experimentado vários géneros musicais como o punk rock, reggae, afro, funk, ou jazz. “Não consigo catalogar as minhas composições, porque quando componho faço-o sobre o quotidiano, sobre a minha vida. Depois penso nas sensações de tudo o que já toquei e avanço. Optar por um estilo vem muito depois da primeira sensação e da primeira escrita. É quase como as luzes da árvore de Natal. Mas são aquelas luzes em que se acende uma cá em baixo e depois se vão acendendo as outras pequenininhas, até chegar lá acima à estrela. Aí a música está pronta. Ou seja, eu gosto é de tocar!” Deste modo, não é possível catalogar o seu trabalho rico em referências, que vão desde Frank Zappa, a Bob Marley, Sting ou até os Abba. “Sou uma espécie de esponja, um absorsor. Se aquilo me está a fazer sentido, então adoro. Sei que a minha música tem esses elementos todos: rock, blues, jazz, música contemporânea, free, funk. Está tudo ligado! É como se fosse uma constelação. Ligo-me à vida, porque sou um ser humano e tenho os meus deveres e responsabilidade e, como tal, vou pôr isso na música”.

Uma das marcas mais salientes no disco é o papel da improvisação, que contrabalança com a rotina presente nas formas do blues, rock, da distorção ou swing. “Há temas em que estamos a tocar uma melodia rotineira e depois aquilo abre, tal como aquele momento em que saltas do avião e estás em queda livre até que abres o para-quedas e vens a curtir a improvisar. Ou seja, há uma parte da improvisação que é completamente aberta e livre e em que toda a gente está apenas ligada pelos ouvidos. Depois, há um arranjo para entrar numa cena mais ligada dentro da improvisação, há um para-quedas”.

“Olho de peixe” conta com sete composições de Daniel Neto e uma de Frank Zappa, “que é um dos meus músicos e pessoas favoritas”, com o tema “Little Umbrellas”. Contactou com esta música quando estava a trabalhar no estúdio em Estugarda. “Ficava muitas vezes até tarde a ouvir música em vinil, até às cinco da manhã se fosse preciso, e a ver a neve a cair enquanto fumava um cigarro e gostei muito desse tema dos ‘Little Umbrellas’. Faz parte de um disco instrumental dele, o ‘Hot Rats’, e é um tema mais jazzístico e experimental com contrabaixo. Pensei logo que um dia ia tocar aquele tema”. Para além do gosto pela obra de Zappa, Daniel realça ainda que é fascinado pela sua posição política ativa. “Ele não tinha medo nenhum de exteriorizar tudo aquilo que tocava, desde o free, ao rock, à fusão. Era uma pessoa muito ativa politicamente, que reivindicava os direitos dele e era um americano de ascendência italiana. Os avós foram imigrantes e ele não tinha problema nenhum em apontar aquela cultura americana do plastic food e people. Não tinha problema em falar dos podres da cultura americana. Gosto desse tipo de pessoas que não têm problema nenhum em mostrar aquilo que são e o que pensam”. Deste modo, decidiu gravar o tema no seu disco para homenagear o génio de Zappa, “em todo o seu ser e obra, à formação e à música que me faz muito sentido e que foi uma luzinha naquela altura da minha vida”.

O segundo tema tocado no concerto, “Amanhecer Urbano”, surpreendeu o público com a recriação de um ambiente florestal, em que o clarinete de Ricardo podia ser facilmente um pássaro, e que Daniel explica ter sido inspirado pelo canto de pássaros que gravou após um concerto. De seguida, tocaram “Raízes D’ali”, o tema que começa com um solo do contrabaixo, levando o público numa viagem agitada em que as notas fogem para o topo do braço do contrabaixo, mas em que persiste uma nota grave capaz de o puxar novamente para o solo, mantendo o tom de aventura misteriosa. Depois, é o vibrafone que se junta à viagem em saltitos que são acompanhados pelo abanar de cabeça de Paulo.

Vibrafone de Paulo Santo

Sangue do Sangue” é o tema que Daniel dedica ao seu pai. O clarinete baixo evoca uma voz serena e sábia, que transmite conforto e proteção. Mais tarde é a guitarra de Daniel que lhe responde. O vibrafone junta-se à conversa num solo que introduz novas palavras, que ecoam pelo Teatro do Bairro. O arco do contrabaixo é acompanhado pela baqueta vassourinha na bateria. Eis que chega a altura dum solo de Miguel, em que este joga com pausas quebradas por uma força rítmica cativante, capaz de deixar o público na ponta da cadeira e os corações em sobressalto.

Bateria de Miguel Moreira

Daniel fala ainda da música “O Amolador de Tesouras”, a última a ser composta para o disco. “Foi inspirada num amolador que vinha na rua. Um dia, estava a fazer o teaser do meu vídeo e o amolador olha para mim com aquele ar muito carregado, com rugas de expressão gigantescas – quase não vês os olhos – e diz-me, ‘vais para a música?’ Ia com a guitarra para um ensaio, ou para aulas, e respondi que sim. Ele continuou na cena dele a tocar. Eu achei interessante, porque é aquilo que vais vivendo no dia-a-dia. Vou observando coisas e vou tentando pôr isso na música. É super fixe a cena de poder tocar guitarra, ou estar ligado à arte, porque a arte é mesmo isso - poder expressar o que vês no dia-a-dia. Eu penso assim”.

Planeta D2” é o tema que dá voz à improvisação de todos os músicos e “Aldeia Azul”, o que nos fala do planeta Terra, aquele em que vivemos. O último tema é animado, deixando o público com um sorriso nos lábios.

Todas estas músicas, incluídas em “Olho de Peixe”, podem ser ouvidas em plataformas como o Spotify, iTunes Music, ou Apple Music. A versão física do disco pode ser comprada nos concertos, ou através de um email dirigido a Daniel. “Queres o disco? Vai a um concerto! Super fixe. Vais ouvir a música, falamos um bocadinho, compras o disco e ficas com o disco físico”.

Final do concerto do lançamento de "Olho de Peixe"

O que Daniel deseja com o seu trabalho enquanto músico é a possibilidade de chegar às pessoas e fazer com que estas sintam um bocadinho daquilo que é viver o dia-a-dia musicalmente. “Gostava de conseguir chegar a toda a gente e ligar o máximo número de pessoas possível. Gostei do concerto e senti que as pessoas estavam ligadas do princípio ao fim. Senti que havia uma conexão e respeito pelo trabalho, arte e o que estava a ser feito ali. Isso é sentimento. A música transmite sentimentos, sensações e o que um músico quer é que tu sintas aquilo que ele está a transmitir”.

A sinopse do concerto prometia e assim se verificou. Junto por uma boa causa, a união pela música e amor à arte, o término do concerto levou o público a reagir com um aplauso em ovação. “Olho de Peixe” de Daniel Neto é a prova de que a poesia também se faz com música instrumental.

Texto de Andreia Monteiro
Fotografias de Jaime Serôdio/ Sociedade Portuguesa de Autores

Se queres ler mais reportagens sobre a cultura em Portugal clica aqui.

Se este artigo te interessou vale a pena espreitares estes também

11 Setembro 2026

BIOGRAF: fazer do cinema um lugar em Cerveira

31 Agosto 2026

(Não) Deitar a toalha ao chão: mas ainda há quem acredite na política?

24 Agosto 2026

Violência de género: quando uma novela gráfica abre a conversa que algumas escolas evitam

10 Agosto 2026

Marcha Gualteriana: 120 anos a levar Guimarães para a rua

3 Agosto 2026

Lançada petição para romper o silêncio sobre a Exposição Colonial do Porto de 1934

27 Julho 2026

Festival Extremo: com música e oficinas, a fronteira entre o dia e a noite voltou a diluir-se na Falperra

20 Julho 2026

Quão perto vive de parques e jardins? Um mapa das cidades mais verdes da Europa

13 Julho 2026

«A Albânia não está à venda» — como a Revolução dos Flamingos deu à juventude albanesa uma razão para ficar

6 Julho 2026

“Por um fio”, ou os desafios ambientais e sociais da Contextile 2026

29 Junho 2026

Em Beco sem Saída, a arte de um grupo de mulheres mistura-se com as suas dores

Academia: Programa de Pensamento Crítico Gerador

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Iniciação ao vídeo – filma, corta e edita [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo Literário: Do poder dos factos à beleza narrativa [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Clube de Leitura Anti-Desinformação 

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Imaginação para entender o Futuro

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Financiamento de Estruturas e Projetos Culturais [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Curso Política e Cidadania para a Democracia

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Criação e Manutenção de Associações Culturais

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Oficina Literacia Mediática

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Fundos Europeus para as Artes e Cultura I – da Ideia ao Projeto [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Jornalismo e Crítica Musical [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Comunicação Cultural [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Desarrumar a escrita: oficina prática [online]

Duração: 15h

Formato: Online

30 JANEIRO A 15 FEVEREIRO 2024

Gestão de livrarias independentes e produção de eventos literários [online]

Duração: 15h

Formato: Online

Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

20 abril 2026

Ensino superior: futuro ou espaço de incerteza?

Para muitos jovens o ensino superior continua a ser o percurso natural, quase obrigatório, para garantir um futuro melhor. Apesar disso, nem todos os que escolhem seguir este caminho encontram uma realidade correspondente às expetativas. Neste projeto, procuramos perceber, através de uma reportagem aprofundada e testemunhos em vídeo, o que está realmente a em causa no ensino superior em Portugal. O que está a afastar os jovens? O que os faz ficar ou sair? E, sobretudo, que país estamos a construir quando estudar se transforma num privilégio ou num risco.

16 fevereiro 2026

Com o patrocínio do governo, a desinformação na Eslováquia está a afetar pessoas, valores e instituições

Ataques a jornalistas, descredibilização da comunicação social independente, propagação de informação falsa, desmantelamento de instituições culturais. A desinformação na Eslováquia está a crescer com o patrocínio dos responsáveis políticos, que trazem para o mainstream as narrativas das margens. Com ataques e mudanças legislativas feitas à medida, agudiza-se a polarização da sociedade que está a prejudicar a democracia e o sentimento europeísta.

Carrinho de compras0
There are no products in the cart!
Continuar na loja
0