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Editorial – Conhece um pouco mais sobre a Revista Gerador 41

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Texto de Amina Bawa

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Pecado e prazer: as novas formas de trabalho

As mãos, os pés, as orelhas, os mamilos. Todo o corpo. Os corpos associados à tecnologia, desbloqueiam novas formas de trabalho, e os jovens são os pioneiros no que toca à criação de conteúdo online. Para cada interesse e necessidade, uma rede social e a profissionalização delas. Humor, games, artes e sexo povoam o ambiente digital evidenciando o que nem sempre vemos no mundo real.

Na era da informação na qual vivemos, os diversos ecrãs apresentam frames de histórias criadas por profissionais especializados em torná-las atrativas para o consumo e assim, movimentar um mercado ao criar necessidades. Para colmatar essas dinâmicas, é preciso desenvolver novas formas de trabalho e profissões, mantendo o humano na contínua busca por respostas e soluções para discussões morais e políticas.

O trabalho funciona como punição para o pecado, e encontramos esta teoria, por exemplo, na filosofia, quando Sísifo, condenado por desafiar os deuses, tem a obrigação de empurrar uma pedra enorme até ao cimo de uma montanha e soltá-la para rolar encosta abaixo, e voltar a repetir o ato. Neste momento livre, Sísifo reflete sobre a sua condição e a interminável tarefa e revolta-se. Já na Bíblia, Adão tem como expiação, trabalhar para garantir provimentos, após cometer um pecado e ser condenado.

Em ambos os casos, a repetição de uma atividade como forma de humilhação está associada ao trabalho. Entretanto, as alterações políticas e culturais pelas quais a sociedade passa constantemente dão conta de uma visão do trabalho diretamente ligado à caracterização de identidades, de reconhecimento e de realização pessoal.

Para o grupo de jovens retratado na reportagem principal da edição 41 da Revista Gerador, comercializar conteúdo sexual nas redes sociais é uma nova forma de trabalho que corresponde a uma perspetiva positiva de tarefa contínua, resultando em pagamento das despesas do quotidiano. Para compreender essa nova dinâmica que envolve a pornografia, as relações de trabalho, as informações e a cibersegurança, nossas jornalistas conversaram com criadores de conteúdo para a plataforma OnlyFans e especialistas que tratam destes temas.

Os artistas convidados para esta edição também questionam em suas obras a utilização do corpo como força de trabalho e veículos de narrativas que passam por transformações, adaptações e interpretações nas áreas da moda, da fotografia, da literatura e das artes gráficas e plásticas.

As reflexões sobre a liberdade nas artes e na política, a responsabilidade de produção e consumo de informação, a promoção de vozes diversas e pontos de vistas variados permeiam as páginas da Revista Gerador, com as crónicas sobre assuntos da atualidade e o nosso jornalismo lento como contraponto da urgência dos tempos que nos envolvem.

Convidamos-te a encontrar aqui conteúdos que vão além dos ecrãs.

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Investigações: conhece as nossas principais reportagens, feitas de jornalismo lento

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Ao longo de 15 anos, a troca de cartas integrava uma estratégia muito clara: legitimar a guerra. Mais conhecidas por madrinhas, alimentaram um programa oficioso, que partiu de um conceito apropriado pelo Estado Novo: mulheres a integrar o esforço nacional ao se corresponderem com militares na frente de combate.

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