Uma vez por semana uma pessoa da cultura ou mesmo um colaborador do Gerador tem vindo a recomendar coisas para fazer em casa. Um filme, um livro, um disco, uma série, uma conta de Instagram e uma das nossas reportagens que vale a pena reler. Hoje é a vez da nossa Bárbara Dixe Ramos.

A Bárbara é jornalista do Gerador apenas há alguns meses, veio para colorir os nossos fins de semana. A comunicação esteve desde sempre no seu ADN e por isso é-lhe tão difícil escolher entre a comunicação corporativa, a assessoria e o jornalismo. Entre as diferentes vozes que assume em cada um destes papéis, diariamente, o que a preenche realmente é dar voz às histórias dos outros.

Fica com as sugestões da Bárbara, aqui:

UM FILME

Porto da Minha Infância, de Manoel de Oliveira

Assisti a este documentário pela primeira vez na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal. O olhar intimista de Manoel de Oliveira faz-me sempre voltar a casa.

UM LIVRO

Fanny Owen, Augustina Bessa-Luís

Continuando nas referências nortenhas, e fazendo a ponte com Manoel de Oliveira, Fanny Owen serviu de base para o filme “Francisca”, do cineasta português. Neste livro, Augustina Bessa-Luís faz de Camilo Castelo Branco uma personagem do livro, recorrendo aos seus diários para lhe dar voz.

A leitura das primeiras páginas do romance pode levar alguns leitores a desistir. A linguagem não é simples e o enredo, ainda que se trate da história de um triângulo amoroso fatalista, não é imediato. Contudo, garanto que todas as referências à sociedade burguesa do Porto, do século XIX, nos fazem submergir na história, sem passar despercebida a crítica e o comentário político.

UM DISCO

Solo, Bernardo Sassetti

Fazia 50 anos na passada semana. Solo é o primeiro álbum após a morte de Sasseti, e que faz parte uma série discográfica anunciada pela Casa Bernardo Sassetti – associação criada após a morte do pianista.

UMA SÉRIE

Coisa mais Linda, Netflix

No Rio da Janeiro nos anos 60, um grupo de mulheres tenta desafiar o status quo e fazer tudo aquilo que lhes diziam não ser para si. Em Coisa Mais Linda a tranquilidade da bossa nova encontra os desafios de ser mulher numa altura em que querer ser mais do que uma dona de casa era uma luta. Se tivesse de escolher uma série que desse a ver a importância da sororidade, esta seria a minha primeira opção.

UMA CONTA DE INSTAGRAM

@comissao_europeia_pt

A minha passagem pela Representação da Comissão Europeia em Portugal fez-me compreender a importância do projeto europeu. Se dúvidas restam sobre o impacto que a União Europeia tem no nosso quotidiano, esta conta será o espaço para a descoberta do que é ser europeu em Portugal, e no mundo.

UMA REPORTAGEM DO GERADOR QUE VALE A PENA RELER

“Acesso à cultura: no (sub)mundo onde as cores têm texturas e os detalhes escapam por entre as mãos”, pela Carolina Franco e Ricardo Ramos Gonçalves

Cruzei-me com esta problemática ainda durante a licenciatura. Foi o Diogo (entrevistado da reportagem), colega de curso, que me fez parar para pensar. Sempre com uma voz muito ativa, o Diogo nunca se foca no problema, mas sim na solução, para ele nunca nada é impossível. Tal como o Diogo, a Carolina e o Ricardo não deixaram nada por dizer nesta reportagem.

Fotografia da cortesia de Bárbara Dixe Ramos
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