Até dia 17 de agosto, Amarante, é o palco de f/est Amarante – Festival Internacional de Fotografia. Antero de Alda, João Silva, Leonel de Castro e Paulo Pimenta são os olhares que completam “Ver com olhos de ficar”, a edição zero da mostra do festival.

Pelas suas óticas, Amarante tem rostos, espaços, lugares e abraços. Espalhadas pelo concelho, em locais inusitados, vêem-se 24 fotografias inéditas que apelam à observação. Parar e olhar. A partir de Vila Meã ao centro de Amarante, passando por locais identificados na app Amarante Tourism como a Ecopista, o parque florestal, o campo da feira e a quelha das Guerridas, as imagens que retratam as pessoas e a vida de Amarante são apresentadas em vários formatos. Em comunicado, Lino Silva, curador do festival, afirma que o objetivo é surpreender quem passa pelos lugares.

Construindo narrativas independentes que viajam pelo passado, presente e futuro, cada uma delas atua em representação dos artistas.

Construindo narrativas independentes que viajam pelo passado, presente e futuro, cada uma delas atua em representação dos artistas. Sobre o passado, com uma homenagem póstuma ao professor Antero de Alda; o presente, através do trabalho dos fotojornalistas do Público e do Jornal de Notícias, Paulo Pimenta e Leonel Castro, respetivamente; e o futuro, pela visão do estudante do Instituto Português de Fotografia, João Silva.

Descobrir o território e as pessoas é uma viagem que acompanha os lugares, os artistas e todxs aqulxs que por lá passam. "Talvez a surpresa seja um encontro ou reencontro com o património material e imaterial que existe e persiste”, explicou à Lusa.

"Em locais onde não era suposto ser, somos." O desafio é ir à procura. Lino, já se encontra a preparar a edição de 2022 com um concurso internacional que irá englobar diferentes categorias, palestras e workshops.

Texto por Patrícia Silva
Fotografia em exposição de João Silva

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